O porquê dos problemas do theSpoke

Outro dia, comentei sobre os problemas que o theSpoke tem apresentado desde sua migração no ano passado, a falta de atualizações de suas funcionalidades e a debandada de pessoas que estão mudando seus blogs. Hoje, o Daniel Wollmann, da Microsoft, respondeu uma dúvida no fórum do MSDN Brasil exatamente sobre esse assunto. As novidades não são o que, acredito, a maioria de nós esperava. Leiam e comentem.

Ricardo Oneda. 

Esqueçam o IE 7+

Há algum tempo atrás, comentei sobre o IE 7+, que seria a versão do Internet Explorer para o Windows Vista. A reclamação foi tão grande, que a Microsoft resolveu mudar os planos e chamá-lo simplesmente de IE 7. Acredito que foi uma decisão de bom senso. Leia a história completa.

Ricardo Oneda.

Linux: o tiro que pode sair pela culatra

Outro dia, estava lendo uma notícia que dizia que, dos computadores vendidos com o sistema operacional Linux, somente 25% permaneceram com o sistema. Os demais 75% tiveram o sistema trocado para Windows em até três meses após a compra do computador. Pois bem, fui testemunha deste fato.

Uma família que conheço adquiriu recentemente um computador. Como eles se enquadram na categoria de usuários, ou seja, não conhecem detalhes técnicos de informática, estavam tendo alguns problemas com a instalação e me pediram uma ajuda. Ao chegar na casa deles, deparei-me com uma tela com a mensagem de erro e o prompt do sistema operacional, solicitando a senha do usuário root. Nesse momento, percebi que se tratava de um computador rodando Linux. O problema estava ocorrendo porque tentaram instalar um aplicativo Windows no Linux. Como Linux não é a minha praia, resolvi reinstalar o sistema pelo CD de recuperação que veio junto com o computador. O processo de instalação, ao contrário do que esperava, mostrou-se extremamente fácil e rápido, e logo o computador já estava funcionando. Expliquei para eles  que, como o computador rodava Linux, não seria possível executar aplicativos Windows nele. As versões para Linux dos softwares deveriam ser adquiridas e então instaladas. Aí que começaram os problemas, já que os aplicativos que eles queriam instalar eram todos para Windows. Internet? Sem chance, já que o discador que eles tinham era para Windows. Nem a multifuncional que compraram poderia ser instalada, já que só havia drivers para Windows. Para resumir a história, no final, eles já estavam decididos que iriam instalar o Windows.

Imaginem a quantidade de pessoas que não entendem detalhes técnicos de informática e que acabam se frustrando por causa de acontecimentos como esse. Atraídas pelo preço mais baixo, acabam comprando gato por lebre, já que não sabem quais as implicações de se adquirir um computador com Linux ou com Windows, afinal, o que elas querem é ligar e usar, sem se preocupar com detalhes, código-fonte, etc. Uma iniciativa cuja intenção é nobre (inclusão digital, maior acesso a informação, etc) acaba criando uma série de problemas. O primeiro é que, na visão dessas pessoas, o Linux é o culpado e ficará com fama de porcaria. Além disso, aposto que, no mínimo, 90% das cópias de Windows instaladas em máquinas que vieram com Linux são piratas. Isso acaba incentivando essa indústria, que por sua vez acaba estimulando uma série de atividades criminais, trazendo problemas sociais e econômicos, sem falar no que o Estado deixa de arrecadar em impostos. Se a pessoa fizer parte da minoria que opta por comprar uma versão original do Windows, ela também acabará pagando mais do que se tivesse comprado o Windows com o computador, já que esta versão vendida junto ao hardware, chamada de OEM, é mais barata que o Windows vendido na prateleira da loja. Enfim, todos perdem.

Como o computador está sendo tratado como eletrodoméstico (o que, na minha opinião e no estágio atual, é uma visão equivocada, mas que tende a se tornar realidade no futuro), as lojas que os vendem deveriam estar mais preparadas para explicar essas diferenças aos seus clientes e suas implicações. Não importa se o cliente quer Windows ou Linux. O que importa é que seja uma decisão consciente. 

Ricardo Oneda.

Problemas no theSpoke

Praticamente um ano após a mudança do theSpoke (que por si só gerou polêmica), muitos problemas ainda não foram resolvidos. É muito irritante ter que tentar várias vezes até conseguir abrir a tela de postagem, devido a erros do tipo "serviço indisponível". Além disso, promessas, como a possibilidade de uma área para upload de arquivos (que deveria ter ficado pronta até o final do ano passado), não foram cumpridas. Melhorias, como por exemplo, a possibilidade de alteração de skin e classificação dos posts, então, nem pensar. Se não temos nem um sistema de categorias que funciona corretamente, seria delírio imaginar o uso de tags. Enfim, o sistema é muito pouco flexível. Parece que depois da migração, o theSpoke foi abandonado.

Quando o theSpoke mudou para a versão 2.0, houve debandada de vários participantes, como o Alexandre Tarifa, o Mauro Sant'Anna e muitos outros. Depois foi a vez do Jalf. Vi que nos últimos dias mais dois participantes, o Ramon Durães e o Paleo, também anunciaram as mudanças de seus respectivos blogs. Percebam que são influenciadores que contribuem constantemente para a comunidade. Um lugar que tinha tudo para reunir a comunidade e ser um ponto de troca de conhecimento e informação está vendo seus participantes indo embora. Ainda restam alguns "heróis da resistência", mas até quando? É uma pena.

Ricardo Oneda.

Produtos gratuitos

Alguns produtos gratuitos que podem interessar a todos:

Ricardo Oneda.

Comparação entre browsers

O segundo semestre de 2006 promete ser agitado no que se refere ao mercado de browsers, já que os três principais navegadores - Internet Explorer, Firefox e Opera - terão versões novas lançadas (na verdade, a versão 9 do Opera já foi lançada). Li um artigo bem detalhado no qual são comparadas as características e performance das novas versões de cada browser. Alguns dados interessantes:

  • o consumo de memória, sem nenhuma página carregada e com as configurações padrões, do IE 6 é de 17 MB e do IE 7 Beta 3 é de 24 MB. Já do Firefox 1.5 é de 17.8 MB e do Firefox 2 Beta 1 é 42 MB. Ou seja, o consumo de memória para iniciar o browser, na nova versão do Firefox, mais que dobrou! Tudo bem que se trata de uma versão beta e, provavelmente, melhorias serão feitas, mas achei um exagero.
  • já o consumo de memória com seis sites sendo visitados ao mesmo tempo foi de 155 MB no IE 6, 70 MB no IE 7 Beta 3, 56 MB no Firefox 1.5 e 73 MB no Firefox 2 Beta 1. Percebe-se que o IE melhorou muito, reduzindo pela metade o uso de memória.
  • o tempo de inicialização do IE 7 Beta 3 foi de 7.7 segundos nos testes realizados. Já o Firefox 1.5 e 2 Beta 1 levam em torno de 12 segundos.
  • o Opera mostrou-se o browser mais compatível com os Web Standards e o IE o menos compatível.

Para mais detalhes dos testes e outras comparações interessantes, sugiro a leitura do artigo. E você, já escolheu qual será o seu novo browser?

Ricardo Oneda.

Entendendo os Bookmarklets

Bookmarklets são pequenos trechos de código javascript armazenados no Bookmarks, também conhecido como Favoritos no Internet Explorer. Uma vez armazenado, podemos colocar esse atalho em uma barra de ferramentas do browser e acionar o código com um único clique. O conceito, pelo que andei lendo, parece ser antigo, mas só vim a descobri-lo há pouco tempo, e achei a idéia bem interessante. Caso você não saiba, é possível executar código javascript a partir da barra de endereços do browser. Tente copiar o código abaixo na barra de endereços do seu browser, tecle ENTER e veja o alert sendo mostrado:

javascript:(function(){alert('Hello World!'); })()

Agora imagine escrever código que interaja com a página que está sendo exibida ou então que automatize uma determinada tarefa repetitiva. Pesquisei um pouco por aí e achei coisas bem interessantes. Por exemplo, um bookmarklet que faz uma pesquisa no Google sem que você tenha que passar pela página inicial:

javascript:q = "" + (window.getSelection ? window.getSelection() : document.getSelection ? document.getSelection() : document.selection.createRange().text); if (!q) q = prompt("Search terms? ... ", ""); if (q!=null) location="http://www.google.com/search?q=" + escape(q).replace(/ /g, "+"); void 0

Talvez você já tenha a barra de ferramentas do Google ou então utilize algum browser que já oferece o campo de busca integrado. Nestes casos, o bookmarklet acima não seria muito útil. Mas se você realiza buscas através do Google limitando o escopo da pesquisa em determinado site, poderia colocar essa configuração em um bookmarklet. O exemplo a seguir realiza uma pesquisa no site KB (Knowledge Base) da Microsoft através do Google:

javascript:q = "" + (window.getSelection ? window.getSelection() : document.getSelection ? document.getSelection() : document.selection.createRange().text); if (!q) q = prompt("Search terms? ... ", ""); if (q!=null) location="http://www.google.com/search?&q=site:support.microsoft.com+" + escape(q).replace(/ /g, "+"); void 0

Aproveitei a idéia e criei um bookmarklet com minha assinatura para os fóruns do MSDN Brasil. Se você constuma utilizar os fóruns, deve ter percebido que o campo de assinatura não permite código HTML. Entretanto, nada impede que você deixe este campo em branco e coloque, manualmente, sua assinatura, digamos, mais elaborada, em cada post. Isso traz alguns problemas: ou você digita sua assinatura todas as vezes ou então salva-a em um arquivo e, todas as vezes que for postar algo, abre o arquivo, copia o texto e cola. Com o bookmarklet abaixo, eu simplesmente clico no atalho, copio o texto que é mostrado e colo no post:

java script:(function(){var a='<p> </p><hr size="1" />Ricardo Oneda<br /><a href="+unescape(" target="_blank">http://thespoke.net/blogs/oneda/default.aspx </a><p> </p>';prompt("Assinatura",a); })()

Por algum motivo que não pude identificar, não consegui fazer com que a assinatura fosse adicionada automaticamente ao campo de edição da mensagem, sem a necessiadade do copiar e colar, mas mesmo assim, já ajudou. Enfim, as possibilidades são inúmeras.

Ricardo Oneda.

.NET Framework 3.0 x WinFX: confusão à vista?

Li no blog do Alfred que a Microsoft decidiu rebatizar o WinFX, nova API do Windows, para .NET Framework 3.0. Um dos motivos da mudança seria o fato de muita gente não saber exatamente o que era o WinFX, pensando que seria uma tecnologia à parte ou concorrente do .NET Framework. Lendo o blog de Jason Zander, General Manger do .NET Framework, encontrei algumas perguntas e respostas interessantes sobre o assunto:

1.  What version of the compilers are being used?
.NET FX 3.0 is built on .NET FX 2.0 including the CLR and BCL.  This means you will be using the 2.0 C# and VB compilers from the redist when using .NET FX 3.0.

Ou seja, apesar da versão do .NET Framework ser chamada de 3.0, os compiladores das linguagens, a CLR (Common Language Runtime) e a BCL (Base Class Library), serão os da versão 2.0. Assim, pode-se concluir que o .NET Framework 3.0 vai ser, nada mais, do que o .NET Framework 2.0 com suporte a algumas novas tecnologias como Windows Presentation Foundation - WPF  (antigo Avalon), Window Communication Foundation - WCF (antigo Indigo) e Windows Workflow Foundation. Em outras palavras, utilizaremos o C# 2.0 e o VB.NET 2.0 no .NET Framework 3.0

2.  Will .NET FX 3.0 contain LINQ support?
No.  LINQ support is in the Orcas product which is shipping after .NET FX 3.0 (which ships in Vista).

Agora a coisa ficou confusa de vez: segundo a resposta acima, não haverá suporte ao LINQ no .NET Framework 3.0. O mesmo só será feito a partir do Visual Studio codenome Orcas, que é a próxima versão do Visual Studio, a ser entregue após o lançamento do .NET Framework 3.0, ou seja, o LINQ será suportado somente na versão 4.0 do .NET Framework (se é que ela vai ser chamada assim). Entretanto, se dermos uma olhada no site do LINQ ou no de futuras versões do C#, perceberemos que a versão do C# que terá suporte ao LINQ já está sendo chamada de 3.0. Mas como não haverá uma versão 3.0 do C# no .NET Framework 3.0, isso quer dizer que o C# 3.0 fará parte do .NET Framework 4.0 (ou seja lá como ele for chamado no lançamento do Orcas)?

Se o que eu escrevi acima realmente acontecer, ou seja, versões de linguagens diferentes da versão do Framework, aí sim teremos confusão. Já que o .NET Framework 3.0 utilizará no seu núcleo o .NET Framework 2.0, poderiam chamá-lo de .NET Framework 2.1. Ou então, seguir o exemplo do IE 7 para o Windows Vista: chamá-lo de .NET Framwork 2.0+ Tongue out

Ricardo Oneda.