Tudo o que você precisa saber dos últimos eventos da Microsoft

O último mês foi muito movimentado para quem acompanha a evolução das tecnologias da plataforma Microsoft. Ousaria dizer que fazia tempo que as novidades anunciadas não causavam tanta empolgação na comunidade. Eu, pelo menos, fiquei muito empolgado com o que foi divulgado, como há tempos não ficava. Mas não se trata de um sentimento superficial, vazio, de simplesmente celebrar o novo pelo novo, de mudar para continuar como está, como muitas vezes vemos por aí. Muito pelo contrário. Dá para perceber que os anúncios feitos seguem uma coesão e alinhamento que normalmente não se via na Microsoft, famosa por disputas internas entre suas divisões de produtos, que costumavam defender seus próprios interesses, que não necessariamente era o melhor para a empresa. A ideia de One Microsoft não era brincadeira.

É possível perceber que por trás de tudo isso existe uma linha de pensamento, um direcionamento estratégico, que todos os times de produto da empresa parecem estar perseguindo. A Microsoft vem mudando nos últimos anos, mas nesse último mês chegou-se ao ápice desse processo, quando foi possível vislumbrar as peças se encaixando e muita coisa começando a fazer mais sentido. É claro que esse comprometimento com a mudança é uma questão de sobrevivência para a empresa, já que o mundo mudou muito nos últimos 15 anos, mas não deixa de ser fascinante acompanhar essa transformação. A Microsoft se deu conta que não é mais o centro da computação pessoal, como foi um dia. E que nunca mais o Windows será a única plataforma computacional utilizada pelas pessoas, e sim, mais uma das plataformas com as quais as pessoas interagem. Claro que a Microsoft prefere que o Windows seja a escolha, mas se não for, tudo bem também, pois ela pode oferecer seus serviços, sua plataforma de computação na nuvem e suas ferramentas. A Microsoft de hoje aceita e abraça a computação na nuvem, a filosofia open-source, o modelo de serviços/assinatura (ao invés do licenciamento perpétuo) e as múltiplas plataformas assim como quando, no meio dos anos 90, aceitou e abraçou a Internet. Se alguém acha que a Microsoft vai se tornar irrelevante nesse novo mundo, é bom rever os seus conceitos, pois ela está mais forte do que nunca, com uma estratégia bem definida e muito bem posicionada tecnicamente para alcançar seus objetivos.

No início de abril, ocorreu o evento Build, voltado para desenvolvedores, e em maio, o TechEd (os vídeos das palestras, tanto do Build quanto do TechEd, podem ser vistos e baixados gratuitamente no Channel 9). O que se viu foi uma avalanche de anúncios de novas tecnologias, ferramentas, funcionalidades e o roadmap para onde a Microsoft está caminhando. Listo abaixo um resumo dos principais anúncios feitos nesses eventos. Apesar de já ter se passado um certo tempo, principalmente em relação ao Build, ainda há muita coisa a ser digerida. Pretendo voltar a alguns desses temas com mais detalhes, conforme eu conseguir processar tanta informação:

  • Windows Phone 8.1: possuirá um novo modelo de desenvolvimento, baseado no WinRT (Windows Runtime) e com possibilidade de uso de C++, .NET (XAML/C#/VB.NET) ou HTML5/Javascript/CSS, como já ocorre no desenvolvimento de aplicações Windows Store (antigo Metro) no Windows 8 para PCs e tablets, tornando possível assim a unificação do modelo de desenvolvimento entre as diversas plataformas e versões do Windows! Também foi demonstrada a Cortana, o assistente pessoal digital que utiliza técnicas de inteligência artificial e machine learning, com o qual será possível interagir através de linguagem natural, falada e escrita. Todos smartphones com Windows Phone 8 receberão a atualização para Windows Phone 8.1, que deve ser liberada nas próximas semanas.
  • Windows 8.1 Update: a novidade é o Brokered Windows Runtime Components,  que permitirá aplicações Windows Store/Metro (que rodam sobre WinRT) interagirem com aplicações desktop .NET (que não rodam sobre WinRT). O objetivo é permitir maior reaproveitamento de código legado, possibilitando modernizar a camada de apresentação de uma aplicação legada sem ter que reescrevê-la totalmente. Essa é uma funcionalidade voltada para aplicações corporativas. Além disso, essa atualização traz várias melhorias para equipamentos baseados em teclado e mouse, ou seja, que não possuem touch, o que é uma grande reclamação do Windows 8. O Windows 8.1 Update já está disponível no Windows Update;
  • Windows Universal Apps: com o Windows Phone 8.1 e Windows 8.1 Update ambos baseados no WinRT, a Microsoft introduziu um novo tipo de projeto do Visual Studio chamado Windows Universal Apps, que possibilitará que a mesma aplicação rode tanto em smartphones, PCs e tablets Windows, adaptando somente a interface de cada dispositivo e reaproveitando todo o resto. No futuro, a ideia é que aplicação também possa ser executada no Xbox One;
  • Demais assuntos sobre Windows: smartphones e tablets de até 9 polegadas não precisarão mais pagar licença do Windows. Haverá uma versão do Windows para Internet das Coisas (Internet of Things) e foi feita uma demonstração da volta do menu Iniciar ao Windows, cuja retirada sempre foi motivo de polêmica, além da possibilidade de se executar aplicações Windows Store/Metro em janelas no desktop, ainda sem previsão de data;
StartMenuWindows8Novo menu Iniciar do Windows, ainda sem data para chegar

 

  • Internet Explorer 11: o engine do IE11 será o mesmo no Windows 8.1 Update e Windows Phone 8.1. Assim, o mesmo núcleo do browser rodará em PCs, tablets e smartphones;
  • Office: foi exibida brevemente a cara da nova versão do Office para Windows, otimizada para touch e reescrita em cima do WinRT. Ainda não há previsão de lançamento;
OfficeTouchForWindowsNovo PowerPoint para Windows, otimizado para touch

 

  • .NET Compiler Platform: a Microsoft está desenvolvendo um novo compilador para C# e VB.NET chamado Roslyn e o disponibilizou como open-source. A novidade é que esse compilador fornecerá uma API com a qual será possível interagir (o que a Microsoft chama de compiler as a service) e facilitará funcionalidades como análise de código, refactoring, geração de código, etc. O principal usuário disso será quem desenvolve ferramentas ou plug-ins para IDEs, como Visual Studio, além da própria Microsoft, que poderá fornecer novos recursos de maneira mais rápida. Foi feita uma demonstração no palco, na qual esse novo compilador foi utilizado em um MacBook para compilar código C# através de uma versão especial do Mono (implementação alternativa do .NET Framework). Com esse novo compilador, também foram exibidas algumas novas funcionalidades da próxima versão do C# e VB.NET;
  • .NET Native: promete combinar a performance do C++ com a produtividade do C#, permitindo compilar uma aplicação C# diretamente para código nativo e que não exigirá a presença do .NET Framework para ser executada. Nesse momento, só funciona para aplicações Windows Store/Metro, mas a ideia é expandir para outros tipos de aplicação futuramente;
  • .NET Foundation: foi criada a .NET Foundation, que será uma organização independente e responsável por fomentar o desenvolvimento e a colaboração de projetos .NET open-source, como ASP.NET MVC, ASP.NET Web API, ASP.NET Web Pages, SignalR, Entity Framework, .NET Compiler Plataform, bibliotecas da Xamarin, etc.
  • Visual Studio 2013: foi lançada uma atualização (Update 2) para o Visual Studio 2013 que possibilita as funcionalidades citadas anteriormente e muito mais. O destaque é para a integração cada vez maior com o Azure (por exemplo, criação e gerenciamento de máquinas virtuais de dentro do Visual Studio, debug remoto de aplicações hospedadas no Azure, etc), além de várias outras melhorias para desenvolvimento de aplicações web. Além disso, a Microsoft posicionou o Visual Studio como uma IDE para desenvolvimento de aplicações multiplataforma. Há outras empresas que têm feito coisas muito interessantes nesse sentido, com destaque para a Xamarin, que permite escrever aplicações nativas com C# tanto para Windows, iOS, Mac e Android. A Xamarin teve uma grande exposição nos keynotes e palestras do Build, e não me espantaria se a Microsoft a comprasse futuramente (há vários boatos circulando sobre essa possibilidade). Além disso, no TechEd, foi anunciado o suporte nativo do Visual Studio ao Apache Cordova (antigo PhoneGap), que é uma plataforma open-source muito popular para desenvolvimento de aplicações híbridas para dispositivos móveis (iOS, Android, Windows Store e Windows Phone) através de HTML, Javascript e CSS;

netinnovation

 

  • ASP.NET: o TechEd foi o evento onde foram feitos os principais anúncios envolvendo a próxima versão do ASP.NET, chamada de ASP.NET vNext. Vale lembrar que essa versão ainda encontra-se em estágio pré-alfa, ou seja, ainda é um trabalho muito inicial, sem previsão de quando estará disponível para uso em produção. A próxima versão do ASP.NET segue alguns pilares: será totalmente modularizada e flexível (será possível escolher quais módulos sua aplicação irá utilizar, ao invés de carregar todos os módulos do .NET Framework, o que permitirá menor consumo de memória e maior rapidez na inicialização e maior vazão), multiplataforma (irá executar em Windows e outras plataformas que suportem Mono, como Mac e Linux), agnóstica de servidor (a aplicação ASP.NET poderá ser hospedada no IIS ou em um self-host; a Microsoft já dava sinais de que seguiria esse modelo com os projetos OWIN e Katana, nos quais a próxima versão do ASP.NET é baseada), modelo de desenvolvimento unificado para ASP.NET MVC, ASP.NET WebAPI e ASP.NET WebPages (esses três “componentes” serão agrupados em um framework que eles chamaram de ASP.NET MVC 6), mecanismo de Injeção de Dependência nativo unificado, maior agilidade na dinâmica de desenvolvimento (não será preciso gerar DLLs, basta alterar o código no seu editor preferido e atualizar o browser, pois a compilação ocorrerá em memória, em tempo de desenvolvimento, utilizando o .NET Compiler Platform – Roslyn), substituição de arquivos de configuração baseados em XML por baseados em JSON, referências a pacotes do NuGet (e não a assemblies) e open-source (agora mantido no GitHub). Também foram anunciadas novas versões do SignalR e Entity Framework. Além disso, foi mostrada a nova versão do .NET Framework, chamada de .NET vNext Cloud Optimize (.NET otimizado para a nuvem). É versão do .NET otimizada para ser executada em servidores, suportando aplicações web e serviços, que utiliza somente os módulos necessários para esse tipo de cenário e que foi drasticamente reduzida em termos de tamanho (em torno de 10 MB), já que não contém várias bibliotecas que só fazem sentido em aplicações client, como Windows Forms e WPF. Com o .NET Cloud Optimize, não é mais necessário ter o .NET Framework instalado no servidor, já que ele poderá ser distribuído junto com a aplicação, ou seja, cada aplicação ASP.NET poderá conter uma versão customizada do .NET (somente com os módulos que interessam para a aplicação, pois cada módulo será um pacote do NuGet). Um exemplo dessa funcionalidade na prática, que foi demonstrado no TechEd, foi a execução de uma aplicação ASP.NET a partir de um pen drive em uma máquina sem o IIS e sem o .NET Framework. Você pode estar se perguntando: e o ASP.NET WebForms? Ele não irá suportar essas novas funcionalidades, pois o WebForms é dependente do System.Web, o que não permite usufruir dessas novidades. O System.Web é um assembly muito complexo e acoplado ao .NET Framework, o que dificulta as coisas. Entretanto, será possível continuar utilizando o ASP.NET WebForms, sem esses novos benefícios, mas para isso será necessário continuar instalando o .NET Framework completo.

    dotNetFuture


Em breve, pretendo citar alguns vídeos de palestras do Build e TechEd que valem a pena ser vistas.

Feedback da terminologia do Windows 8 em português

 

Você já teve a sensação de que alguns termos do Windows traduzidos para português poderiam ser melhorados? Sempre quis dar sua opinião e influenciar na tradução para o português de alguns desses termos? Então esta é sua chance. O time de Windows, da Microsoft, abriu para a comunidade o Fórum de Terminologia do Windows 8 em Português. Nesse fórum, qualquer pessoa pode revisar e comentar um glossário de termos utilizados na interface do Windows 8, podendo também sugerir uma nova tradução para algum desses termos ou votar em alguma já proposta. Para participar, basta acessar o site e cadastrar-se com uma conta do Windows Live ID. As contribuições poderão ser feitas até o dia 21/11/11.

 

Utilizando o Windows Azure de graça

O Windows Azure, como você já deve saber, é a plataforma de cloud computing (ou, se preferir, computação na nuvem) da Microsoft. Quem publica uma aplicação no Azure paga de acordo com os recursos utilizados. Você pode estar se perguntando: "e se eu desejar apenas testar ou realizar demonstrações de uso do Azure, ou então conhecer e estudar o seu funcionamento, também precisarei pagar?". A resposta é NÃO. Existem alguns planos, como veremos a seguir, que permitem a utilização do Azure de graça, desde que não se ultrapasse determinados limites de consumos de recursos.

Há duas opções para aproveitar essa mamata Laughing: a primeira é o plano Introductory Special. Na página de ofertas de planos do Windows Azure, escolha "Brazil" na lista de países e clique no botão "Buy" da opção Introductory Special, conforme figura abaixo:

 

 

 

 

Nesse momento, você deverá se autenticar com uma conta do Windows Live ID. A partir daí, basta seguir as instruções.

A outra forma de se utilizar o Windows Azure gratuitamente é através de uma assinatura do MSDN. Se você tem uma assinatura do MSDN dos planos Premium, Ultimate ou BizSpark, um dos benefícios dessa assinatura é poder utilizar o Azure de forma gratuita. Na página de ofertas de planos do Windows Azure, na opção "MSDN Subscribers", clique no botão "Learn".

 

 

 

Você verá a página com as condições para usufruir da conta do Azure. Se autentique com a sua conta do Windows Live ID a qual está associada a assinatura do MSDN através do link "Sign-in to your MSDN benefits page": 

 

 

 

Após se autenticar, na página de gerenciamento de sua conta do MSDN, clique no link "Windows Azure Platform":

 

 

 

Será apresentada uma tela, na qual você deverá informar alguns dados pessoais, como nome, endereço e telefone. Prossiga com o cadastro, seguindo as instruções.

A tabela abaixo mostra as diferenças entre o plano Introductory Special e o MSDN Subscription. Como é possível perceber, o plano do Azure associado à assinatura do MSDN oferece mais recursos, mas as duas opções são mais que suficientes para realizar testes e estudos:

 

Serviço Introductory Special Assinatura MSDN
Windows Azure

Tempo de processamento 
(instância do tipo small

25 horas/mês 750 horas/mês
   Armazenamento 500 MB  10 GB
   Transações de armazenamento 10.000/mês  1.000.000/mês
AppFabric  Conexões do Service Bus 2/mês 5/mês
   Transações de Controle de Acesso 100.000/mês  1.000.000/mês
SQL Azure  Banco de dados Web Edition de 1 GB 1 3
Transferência de Dados  Entrada 500 MB/mês 7 GB (América do Norte e Europa)
2,5 GB (Ásia e Pacífico)
   Saída 500 MB/mês 14 GB (América do Norte e Europa)
5 GB (Ásia e Pacífico) 
Prazo da gratuidade   31/03/2011 8 meses a partir do cadastro

 

Para ambos os planos, em um determinado momento do cadastro, serão solicitados os dados do seu cartão de crédito. Mas esses planos não são gratuitos? Sim, são gratuitos, desde que se respeite os limites acima. Caso algum limite seja ultrapassado, o mesmo será cobrado. Portanto, fique atento!

Novidades do PDC 2008

O PDC 2008 aconteceu no final de outubro. Não estive lá, mas tentei acompanhar o evento a distância, principalmente lendo blogs e sites de notícias. Os vídeos das apresentações também estão disponíveis gratuitamente para download, mas confesso que ainda não consegui assiti-los. Segue um pequeno resumo daquilo que li - não espere nada muito detalhado; os comentários a seguir são baseados na primeira impressão que tive sobre os principais assuntos abordados:

Windows Azure: foi o grande lançamento e assunto do evento (eu achava que seria o Windows 7). Foi definido como o sistema operacional da Microsoft para a computação em nuvem. Percebi que essa definição causou muita confusão. É bom deixar claro alguns pontos: o Windows Azure não vai ser a próxima versão do Windows e nem estará disponível para ser comprado e instalado em casa ou nas empresas. Além disso, não substituirá a instalação do Windows ou algum outro sistema operacional nos computadores. A melhor definição que li sobre o Windows Azure foi a do blog Negócio de Risco, da Microsoft Brasil:

"Nos últimos dois anos a Microsoft trabalhou para montar um super-computador, formado por centenas de milhares de CPUs operando conjuntamente e conectados a terabytes de memória e petabytes de armazenamento. Esta estrutura toda está fisicamente espalhados por quase uma dezena de datacenters mas opera como uma única e gigantesca máquina, talvez a maior existente no mundo. O Windows Azure é o sistema operacional que roda nesta máquina.

Em termos conceituais o Windows Azure faz as mesmas funções que qualquer outro sistema operacional. Ele gerencia a alocação dos recursos da máquina, intermedia o acesso ao hardware, oferece aos desenvolvedores uma plataforma que permita a eles escrever aplicações para a máquina, gerentia a comunicação entre as aplicações, cuida da interface com o usuário,  etc. A diferença fundamental entre o Windows Azure e os outros Windows é que ele não roda no seu PC e sim no super-computador da Microsoft." 

 

 

 

Resumidamente, o Windows Azure é o sistema operacional que controlará uma espécie de serviço de hosting a ser oferecido pela Microsoft. Teoricamente faz sentido que essa infra-estrutura não fique com a empresa que contrata esse tipo serviço. As empresas estão preocupadas com seus negócios, e não com parafernálias técnicas. Entretanto, na prática, não sei se as coisas funcionam assim. Há ainda pontos importantes a serem analisados, principalmente os referentes à disponibilidade, privacidade e segurança.

Windows 7: acabou sendo ofuscado pelo Windows Azure e também porque não trouxe nada de revolucionário (aliás, como já era previsto). A Microsoft adotou a política de fazer melhorias no que já se tem ao invés de entupir o sistema operacional com funcionalidades que muitas vezes nem são utilizadas - e que podem causar mais dor de cabeça do que benefícios. Os avanços do Windows 7 parecem ter se concentrados em campos como usabilidade, diminuição do tempo de boot e número de serviços carregados por padrão, redução no consumo de memória, melhorias no consumo de baterias de notebook, além de suporte a multi-touch. Como podem notar, foram focados aspectos básicos, o que, na minha opinião, está corretíssimo. Na maior parte das vezes, menos é mais. Segundo relatos, o sistema parece estar mais leve, tanto que será possível instalá-lo em netbooks, aqueles computadores ultra-portáteis, móveis e de baixo custo que se tornaram a coqueluche do momento e que basicamente são utilizados para acesso a Internet e escrita de textos (o que, para muita gente, é mais do que suficiente). Outra novidade é que arquivos do tipo VHD (Virtual Hard Disk) serão reconhecidos automaticamente, ou seja, não será necessário instalar o Virtual PC para rodar máquinas virtuais. A primeira versão beta do Windows 7 será lançada em dezembro de 2008 ou janeiro de 2009. A versão final está prevista para início de 2010, mas muitos já comentam que poderá ser antecipada para o final de 2009, já que final de ano é uma época em que muitos computadores são vendidos e o novo sistema operacional poderia ser um estímulo para aumentar as vendas (ainda mais em tempos de crise).

Web Office: sim, depois de muito tempo e especulação, a Microsoft finalmente apresentou uma primeira versão do Office para a web. Com ela, será possível utilizar uma versão mais enxuta do Word, Excel, PowerPoint e OneNote através de qualquer browser. Resta saber qual será o modelo de negócios a ser adotado, pois a Microsoft não vai querer canibalizar a suíte Office, que é a maior fonte de receitas da empresa juntamente com o Windows.

Visual Studio 2010 e .NET 4.0: durante o evento, foi liberada a versão CTP do Visual Studio 2010 e .NET Framework 4.0. Entre as novidades, está o maior suporte ao desenvolvimento de aplicações para aproveitar a arquitetura multicore dos computadores atuais - Parallel Computing. Um ponto que me chamou a atenção é que algumas funcionalidades do Visual Studio 2010 serão feitas com WPF (se eu não me engano, o WPF também será utilizado em alguns lugares do Widows 7). Acho que o fato da própria Microsoft começar a utilizar essa tecnologia em seus produtos (já não era tempo!) pode ajudar a aumentar a adoção da mesma pelo mercado, já que este terá mais confiança em apostar em algo novo.

 

 

 

O que mais me impressiona, e até certo ponto me deixa um pouco frustrado, é que nem acabamos de digerir completamente as novidades do Visual Studio 2008 (e não se esqueçam do Service Pack 1), e uma nova versão já está no horizonte. Eu mesmo já escrevi sobre isso algumas vezes, e percebo que outras pessoas também têm a mesma sensação. Vejam um exemplo de desabafo:

"I think we will be lusting our breaths for a long time with the .NET technologies, it's just a few weeks since the .NET 3.5 SP1 release and here they are announcing the 4.0 version. Although, it is a good thing to have more and more technologies that makes your life easier, but I think that we will spend the rest of our life just learning the .NET technologies without having the chance to use it." 

Pois é, tenho a mesma sensação de que ficaremos loucos se tentarmos estudar tudo o que está sendo lançado. E tenho a impressão de que a velocidade tende a aumentar...

Ricardo Oneda.

Windows 7

Enquanto aqui no Brasil o pessoal aguarda o Tech-Ed, que acontece nessa semana em São Paulo, nos EUA a expectativa é pelo Professional Developers Conference - PDC 2008, que acontecerá em Los Angeles no final de outubro. O PDC é um evento diferente do Tech-Ed no sentido de que não possui uma periodicidade definida (o último ocorreu em 2005) e é voltado para tecnologias que a Microsoft planeja lançar no futuro.

Nessa edição, a grande atração será, sem dúvida, o Windows 7, o substituto do Windows Vista, que será mostrado oficialmente pela primeira vez. Quem participar do evento receberá, inclusive, uma versão pré-beta do novo sistema operacional (além de um HD USB de 160 GB com o conteúdo de todas as palestras!).

O Windows 7 está cercado de um certo mistério. Ao contrário do Windows Vista, a Microsoft tem sido mais cautelosa na divulgação de informações a respeito dessa nova versão, para evitar erros cometidos no passado e a formação de falsas expectativas. O pouco que sabemos é que será baseado no Windows Vista (ou seja, compatibilidade total) e rodará no mesmo hardware suportado por este. A idéia é que a migração do Vista para o Windows 7 seja a mais tranqüila possível. Outras informações estão sendo divulgadas aos poucos (e superficialmente) no blog criado para o novo sistema operacional, Engineering Windows 7. Versões preliminares começaram a ser distribuídas há algum tempo para poucas pessoas selecionadas avaliarem. Imagens das telas dessa nova versão acabaram vazando para a Internet e o que podemos perceber é uma semelhança muito grande com o Vista e algumas pequenas novidades, como a interface do tipo Ribbon do Office 2007 aplicada no Wordpad e Paint, e uma calculadora repaginada. Claro que deve haver muitas outras novidades, mas teremos que aguardar até o final do mês para descobrir.

Imagens amareladas no Windows Photo Gallery do Windows Vista

Outro dia percebi que as imagens abertas no Windows Photo Gallery, do Windows Vista, estavam aparecendo com uma tonalidade de amarelo, como no exemplo abaixo (clique na imagem para vê-la em tamanho maior):

 

Note que não somente a imagem aparece amarelada, mas também boa parte da janela do Windows Photo Gallery. Isso ocorria para qualquer arquivo de imagem. O mais estranho é que se aberta em algum outro programa, a imagem era apresentada com as cores corretas.

O problema estava no profile de cor utilizado pelo monitor. Para corrigir o problema, clique com o botão direito do mouse sobre o desktop > escolha Personalize > Display Settings > clique no botão Advanced Settings > vá à guia Color Management > clique em Color Management > na janela que se abre, selecione a opção Use my settings for this device > clique no botão Add > selecione o profile sRGB IEC61966-2.1 e clique Ok > selecione o profile que acabou de ser incluído e clique em Set as Default Profile. A tela deverá ficar parecida com a imagem abaixo:

 

Reinicialize o computador e tente visualizar alguma imagem no Windows Photo Gallery. Se tudo deu certo, a imagem será mostrada com suas cores corretas, conforme figura abaixo (clique na imagem para vê-la em tamanho maior):

 

Perceba a diferença em relação a imagem anterior. O problema parece ser causado por alguma atualização de driver feita pelo Windows Update, segundo infomações que li. Seguem alguns links utilizados como referência:

Como manipular informações em benefício próprio

Quando você acha que já viu de tudo nesse mundo, sempre aparece algo para surpreender! A Red Hat, famosa por sua distribuição Linux, acha que o seu sistema operacional é melhor que o Windows só porque corrigiu mais falhas de segurança do que a Microsoft. E ainda teve a cara-de-pau de usar uma pesquisa da própria Microsoft pra chegar a esta conclusão! Os mais irônico é que o nome do blog onde esta mensagem foi escrita é "Truth Happens".

Ora, mas qual sistema é mais seguro: o que apresenta muitas falhas ou um que apresenta poucas? Não precisa ser nenhum gênio para saber que o que apresenta mais falhas, conseqüentemente, terá mais correções... Será que a Red Hat está incluindo falhas propositadamente só para depois sair por aí dizendo: "Ei, vejam como nosso sistema é seguro e como somos eficientes, estamos corrigindo um milhão de falhas enquanto que a Microsoft só corrigiu dez!" ? Será que ela acha que as pessoas são idiotas?

Não entendo porque ela está se gabando disso, afinal, não fez mais do que obrigação em corrigir as vulnerabilidades. Além disso, se há mais falhas no Linux, isso mostra que o aspecto "segurança" não está recebendo a devida atenção. O que ela não deveria ter feito é deixar tantas falhas serem introduzidas no seu sistema para só depois corrigi-las. Lógico que software sem falhas não existe, mas deve-se fazer o máximo para que sejam nas menores quantidades possíveis. Será que ela se preocupa com isso?

Com escreveu Fernando Cima em seu blog, se fôssemos seguir a lógica da Red Hat, o SQL Server 2005 seria o banco de dados mais inseguro do mundo.

Instalando o modem ADSL SpeedTouch 330 USB no Windows Vista

Se você utiliza banda larga com o modem SpeedTouch 330 via USB, encontrará problemas no Windows Vista. Isso porque o mesmo não é reconhecido automaticamente pelo novo sistema operacional. Notem que estou me referindo ao modem conectado à porta USB, e não ao modem que é conectado à saída da placa de rede Ethernet. Esse, pelo que fiquei sabendo, o Windows Vista reconhece normalmente, e é isso que, provavelmente, o pessoal do suporte técnico da empresa que vende o serviço de banda larga vai lhe falar. O fato é que a versão USB desse modem é quase uma anomalia (são poucos os felizardos que o possuem), tanto que este modelo nem está mais disponível.

Ao tentar instalar a aplicação que vem no CD (que não foi feita para o Vista), tudo aparentemente vai bem, até o momento do boot. Neste instante, a instalação é interrompida e aparece uma mensagem de erro dizendo que "O cliente PPoE não foi instalado". Neste ponto, apesar da instalação não ter sido concluída, os drivers do modem já foram copiados para o HD e já é possível instalar o modem manualmente. Apesar de assim termos acesso à Internet, não é uma solução muito bonita, pois estamos utilizando uma versão de driver antiga e a mensagem de erro sempre aparece quando inicializamos o computador.

Pesquisando um pouco na Internet, descobri que várias pessoas estavam enfrentando o mesmo problema. Também descobri que, recentemente, a Thomson, fabricante do produto, disponibilizou em seu site uma versão do driver para Windows Vista. Para instalá-lo, siga o seguinte procedimento:

  1. desligue o modem da porta USB; 
  2. caso tenha instalado alguma versão anterior do driver, desinstale-a;
  3. dê um boot no computador;
  4. execute o arquivo copiado do site com os novos drivers;
  5. quando solicitado, conecte o modem à porta USB;

Em minhas pesquisas sobre o assunto, achei um post de um blog brasileiro que explica um outro procedimento. Não cheguei a testá-lo, mas fica aqui a referência, caso alguém precise.

Windows Server Longhorn

Nem bem o Windows Vista acabou de ser lançado, as atenções agora se voltam para o próximo grande lançamento da Microsoft: a próxima versão do Windows Server, cujo codinome é Longhorn, que está prometido para este ano.

Você pode se registrar no TechNet Beta Central para ser avisado sobre novidades da versão beta. Além disso, também é possível saber quais serão as principais novidades no site do produto.

Descobrindo se o seu computador é compatível com o Windows Vista

Se você pretende utilizar o Windows Vista no seu computador, então é interessante saber se o mesmo é compatível ou se há algo que deve ser melhorado para usufruir das novas funcionalidades. Existem vários recursos que podem ser utilizados com essa finalidade.

A Microsoft oferece o download do Windows Vista Upgrade Advisor, que é um programa que varre o seu computador, gerando um relatório dos pontos fracos e fortes, além de recomendações sobre qual edição do Windows Vista faria melhor uso do hardware.

Além disso, você também pode consultar o Hardware Compatibility List - HCL, que é uma lista de dispositivos que foram testados com sucesso no Windows Vista. O fato de algum hardware não estar na lista não significa que ele não funcionará no Windows Vista, mas também não há garantida nenhuma de que funcione.

Outra ferramenta que pode ser consultada é o Software Compatibility List, que é mantido por um site independente em formato wiki. Nele são mostrados os softwares que funcionaram, os que não funcionaram e os que para funcionar no Windows Vista precisaram de algum ajuste.