Agitos no mercado de busca

A semana passada terminou com duas notícias que, se concretizadas, serão bombásticas para o mercado de buscas na Internet. A primeira delas, e a mais alardeada e concreta, foi a oferta da Microsoft pela compra do Yahoo! por apenas US$ 44 bilhões. Isso faz a compra do YouTube pelo Google parecer brincadeira de criança. Já fazia tempo que a Microsoft tentava ganhar participação no mercado de buscas e, principalmente, no lucrativo mercado de anúncions on-line, onde o Google impera. Apesar de ter adquirido algumas outras empresas da chamada Web 2.0, como o Flickr, o Del.icio.us e o Zimbra (que oferece ferramentas on-line para escritório - planilha, processador de texto, etc), o Yahoo! não ia muito bem financeiramente e, falando sinceramente, não tem mais o mesmo brilho que já teve um dia.

Tanto o Yahoo! quanto a Microsoft correm atrás do Google, mas não sei se a união dos dois vai trazer algum benefício muito diferente do que conseguiriam se separados. O fato de serem duas empresas gigantes e com recursos abundantes não significa que a união será um sucesso, sendo que pode mais atapalhar do que ajudar (a fusão entre a Time Warner e a AOL é um exemplo). Além disso, também se deve levar em conta a diferença cultural entre as empresas e possíveis problemas com questões antitruste - se bem que nesse último caso, se há um monopólio nesse mercado, é o Google que o tem. Tenho a impressão de que a Microsoft parece totalmente obcecada pelo Google, como se tivesse virado uma questão de honra conseguir derrotá-lo. A Microsoft já conseguiu algumas viradas históricas, mas devemos lembrar que agora Bill Gates não estará acompanhando tudo de tão perto, como acontecia antigamente. Por falar em Google, em seu blog oficial foi publicado um post no qual ele se diz preocupado com o futuro da Internet caso essa operação se confirme - claro que eles estão querendo defender seus negócios. Já começam a surgir rumores de que o Google estivesse fazendo uma outra proposta ao Yahoo!, para que o mesmo não aceitasse a da Microsoft.

A outra notícia, que acabou sendo ofuscada, refere-se ao leilão da faixa de 700 Mhz nos EUA. A maior proposta até agora é de US$ 4,7 bilhões (o leilão ainda não terminou). Crescem rumores de que seja o Google o responsável por esse lance, já que seu interesse pelo leilão é público. Atualmente, essa freqüência é utilizada para sinal de televisão, mas a partir de 2009, com a adoção total do sistema digital pelas redes de TV americanas, será utilizada para tráfego de dados, com acesso aberto sem fio para qualquer tipo de aparelho e aplicações, de qualquer operadora. Se levarmos em conta que o Google havia anunciado recentemente o Android, sua plataforma aberta para dispositivos móveis, faz sentido (imaginem o quão lucrativo seria o mercado de anúncios em dispositivos móveis).

Será interessante ver o desdobramento dessas ações nos próximos meses.

O último dia de Bill Gates na Microsoft

Você já deve saber que Bill Gates vai se aposentar no meio de 2008. Talvez, o que você não saiba é como será o último dia de trabalho dele na Microsoft. Domingo passado, durante seu keynote na CES 2008 - Consumer Electronics Show (a maior feira de produtos eletrônicos dos EUA), Bill Gates apresentou o vídeo abaixo, retratando esse dia.

 [youtube:HEWMC4usElM]

Achei o vídeo muito engraçado! Não consigo lembrar de outra pessoa com o status semelhante ao de Bill Gates que teria coragem de fazer um vídeo desse tipo e se expondo dessa maneira. Isso que é capacidade de rir de si mesmo! O keynote completo também está diponível para ser visto na Internet.

Tech-Ed Brasil 2007

Neste ano, infelizmente, não pude ir a todos os dias do Tech-Ed Brasil (mas já foi melhor que o ano passado, quando não estive presente em nenhum dia). Só pude comparecer na sexta-feira, dia 07 de dezembro, último dia do evento. A seguir, um breve resumo do que assisti:

Deep Dive no ASP.NET: nessa apresentação, Israel Aéce mostrou algumas funcionalidades mais avançadas que estão disponíveis desde o ASP.NET 2.0 e que quase não são abordadas em palestras do assunto (e que poucas pessoas conhecem). Destaque para o Client-Side Callbacks, páginas assíncronas (que apesar de não apresentar diferenças para o usuário final, pode melhorar a performance do lado servidor da aplicação), Control Adapters (que permitem customizar a renderização gerada pelos controles do ASP.NET, semelhante ao CSS Control Adapters), Virtual Path Providers (um mecanismo para armazenar os arquivos e conteúdo de uma aplicação ASP.NET em um repositório diferente do sistema de arquivos, como por exemplo, em um banco de dados) e Substitution Cache (define uma região dentro da área armazenada em cache que deve ser sempre atualizada).

Programando com Microsoft Windows Communication Foundation: não gostei muito desta palestra. Foram apresentados alguns conceitos básicos do WCF e SOA, e como desenvolver um serviço nessa plataforma. O problema é que muito código estava em slides e programação mesmo vimos pouca, apesar do título da palestra. Além disso, parece que essa apresentação era um tipo de segunda parte de uma outra palestra feita na quinta-feira, portanto, eu estava me sentindo um pouco perdido.

Silverlight - Por uma web mais rica: Cezar Guimarães nos deu uma pequena amostra do que já é possível fazer com o Silverlight 1.0 no desenvolvimento de Rich Internet Applications - RIA. Nessa versão, o foco está em multimídia e javascript, muito javascript. Agora as atenções passam a se voltar para a versão 2.0 (antigamente chamada de 1.1), que vai permitir a execução de código .NET no browser do usuário e está prevista para ser lançada em 2008.

ASP.NET AJAX - Otimizando e Estendendo: o objetivo de Fernando Cerqueira foi mostrar os cuidados que devem ser tomados quando desenvolvemos aplicações AJAX no ASP.NET. Não basta simplesmente colocar um UpdatePanel na página e jogar todos os controles dentro dele, afinal, mesmo usando AJAX, as requisições ao servidor continuam sendo feitas por "debaixo dos panos". Assim, o uso de vários UpdatePanels e, em um cenário mais avançado, restringir o tráfego somente aos dados utilizando o formato JSON pode contribuir significativamente para diminuir a quantidade de bytes trocada entre o servidor web e o browser. Para quem não conhece, a ferramenta utilizada para mostrar o que é trafegado entre o browser e o servidor web é o Web Development Helper.

Gostaria de ter assistido a outras paletras, como Internet Information Services 7 para Desenvolvedores e ADO.NET Entity Framework, mas como elas aconteceram na quinta-feira, não foi possível. De qualquer maneira, foi um bom evento, de grande porte, como tem acontecido com os últimos Tech-Eds, no qual, além de poder aprender um pouco mais, podemos reencontrar os amigos.

MVP Global Summit 2007 Parte 3: Últimos dias

Os dois últimos dias do Summit ocorreram no campus da Microsoft, em Redmond, cidade vizinha de Seattle. Lá, os MVPs participaram das sessões técnicas com times de produtos de suas respectivas áreas. No meu caso, assisti às palestras relativas ao ASP.NET, já que sou MVP desta competência.

Campus da Microsoft

Antes de continuar, gostaria de lembrar que, devido a um termo de sigilo, os MVPs não podem divulgar detalhes do conteúdo das apresentações. Isso acontece porque muitas das informações ainda não são de conhecimento público. Assim, não poderei fornecer informações mais aprofundadas sobre os assuntos abordados.

Em linhas gerais, foram mostradas as principais novidades que teremos na próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, no que se refere ao desenvolvimento de aplicações web, e sua maior integração com JavaScript. Como o mantra “aplicações web ricas e interativas” tem ultimamente dado o tom na onda da Web 2.0, também foi mostrado o que estão planejando para o ASP.NET AJAX e o WPF/E.

Além disso, também foram mostrados alguns projetos que a Microsoft está desenvolvendo e outras novidades que ainda nem estão totalmente definidas, além de colher as opiniões dos MVPs sobre os atuais e futuros produtos. Esse é um dos aspectos mais interessantes do evento: a possibilidade de influenciar em alguma decisão sobre determinada tecnologia.

Claro que os MVPs não poderiam perder a oportunidade de ter os seus momentos de tietagem, e comigo não foi diferente Tongue out . Um desses momentos foi quando tive a chance de tirar uma foto com Scott Guthrie, General Manager da plataforma .NET, já que sou leitor assíduo de seu blog e de quem assisti duas apresentações:

Ricardo Oneda e Scott Guthrie

Outra oportunidade que tive foi de conhecer pessoalmente Anders Hejlsberg. Esse dinamarquês é uma espécie de lenda viva do mundo da programação e são grandes as chances de você já ter utilizado alguma linguagem em cuja criação ele esteve envolvido. Ele criou o Turbo Pascal (que depois foi licenciado para a Borland), foi arquiteto chefe do Delphi e projetista chefe do C#, além de ter contribuído para a concepção do .NET Framework:

Anders Hejlsberg e Ricardo Oneda

Aqui chega ao final a minha série de posts sobre o MVP Global Summit 2007. Foi uma experiência única ter participado de um evento de tal tamanho e procurei aproveitar ao máximo. Espero que tenham gostado!

MVP Global Summit 2007 Parte 2: O começo

O MVP Summit começou oficialmente na segunda-feira, dia 12 de março. Neste dia, os MVPs foram ao Washington State Convention & Trade Center, no centro de Seattle, para fazer o registro no evento e visitar uma exposição que a Microsoft montou com stands de seus principais grupos de produtos e serviços. Esse dia era só o aquecimento para o próximo, quando o evento começaria de fato.

Na terça-feira, aconteceu a apresentação, que para muitos, era a mais aguardada do evento: o discurso de abertura de William H. Gates, também conhecido como Bill Gates. Após o discurso, que durou aproximadamente 40 minutos (e cujo conteúdo pode ser lido aqui), foi aberta uma sessão de perguntas e respostas. O curioso é que o pessoal não se intimidava e fazia algumas perguntas que deixavam Bill Gates na saia-justa, como por exemplo, quando foi questionado o porquê dele ter dito que o Mac OS X, sistema operacional do Macintosh da Apple, era inseguro. Mais informações sobre a participação de Bill Gates no evento podem ser lidas nesta reportagem.

Bill Gates

Durante o dia, tivemos sessões executivas, como a do S. Somasegar, vice-presidente da divisão de desenvolvimento da Microsoft, que falou sobre a próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, e sessões de plataformas, como a do Anders Hejlsberg, que falou sobre .NET LINQ (Language Integrated Query), que visa facilitar a manipulação de coleções de dados através do uso de queries (no estilo do Transact SQL) na própria linguagem de programação, como C# e VB.NET.

Para fechar o dia, tivemos uma festa no Museu da Aviação, próximo a uma das fábricas da Boeing na região de Seattle.

No próximo post contarei como foram os dois últimos dias do Summit.

MVP Global Summit 2007 Parte 1: Conhecendo Seattle

Entre os dias 12 e 15 de março, ocorreu o MVP Global Summit de 2007 em Seattle. Esse é um evento realizado pela Microsoft a cada ano, aproximadamente, e para o qual todos os MVPs do mundo são convidados a participar. Neste evento, os MVPs, de acordo com as competências (ASP.NET, Visual C#, Visual Basic, SQL Server, Windows, etc), participam de atividades e sessões técnicas com os times dos produtos da Microsoft, nas quais são mostradas as novidades que estão sendo preparadas e são colhidas opiniões sobre alterações que foram ou serão feitas.

Antes de falar do evento propriamente dito, vou comentar sobre minhas impressões de Seattle. Como não sou de ferro, resolvi chegar 3 dias antes para que tivesse tempo para passear e conhecer melhor a região, já que durante os dias do evento não há tempo para praticamente mais nada. A minha principal preocupação era com relação à temperatura, afinal, estaria perto da fronteira do Canadá (a aproximadamente 3 horas de Vancouver, de carro) e próximo do Alasca, no extremo noroeste dos Estados Unidos. Durante o tempo que fiquei lá, a temperatura oscilou entre 3oC e 11oC, mas era uma temperatura suportável, nada muito preocupante. O tempo é parecido com o de São Paulo no inverno: nublado, cinzento, com uma garoa que parece nunca parar ou então uma chuva fraca. Apesar de Seattle ser uma cidade grande, é diferente de uma cidade como São Paulo, por exemplo. Lá não há concentração como ocorre aqui. O comércio, as empresas e a população ficam distribuídos entre as várias cidades vizinhas. Por exemplo, em Seattle, não encontrei uma loja de eletrônicos. Elas ficam em cidades vizinhas. Como o hotel onde fiquei ficava no centro de Seattle, conheci algumas dessas cidades, como Tukwila (onde há um complexo comercial gigantesco), Renton e Bellevue de ônibus (se alguém for viajar para lá e quiser alguma dica sobre quais ônibus pegar, entre em contato).

Por falar em ônibus, o transporte público é excelente. Lá, nunca peguei um ônibus com pessoas em pé. Além disso, todos os pontos possuem as linhas que passam por eles e os horários que os ônibus saem dos terminais (que são cumpridos pontualmente). Se você quiser andar de ônibus somente no centro de Seattle, não é preciso pagar. Além disso, os preços das passagens são diferenciados de acordo com o horário: mais caro nos horários de pico e mais barato nos horários de menor movimento e finais de semana. Outra coisa que chama a atenção é que todos os ônibus são preparados para transportar pessoas com deficiências físicas e também há um suporte para bicicletas na parte dianteira.

Ainda no que se refere ao trânsito, os carros e os pedestres respeitam a sinalização. Mesmo se não houver carro, as pessoas não atravessam a rua enquanto o semáforo não abrir. As ruas são bastante largas e não há engarrafamento. Se houver pedestres querendo atravessar uma rua que não possui semáforo, os carros param e dão preferência aos pedestres. Aliás, esta cordialidade também é percebida nas ruas de Seattle. Se as pessoas percebem que estamos meio perdidos ou no ponto de ônibus tentando descobrir algo, elas nos abordam perguntando se precisamos de ajuda ou se queremos ir para algum lugar. Esse foi um comportamento que não esperava e que me surpreendeu. Acredito que isso deve acontecer porque há uma diversidade étnica e cultural em Seattle muito grande, com muitos orientais, mexicanos e pessoas de outros países. Outra curiosidade é que as lojas e os shoppings começam a fechar por volta das 8 horas da noite. Lá pelas 11 horas, as ruas estão praticamente desertas, sem carros e pessoas. Assim, Seattle é uma cidade cosmopolita, mas com características de cidade pequena.

Claro que como toda cidade grande, ela também tem seus problemas. Vi várias pessoas com pedaços de papelão (nos quais estava escrito que eram sem-tetos, desempregados, veteranos de guerra, etc) pedindo esmola nos semáforos e também nas ruas e shoppings.

Por ser a cidade sede da Starbucks, você encontra quase que uma em cada quarteirão. Acho engraçado como aqui a Starbucks é tratada como uma coisa de elite e lá é tão banal, sendo que nem um bar: em cada esquina você encontra um. Coisas de gente deslumbrada.

Claro que uma viagem a Seattle não seria completa se não visitasse o Space Needle, o cartão postal da cidade:

Space Needle

O Space Needle é uma torre da qual é possível observar toda a cidade (você pode ter uma idéia da visão acessando o site e visualizando as imagens capturadas por uma webcam). Lá em cima também funciona um restaurante. O Space Needle fica no Seattle Center, que é um centro com várias atrações. Para ir ao Seattle Center, utilizei o Monorail, que é uma espécie de mini-metrô por cima das ruas. Há muita coisa para se ver lá e que, infelizmente, não tive tempo, como o Science Fiction Museum and Hall of Fame e o Experience Music Project. Lá também fica o Key Arena, que é o ginásio do time de basquete da NBA Seattle SuperSonics, além de outras atrações (museus, centros de pesquisas científicas, teatros, etc).

Nos próximos posts pretendo escrever sobre como foi o Summit.

MVP Global Summit 2007: Prólogo

Hoje voltei de Seattle, onde estive durante uma semana para participar do evento 2007 MVP Global Summit, organizado pela Microsoft. Reencontrei muitos amigos e conheci pessoas que podem ser consideradas verdadeiros ícones da área de informática. Isso sem falar na experiência de conhecer um outro país e sua cultura.

Enquanto não escrevo sobre isso (pretendo fazê-lo nos próximos dias), vocês podem ler o blog do Leonardo Tolomelli, responsável pelo programa MVP no Brasil e América do Sul, que fez uma cobertura do evento.

Windows Vista RTM

O desenvolvimento do Windows Vista foi concluído e sua versão RTM (Release to Manufacturing) está sendo produzida. Isso significa que os fabricantes de PC logo começarão a receber a versão final do Windows Vista para integrar com seus produtos e que também o mesmo estará disponível para vendas ao consumidor final no dia 30/01/2007. Além disso, os clientes corporativos da Microsoft que possuem o Volume Licensing já terão acesso às versões Business e Enterprise do novo sistema operacional no final deste mês.

Novo licenciamento do Windows Vista: uma notícia boa, outra ruim e um final feliz?

Nas últimas semanas, causou um certo alvoroço a notícia de que os termos de licenciamento do Windows Vista vendido na "caixa" (ou seja, comprado em lojas e também chamado de retail) sofreriam algumas alterações em relação às versões anteriores do Windows.

Uma das mudanças, considerada bem-vinda, referia-se à utilização do Vista em máquinas virtuais. Até o Windows XP, cada cópia usada em ambientes virtuais exigia uma licença separada. Assim, se desejássemos utilizar o Windows XP em uma máquina virtual sendo executada sobre um outro Windows XP, deveríamos ter duas licenças. Já com o Windows Vista versão Ultimate, essa licença extra não será mais necessária, desde que a máquina virtual esteja sendo executada na mesma máquina na qual o versão licenciada do Windows Vista Ultimate esteja instalada.

A outra mudança foi bem mais polêmica. Segundo o novo EULA (End User License Agreement), só seria permitido transferir o Windows Vista de máquina uma única vez! Ou seja, caso alguém adquirisse uma máquina nova pela terceira vez enquanto possuísse o Windows Vista, seria necessário uma nova licença para poder utilizar o Vista nesta nova máquina. Essa limitação não existia nas versões anteriores do Windows, que permitia um número ilimitado de transferências do produto, desde que o mesmo fosse desinstalado do computador anterior, para que não houvesse mais de uma cópia do programa rodando ao mesmo tempo.

Depois de muita confusão a respeito do que estava certo e errado e as várias interpretações dos termos, e ouvindo a comunidade, a Microsoft resolveu mudar o EULA do Windows Vista e permitir desinstalar e reinstalar o sistema operacional quantas vezes o usuário desejar. Essa foi uma decisão correta, pois não faz muito sentido limitar esse tipo de comportamento. Acredito que se isso fosse mantido, poderia trazer mais problemas do que benefícios para a Microsoft.

Mas note que tudo que escrevi aqui refere-se a versão retail do Windows. Se você adquirir um computador com o Windows pré-instalado, a versão dele é a OEM (Original Equipment Manufacturer). Os termos de licenciamento da versão OEM não mudaram, ou seja, só é possível utilizar esta versão OEM na máquina com a qual foi comprado, não sendo possível sua reutilização em outro computador.

Microsoft Regional Architecture Forum 2006

Nos dias 04 e 05 de abril, aconteceu em São Paulo o segundo Microsoft Regional Architecture Forum. Organizado pela equipe de Arquitetura da Microsoft Brasil, tivemos dois dias recheados de palestras sobre Arquitetura de TI, com grandes especialistas da área, como arquitetos de TI da própria Microsoft Brasil e Americana, de consultorias renomadas e MVPs.

As palestras foram divididas em três sessões gerais (abertas para todos os participantes) e nove sessões em grupos, chamadas de breakout sessions, que ocorriam simultaneamente em nove salas distintas e com participação limitada a um número pequeno de pessoas, para que se tornassem mais proveitosas, possibilitando discutir os vários assuntos com maior profundidade.

Tivemos as seguintes sessões gerais:

  • Enterprise Service Orientation Maturity Model: nesta palestra, Wolf Gilbert, consultor de TI e ex-Program Manager do Windows Product Group, abordou um tema em moda atualmente: SOA - Service Oriented Architecture. Ele apresentou um Modelo de Maturidade para Orientação a Serviços e os caminhos percorridos para se chegar a ele.
  • Visão para Fábrica de Software: nessa sessão, Mauro Regio, arquiteto de soluções do Architecture Strategy Team da Microsoft, mostrou o que se tem a ganhar ao se utilizar o conceito de industrialização no desenvolvimento de software. Um tema bastante polêmico...
  • Direção de Filmes e Arquitetura de TI: você pode estar se perguntando: "o que há de comum entre dirigir um filme e arquitetura de TI?". Também não via muito sentido antes de ver esta palestra, mas acredito que todos da platéia saíram de lá com uma visão totalmente modificada. Cao Hamburger, conceituado diretor de cinema, televisão e propaganda (dentre seus trabalhos destacam-se a séria Castelo Rá-Tim-Bum e, mais recentemente, a série Filhos do Carnaval) mostrou o processo de criação e produção de um filme e, acreditem em mim, há muito mais em comum com TI do que podemos imaginar.

Ricardo Oneda.