Chrome não vai mais suportar Java e Silverlight

Até o final de 2014, o Chrome, browser do Google, deixará de suportar alguns plug-ins:

 

  • Silverlight
  • Java
  • Unity
  • Google Earth
  • Google Talk
  • Facebook Video

 

A justificativa é que esses plug-ins são baseados em uma tecnologia ultrapassada (NPAPI – Netscape Plug-In API), da década de 90, quando os recursos oferecidos pelos browsers para desenvolvimento de aplicações web ainda eram muito limitados, que é um cenário bem diferente do que temos atualmente. Além disso, o crescimento do uso de dispositivos móveis, que não suportam esse tipo de tecnologia, também contribuiu bastante para a decisão. Enfim, esse é mais um passo na direção de uso de tecnologias puramente web.

 

O curioso é que, segundo estatísticas do Google, o Silverlight foi utilizado em 15% das páginas acessadas pelo Chrome no último mês, enquanto que o Java aparece com 8,9%. Sinceramente, achava que o Java fosse mais popular.

 

Vale lembrar que essa mudança não afetará conteúdos em PDF e nem Flash, pois eles foram “embutidos” dentro do Chrome e já não necessitam do uso de plug-ins.

O Windows Phone está começando a se tornar relevante?

O assunto que tomou conta da semana, sem dúvida, foi o anúncio de que a Microsoft comprou a divisão de telefones da Nokia por mais de 5 bilhões de euros (a Nokia vai continuar a existir, mas fabricando equipamentos de rede, serviços baseados em localização e patentes). Há tempos circulavam boatos de que isso poderia acontecer, já que a Nokia era a principal parceira da Microsoft no campo de telefones e que havia apostado todas suas fichas no Windows Phone. O negócio é mais um passo na mudança do modelo de negócios da Microsoft em direção a se tornar uma empresa de “dispositivos e serviços”, que se iniciou com o Surface. Se vai dar certo ou não, é uma história totalmente diferente, mas pelo menos a Microsoft está sendo coerente com sua estratégia.

 

microsoft-nokia

 

Se Stephen Elop, até então CEO da Nokia, já era o nome mais cotado para assumir a Microsoft com a aposentadoria de Steve Ballmer, principalmente por já ter sido um alto executivo da empresa antes de ter ido para a Nokia, agora de volta como vice-presidente, as chances são altas de que isso se confirme, mas vamos ter que aguardar em torno de 12 meses para saber.

 

Agora, o mercado de dispositivos móveis tem seus principais players assim divididos: Apple com iOS, Google + Motorola com o Android, Microsoft + Nokia com Windows Phone e Samsung. Interessante notar que somente a Samsung não possui um sistema operacional e serviços, ficando somente com o hardware. Será que a empresa sul-coreana pretende fazer algo a respeito?

 

Mas a notícia que mais me chamou atenção mesmo saiu um dia antes do negócio entre Microsoft e Nokia, mas acabou sendo ofuscada. A notícia de que aparelhos da Nokia com Windows Phone já estão atingindo 8% das vendas em alguns países importantes da Europa (Reino Unido, Alemanha, França, Itália e Espanha) e também vem ganhando terreno em vários outros países ao redor do mundo. Há tempos que a participação do Windows Phone no mercado tem aumentado, pouco a pouco, é verdade, mas tem mantido um ritmo de crescimento. Entretanto, parece que agora começa a ganhar um impulso maior. Um fato que acho relevante destacar é que nós, que trabalhamos com tecnologia, já estamos habituados com smartphones e tablets no nosso dia-a-dia, na maioria da vezes com aparelhos da Apple ou rodando Android. Some-se a isso  a questão de que as principais fontes de notícias que costumamos usar virem dos EUA, onde a Apple domina, e temos a percepção de que o iOS e o Android já dominaram o mercado de dispositivos móveis, não havendo espaço para outras alternativas. Devemos tomar cuidado, pois essa é uma percepção que só é em parte verdadeira.

 

iOS Windows Phone Android

Claro, é indiscutível que atualmente Android e iOS dominam o mercado, mas o que muita gente se esquece ou não sabe é que menos da metade dos telefones celulares em uso no mundo são smartphones. Ou seja, estamos no começno de um mercado que ainda tem muito para crescer. Acontece que a maior parte desse crescimento vai acontecer em países emergentes ou em desenvolvimento, como o Brasil. Em outras palavras, países onde a população tem um poder econômico menor que a dos países mais desenvolvidos, onde os smartphones já estão mais consolidados. Ou seja, para essas pessoas, o preço dos aparelhos é um fator importante (por que vocês acham que a Apple, segundo boatos, está prestes a lançar uma versão mais barata do iPhone?). E muitas dessas pessoas estão começando a adquirir seus primeiros smartphones agora. E aqui vem a boa notícia para a Microsoft: o Windows Phone tem se mostrado a plataforma preferida para aquelas pessoas que vão adquirir seu primeiro smartphone, superando aparelhos da Apple ou com Android. 42% de quem adquire seu primeiro smartphone compram um Windows Phone. Muita dessa preferência, suponho, deve vir da força que a marca Nokia possui ao redor do mundo, já que é a segunda maior fabricante mundial de celulares, perdendo somente para a Samsung (volto a destacar: o mercado dos EUA é muito particular, não pode ser utilizado como modelo para o que ocorre com o resto do mundo; lá, a Apple domina e a Nokia é mais fraca, exatamente o contrário do que ocorre ao redor do mundo). E os modelos que têm provocado esse aumento de vendas de smartphones com Windows Phone são os chamados de “entrada”, ou seja, modelos mais baratos, como o Nokia Lumia 520.

 

Resumindo, se esse ritmo continuar, a tendência é que a participação do Windows Phone aumente muito, tornando-se de fato uma terceira alternativa viável. Vai superar a Apple? Provavelmente. Vai superar o Android? Dificilmente. Mas acredito que vá garantir uma participação de mercado que não poderá ser ignorada. Acredito que é nisso que a Microsoft aposta. A esperança dela é crescer entre aqueles que ainda não têm um smartphone, principalmente nos mercados menos desenvolvidos, e que vão comprar um modelo mais barato. Se isso realmente acontecer dessa maneira, poderemos dizer que o Windows Phone será uma plataforma relevante. Se não der certo, aí sim poderemos dizer que a Microsoft fracassou no campo da mobilidade.

O fim do Google Reader… e opções para substitui-lo

 

Qual assunto tomou conta do Twitter e da Web nas últimas horas? Se você acha que foi o anúncio do novo Papa, está divinamente enganado. O que tem causado grande comoção e uma avalanche de protestos foi o anúncio de que o Google Reader será desativado em 01 de Julho. Na verdade, esse é mais um passo do Google na direção de se tornar uma empresa de devices, afinal, a moda agora é imitar a Apple. Os sinais estavam claros já há bastante tempo: entre outros, o Google está entrando nos mercados de óculos (Google Glass) e de automóveis (sem motoristas). Especialistas especulam que as próximas vítimas do Google seriam o GMail, o Android e, pasmem, o mecanismo de busca que foi a origem de tudo o que o Google é hoje. O Orkut e o Google+ continuariam a existir, mas o motivo é desconhecido, já que ninguém usa esses serviços.

GoogleReader

 

Exageros a parte (você não achou que o GMail, Android e a busca serão descontinuados pelo Google, achou? Eles não fariam isso… ou fariam?), a desativação do Google Reader pegou todo mundo de surpresa e provocou até a criação de um abaixo-assinado para mantê-lo funcionando. O motivo alegado pelo Google é de que a quantidade de usuários desse produto tem caído nos últimos tempos e eles precisam focar seus esforços em menos produtos. Não sei se isso é verdade, mas o Google Reader era uma referência entre leitores de RSS e dominava o mercado até então, o que me faz acreditar que ainda possui muitos usuários. Prova disso foi a repercussão que o anúncio causou. Alguns estão especulando que o verdadeiro motivo dessa decisão é que o Google não estava conseguindo encontrar uma maneira de explorar financeiramente o produto. Esse fato serviu para mostrar o quanto estamos nas mãos de empresas que, de uma hora para outra, podem tomar uma decisão e deixar seus usuários na mão.

 

Agora, só nos resta procurar por alternativas para substitui-lo. Algumas opções são:

 

  • NewsBlur:  com o anúncio da desativação do Google Reader, a procura foi tão grande que derrubou o site por algum tempo. A versão gratuita possui algumas limitações;
  • feedly:  parece ser bem interessante. Tem várias funcionalidades semelhantes ao Google Reader e foram bem rápidos, disponibilizando um mecanismo de sincronização com o serviço do Google, para quem está migrando de lá. Para acessá-lo pelo browser, é necessário instalar uma extensão, disponível para Firefox, Chrome e Safari;
  • The Old Reader:  é o mais novo da lista e parece que ainda tem bastante para evoluir;
  • Bloglines:  houve um tempo em que o Bloglines era um dos leitores de RSS mais utilizados e conhecidos. Claro, isso foi antes do Google Reader aparecer. Depois, entrou em decadência e chegou a anunciar que seria fechado. Foi então comprado por outra empresa, que decidiu mantê-lo na ativa, mas o estrago na imagem do produto já havia sido feito. Eu fui um dos que fugiu do Bloglines para o Google Reader, com receio de que o serviço simplesmente sumisse de um dia para o outro, achando que o Google seria mais confiável… que ironia! Por incrível que pareça, o serviço ainda está funcionando;

 

No meu caso, procuro por algum leitor de RSS gratuito, baseado na nuvem e que tenha uma versão mobile, já que leio 85% dos feeds no meu celular Android (sim, Android, do Google… que ironia). E você, tem alguma sugestão?

Google Phone

Se os boatos estiverem corretos, amanhã, 05/01/2010, será o dia em que o Google irá anunciar oficialmente o seu Google Phone. Na verdade, ele não terá esse nome. De acordo com as especulações, o aparelho se chamará Nexus One, será fabricado pela HTC e virá com o Android, o sistema operacional open source do Google para dispositivos móveis. O preço do aparelho desbloqueado deverá ser de US$ 530 nos EUA, ou de US$ 180 se for adquirido em conjunto a contratação de um plano da operadora T-Mobile (o que só faz sentido para quem mora lá). Aparentemente, o Google irá vender o aparelho também em outros países, mas para isso será cobrada uma taxa adicional que, no caso do Brasil, especula-se ser de US$ 209 (se quiser saber mais sobre a taxa, leia Nexus One: Bad news for international users).

Pelo que se tem falado, o aparelho não trará nenhuma grande inovação que cause impacto (aliás, depois do iPhone, vai demorar para aparecer algo que provoque tanto impacto). Ele é muito semelhante a um outro modelo já comercializado pela própria HTC (a possível configuração do aparelho pode ser encontrada em Exclusive: Nexus One full specs detailed, invite-only retail sales starting January 5th?). Parece que a grande novidade mesmo será a marca do Google que o aparelho terá, o que, diga-se de passagem, não é pouca coisa. Já que aparentemente não haverá grandes inovações, o que se pode concluir desse lançamento? Acredito que podemos chegar às seguintes conclusões:

  • Tudo que o Google faz gera muito falatório, o que acaba atraindo muita atenção. Tomando como exemplo o Nexus One, o produto ainda nem foi lançado e já existem dezenas de avaliações do mesmo. Inclusive já existem vários vídeos no YouTube demonstrando-o. Na minha opinião, o Google não quer se tornar uma empresa de hardware. O que ele quer é difundir o Android e, para isso, nada melhor do que se aproveitar dessa exposição gratuita que envolve tudo que o Google faz e lançar um produto com sua marca (e reputação) para demonstrar as vantagens de sua plataforma. Aparelhos com Android começaram a aparecer com mais força em 2009 e, provavelmente, 2010 será o ano no qual veremos uma avalanche de lançamentos de celulares com Android. O Nexus One é só a ponta do iceberg;
  • Não é novidade para ninguém que o Google quer estimular cada vez mais o uso de aplicações através da Internet, tirando o foco do PC e, conseqüentemente, do sistema operacional (leia-se Windows). É assim com seu carro-chefe (o sistema de buscas), com os aplicativos do Google Docs, com o Chrome OS (o sistema operacional para netbooks, que nada mais é do que uma versão do Linux cuja única aplicação é o browser Chrome, através do qual se tem acesso às aplicações na nuvem) e também será assim com os dispositivos móveis rodando Android. O importante não será o aparelho utilizado e sim o acesso a Internet para executar as aplicações que lá ficam. É a materialização da essência do conceito de Network Computer criado por Larry Ellison, CEO da Oracle, em 1995, e que na época não avançou pois as condições necessárias ainda não existiam ou eram muito precárias (uma idéia a frente do seu tempo);
  • Através do Android, o Google quer estabelecer uma plataforma única de desenvolvimento e execução de aplicações para dispositivos móveis independente de fabricantes. Um dos grandes problemas no desenvolvimento para dispositivos móveis é que cada fabricante possui sua plataforma/sistema operacional, fazendo com que a aplicação tenha que ser desenvolvida para cada tipo de aparelho. Dá para perceber que isso implica em problemas como gerenciamento e manutenção de várias versões de aplicativos. Uma grande esperança para resolver esse problema era o Java, com o seu lema "Escreva uma vez, rode em qualquer lugar". Na teoria, uma única aplicação Java rodaria em qualquer plataforma que suportasse a JVM - Java Virtual Machine, sem a necesseidade de ser reescrita. Na prática, não foi exatamente isso que ocorreu, pois cada plataforma tem suas características que acabam criando algum nível de incompatibilidade. Se o Google conseguir estabelecer sua plataforma como a padrão para dispositivos móveis (o que não é uma tarefa fácil), terá sido um grande passo para resolver esses problemas. Há duas alternativas para isso: convencer os fabricantes a aderirem a sua proposta e/ou conseguir uma aceitação tão grande por parte dos usuários e do mercado ao ponto do Android se tornar um padrão de fato e passar a ser escolhido sem que haja dúvidas ou questionamentos;
  • Mobilidade, ou melhor, acesso a Internet móvel, definitivamente, é um assunto que veio para ficar e a tendência é que se torne cada vez mais importante. É o campo em que há mais expectativa de crescimento (e oportunidades de negócios) nos próximos anos. Se considerarmos o Brasil, podemos perceber que o potencial é enorme, já que aqui a penetração de celulares é muito grande se comparada ao mercado de PCs (ainda que a infra-estrutura oferecida seja extremamente precária para aquilo que se deseja). O Gartner recentemente divulgou um estudo sobre as tendências de mobilidade para 2012. Tem muita coisa interessante lá e que não está muito longe de acontecer. Sugiro fortemente que a leitura do conteúdo. Outro estudo que vale a pena ser lido sobre o assunto é o do Morgan Stanley. Segundo ele, estamos no quinto maior ciclo da computação: o primeiro foi o dos Mainframes, o segundo foi o dos mini-computadores, o terceiro foi o dos PCs, o quarto foi o da Internet no desktop e o quinto seria o da Internet móvel. Como se percebe, esse é um dos principais assuntos do momento. Agora, se misturarmos a mobilidade com outros temas quentes como redes sociais, já imaginou o que vem por aí?

Ricardo Oneda.

Agitos no mercado de busca

A semana passada terminou com duas notícias que, se concretizadas, serão bombásticas para o mercado de buscas na Internet. A primeira delas, e a mais alardeada e concreta, foi a oferta da Microsoft pela compra do Yahoo! por apenas US$ 44 bilhões. Isso faz a compra do YouTube pelo Google parecer brincadeira de criança. Já fazia tempo que a Microsoft tentava ganhar participação no mercado de buscas e, principalmente, no lucrativo mercado de anúncions on-line, onde o Google impera. Apesar de ter adquirido algumas outras empresas da chamada Web 2.0, como o Flickr, o Del.icio.us e o Zimbra (que oferece ferramentas on-line para escritório - planilha, processador de texto, etc), o Yahoo! não ia muito bem financeiramente e, falando sinceramente, não tem mais o mesmo brilho que já teve um dia.

Tanto o Yahoo! quanto a Microsoft correm atrás do Google, mas não sei se a união dos dois vai trazer algum benefício muito diferente do que conseguiriam se separados. O fato de serem duas empresas gigantes e com recursos abundantes não significa que a união será um sucesso, sendo que pode mais atapalhar do que ajudar (a fusão entre a Time Warner e a AOL é um exemplo). Além disso, também se deve levar em conta a diferença cultural entre as empresas e possíveis problemas com questões antitruste - se bem que nesse último caso, se há um monopólio nesse mercado, é o Google que o tem. Tenho a impressão de que a Microsoft parece totalmente obcecada pelo Google, como se tivesse virado uma questão de honra conseguir derrotá-lo. A Microsoft já conseguiu algumas viradas históricas, mas devemos lembrar que agora Bill Gates não estará acompanhando tudo de tão perto, como acontecia antigamente. Por falar em Google, em seu blog oficial foi publicado um post no qual ele se diz preocupado com o futuro da Internet caso essa operação se confirme - claro que eles estão querendo defender seus negócios. Já começam a surgir rumores de que o Google estivesse fazendo uma outra proposta ao Yahoo!, para que o mesmo não aceitasse a da Microsoft.

A outra notícia, que acabou sendo ofuscada, refere-se ao leilão da faixa de 700 Mhz nos EUA. A maior proposta até agora é de US$ 4,7 bilhões (o leilão ainda não terminou). Crescem rumores de que seja o Google o responsável por esse lance, já que seu interesse pelo leilão é público. Atualmente, essa freqüência é utilizada para sinal de televisão, mas a partir de 2009, com a adoção total do sistema digital pelas redes de TV americanas, será utilizada para tráfego de dados, com acesso aberto sem fio para qualquer tipo de aparelho e aplicações, de qualquer operadora. Se levarmos em conta que o Google havia anunciado recentemente o Android, sua plataforma aberta para dispositivos móveis, faz sentido (imaginem o quão lucrativo seria o mercado de anúncios em dispositivos móveis).

Será interessante ver o desdobramento dessas ações nos próximos meses.

Google e YouTube

A maior transação dos últimos tempos envolvendo empresas .COM, a aquisição do YouTube pelo Google, pela pechincha de US$ 1,65 bilhões em ações, está dando o que falar. Estaríamos voltando ao tempo da bolha da Internet, quando empresas recém criadas conseguiam grandes investimentos de fundos de capital de risco, ansiosos pela promessa de retorno fácil e rápido na busca de "O" próximo grande site, mesmo que essas empresas não tivessem uma idéia tão original assim ou que só dessem prejuízo, valorizando-as artificialmente? Acho que não, pois os tempos são outros e não se nota uma corrida insana atrás de start-ups com potencial, como podia ser percebido no final da década de 90 do século passado.

Conseguirá o Google tornar o YouTube rentável e  ainda administrar a fúria dos defensores dos direitos autorais, que acusam o YouTube de incentivar a pirataria? Bem, não é uma tarefa muito fácil, mas digamos que com o Google dando suporte, ficando um bocado mais fácil.

Devaneios a parte, o que mais chamou minha atenção em tudo isso é que se formos analisar bem esse negócio, o que o Google adquiriu foi a comunidade do YouTube! Quem desenvolve o conteúdo desse site são as pessoas, seus próprios usuários, que acabam gerando uma comunidade em torno dele. Simples assim. O YouTube não produz um conteúdo ou produto específico, mas oferece oportunidade para que os usuários os criem e compartilhem. Isso mostra uma coisa: os usuários são cada vez mais o centro dos serviços e produtos na web. Há uma oportunidade imensa para as empresas explorarem isso, não importando se são empresas .COM ou não.

Agora, imagine se a Microsoft tivesse adquirido o YouTube, o que você acha que aconteceria? Os xiitas acusariam-na de monopólio e de querer conquistar o mundo. Mas com o Google é diferente, pois ele é uma espécie de queridinho da Internet, a salvação da humanidade contra o mal personificado pela Microsoft. Nesse aspecto, quando o Google adquire empresas que têm potencial e que podem contribuir com algum de seus produtos, ele tem adotado comportamento semelhante ao da Microsoft (tática na qual não vejo nenhum problema). Mas já tem gente especulando um possível processo do departamento de justiça dos EUA contra o Google por... monopólio! Não acredito que seja o caso. Particularmente, acho que Microsoft e Google chegaram onde estão por méritos próprios, são empresas inovadoras e competentes que, conseqüentemente, acabam conquistando mercado. Vamos ver até quando o Google consegue manter o estigma de defensor dos fracos e oprimidos. Provavelmente isso se dará até a maioria de seus defensores perceber que, como qualquer empresa, ela busca o lucro (e isso não é tão difícil de se perceber, principalmente depois desta semana). E que venha a GoogleTV!

Ricardo Oneda.

Google compra Amazon.com

O Google e a Amazon.com se fundiram. Combinando a tecnologia de buscas do Google e o mecanismo de recomendação social da Amazon, as duas companhias criaram o Googlezon, um serviço que permite a personalização total e automática de conteúdos, notícias e propagandas para os seus usuários. O Google pretende também combinar os recursos do Blogger, do GMail e do Google News - mais o sistema de recomendação da Amazon - para criar o Google Grid, uma plataforma universal que serve para os usuários armazenarem e compartilharem informações. Tudo isso faz parte do projeto EPIC - Evolving Personalized Information Construct, um sistema próprio de categorização que filtra e divulga as notícias. Usuários de todo o mundo poderão contribuir com novas notícias e dados, sendo recompensados com uma pequena fatia da receita de publicidade do Google, dependendo da popularidade da contribuição.

Não precisa ficar preocupado. Nada do que você leu no parágrafo anterior aconteceu. Ainda. Mas é o que pode acontecer em um futuro bem próximo, entre os anos de 2008 e 2014, pelo menos segundo um vídeo criado por dois jornalistas norte-americanos. Nesse vídeo, o Google se torna tão poderoso que a mídia e os veículos de comunicação como conhecemos hoje não existiem mais. É claro que tudo isso não passa de especulação (será?), na maioria das vezes sensacionalista, mas é interessante notar como uma empresa de tecnologia consegue atrair tanto a atenção. Além do mais, o vídeo é bem interessante e dá a sensação de que estamos fazendo uma viagem no tempo.

Ricardo Oneda.

Google Reader


O Google disponibilizou um novo serviço chamado Google Reader, que nada mais é que um leitor web de feeds RSS. O serviço está em fase beta, mas como a maioria das coisas que o Google faz, é bem simples e rápido.

Eu já havia comentado em um post anterior, mas vale repetir: se você quer saber tudo o que o Google está desenvolvendo em termos de novos produtos e serviços, visite o Google Labs.

Ricardo Oneda.

O poder do Google

Já não é de hoje que o Google posssui a melhor e mais utilizada ferramenta de busca da Internet, quer seja por sua simplicidade ou por sua indiscutível qualidade. O fato é que o Google é muito mais que um simples sistema de buscas, oferecendo uma série de outros serviços (alguns em fase Beta): Froogle (sistema de buscas de produtos em lojas virtuais), Google News (sistema de buscas de notícias), Google Groups (grupos de discussão), tradução de textos entre várias línguas, blogs, Google Desktop (software que faz pesquisa em documentos do seu computador), barra de ferramentas para o browser, Picasa (software de busca e edição de imagens em seu computador), Gmail (primeiro sistema de e-mail gratuito a oferecer grande espaço de armazenamento), Orkut, etc. Já se fala até que o Google estaria desenvolvendo seu próprio browser para concorrer com o Internet Explorer e o Firefox.

Um outro serviço que me chamou atenção foi o Google Maps, que fornece mapas de localização. A novidade é que agora você pode ver o resultado através de fotos de satélite. Por exemplo, eu entrei no site, cliquei no link Satellite no canto superior direito da página e digitei "são bernardo do campo, br" no campo de busca. Como resultado veio uma imagem de satélite da cidade, onde pude dar zoom e achar minha casa, conforme imagem abaixo!



Já tem muita gente reclamando que o Google está tentando se tornar um tipo de Microsoft da Internet, no sentido de que sua onipresença poderia significar o monopólio de muitos serviços vitais para a Internet. A verdade é que o Google é uma empresa muito inovadora, pois explora nichos que outras empresas ou nunca exploraram ou o fizeram de forma tímida, e o seu ritmo de crescimento surpreende (e assusta).

Para saber mais sobre os novos serviços que o Google anda pesquisando, visite o Google Labs. Leia também duas matérias que foram publicadas na Folha de S. Paulo de hoje (somente para assinantes UOL): Google abre no país neste ano, diz fundador e Por dentro do Gooooooooooooooooogle.

Atualizado em 27/06:
Mais uma do Google. Vejam: Google confirma criação de sistema de pagamento

Ricardo Oneda.