Tech-Ed Brasil 2007

Neste ano, infelizmente, não pude ir a todos os dias do Tech-Ed Brasil (mas já foi melhor que o ano passado, quando não estive presente em nenhum dia). Só pude comparecer na sexta-feira, dia 07 de dezembro, último dia do evento. A seguir, um breve resumo do que assisti:

Deep Dive no ASP.NET: nessa apresentação, Israel Aéce mostrou algumas funcionalidades mais avançadas que estão disponíveis desde o ASP.NET 2.0 e que quase não são abordadas em palestras do assunto (e que poucas pessoas conhecem). Destaque para o Client-Side Callbacks, páginas assíncronas (que apesar de não apresentar diferenças para o usuário final, pode melhorar a performance do lado servidor da aplicação), Control Adapters (que permitem customizar a renderização gerada pelos controles do ASP.NET, semelhante ao CSS Control Adapters), Virtual Path Providers (um mecanismo para armazenar os arquivos e conteúdo de uma aplicação ASP.NET em um repositório diferente do sistema de arquivos, como por exemplo, em um banco de dados) e Substitution Cache (define uma região dentro da área armazenada em cache que deve ser sempre atualizada).

Programando com Microsoft Windows Communication Foundation: não gostei muito desta palestra. Foram apresentados alguns conceitos básicos do WCF e SOA, e como desenvolver um serviço nessa plataforma. O problema é que muito código estava em slides e programação mesmo vimos pouca, apesar do título da palestra. Além disso, parece que essa apresentação era um tipo de segunda parte de uma outra palestra feita na quinta-feira, portanto, eu estava me sentindo um pouco perdido.

Silverlight - Por uma web mais rica: Cezar Guimarães nos deu uma pequena amostra do que já é possível fazer com o Silverlight 1.0 no desenvolvimento de Rich Internet Applications - RIA. Nessa versão, o foco está em multimídia e javascript, muito javascript. Agora as atenções passam a se voltar para a versão 2.0 (antigamente chamada de 1.1), que vai permitir a execução de código .NET no browser do usuário e está prevista para ser lançada em 2008.

ASP.NET AJAX - Otimizando e Estendendo: o objetivo de Fernando Cerqueira foi mostrar os cuidados que devem ser tomados quando desenvolvemos aplicações AJAX no ASP.NET. Não basta simplesmente colocar um UpdatePanel na página e jogar todos os controles dentro dele, afinal, mesmo usando AJAX, as requisições ao servidor continuam sendo feitas por "debaixo dos panos". Assim, o uso de vários UpdatePanels e, em um cenário mais avançado, restringir o tráfego somente aos dados utilizando o formato JSON pode contribuir significativamente para diminuir a quantidade de bytes trocada entre o servidor web e o browser. Para quem não conhece, a ferramenta utilizada para mostrar o que é trafegado entre o browser e o servidor web é o Web Development Helper.

Gostaria de ter assistido a outras paletras, como Internet Information Services 7 para Desenvolvedores e ADO.NET Entity Framework, mas como elas aconteceram na quinta-feira, não foi possível. De qualquer maneira, foi um bom evento, de grande porte, como tem acontecido com os últimos Tech-Eds, no qual, além de poder aprender um pouco mais, podemos reencontrar os amigos.

MVP Global Summit 2007 Parte 3: Últimos dias

Os dois últimos dias do Summit ocorreram no campus da Microsoft, em Redmond, cidade vizinha de Seattle. Lá, os MVPs participaram das sessões técnicas com times de produtos de suas respectivas áreas. No meu caso, assisti às palestras relativas ao ASP.NET, já que sou MVP desta competência.

Campus da Microsoft

Antes de continuar, gostaria de lembrar que, devido a um termo de sigilo, os MVPs não podem divulgar detalhes do conteúdo das apresentações. Isso acontece porque muitas das informações ainda não são de conhecimento público. Assim, não poderei fornecer informações mais aprofundadas sobre os assuntos abordados.

Em linhas gerais, foram mostradas as principais novidades que teremos na próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, no que se refere ao desenvolvimento de aplicações web, e sua maior integração com JavaScript. Como o mantra “aplicações web ricas e interativas” tem ultimamente dado o tom na onda da Web 2.0, também foi mostrado o que estão planejando para o ASP.NET AJAX e o WPF/E.

Além disso, também foram mostrados alguns projetos que a Microsoft está desenvolvendo e outras novidades que ainda nem estão totalmente definidas, além de colher as opiniões dos MVPs sobre os atuais e futuros produtos. Esse é um dos aspectos mais interessantes do evento: a possibilidade de influenciar em alguma decisão sobre determinada tecnologia.

Claro que os MVPs não poderiam perder a oportunidade de ter os seus momentos de tietagem, e comigo não foi diferente Tongue out . Um desses momentos foi quando tive a chance de tirar uma foto com Scott Guthrie, General Manager da plataforma .NET, já que sou leitor assíduo de seu blog e de quem assisti duas apresentações:

Ricardo Oneda e Scott Guthrie

Outra oportunidade que tive foi de conhecer pessoalmente Anders Hejlsberg. Esse dinamarquês é uma espécie de lenda viva do mundo da programação e são grandes as chances de você já ter utilizado alguma linguagem em cuja criação ele esteve envolvido. Ele criou o Turbo Pascal (que depois foi licenciado para a Borland), foi arquiteto chefe do Delphi e projetista chefe do C#, além de ter contribuído para a concepção do .NET Framework:

Anders Hejlsberg e Ricardo Oneda

Aqui chega ao final a minha série de posts sobre o MVP Global Summit 2007. Foi uma experiência única ter participado de um evento de tal tamanho e procurei aproveitar ao máximo. Espero que tenham gostado!

MVP Global Summit 2007 Parte 2: O começo

O MVP Summit começou oficialmente na segunda-feira, dia 12 de março. Neste dia, os MVPs foram ao Washington State Convention & Trade Center, no centro de Seattle, para fazer o registro no evento e visitar uma exposição que a Microsoft montou com stands de seus principais grupos de produtos e serviços. Esse dia era só o aquecimento para o próximo, quando o evento começaria de fato.

Na terça-feira, aconteceu a apresentação, que para muitos, era a mais aguardada do evento: o discurso de abertura de William H. Gates, também conhecido como Bill Gates. Após o discurso, que durou aproximadamente 40 minutos (e cujo conteúdo pode ser lido aqui), foi aberta uma sessão de perguntas e respostas. O curioso é que o pessoal não se intimidava e fazia algumas perguntas que deixavam Bill Gates na saia-justa, como por exemplo, quando foi questionado o porquê dele ter dito que o Mac OS X, sistema operacional do Macintosh da Apple, era inseguro. Mais informações sobre a participação de Bill Gates no evento podem ser lidas nesta reportagem.

Bill Gates

Durante o dia, tivemos sessões executivas, como a do S. Somasegar, vice-presidente da divisão de desenvolvimento da Microsoft, que falou sobre a próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, e sessões de plataformas, como a do Anders Hejlsberg, que falou sobre .NET LINQ (Language Integrated Query), que visa facilitar a manipulação de coleções de dados através do uso de queries (no estilo do Transact SQL) na própria linguagem de programação, como C# e VB.NET.

Para fechar o dia, tivemos uma festa no Museu da Aviação, próximo a uma das fábricas da Boeing na região de Seattle.

No próximo post contarei como foram os dois últimos dias do Summit.

MVP Global Summit 2007 Parte 1: Conhecendo Seattle

Entre os dias 12 e 15 de março, ocorreu o MVP Global Summit de 2007 em Seattle. Esse é um evento realizado pela Microsoft a cada ano, aproximadamente, e para o qual todos os MVPs do mundo são convidados a participar. Neste evento, os MVPs, de acordo com as competências (ASP.NET, Visual C#, Visual Basic, SQL Server, Windows, etc), participam de atividades e sessões técnicas com os times dos produtos da Microsoft, nas quais são mostradas as novidades que estão sendo preparadas e são colhidas opiniões sobre alterações que foram ou serão feitas.

Antes de falar do evento propriamente dito, vou comentar sobre minhas impressões de Seattle. Como não sou de ferro, resolvi chegar 3 dias antes para que tivesse tempo para passear e conhecer melhor a região, já que durante os dias do evento não há tempo para praticamente mais nada. A minha principal preocupação era com relação à temperatura, afinal, estaria perto da fronteira do Canadá (a aproximadamente 3 horas de Vancouver, de carro) e próximo do Alasca, no extremo noroeste dos Estados Unidos. Durante o tempo que fiquei lá, a temperatura oscilou entre 3oC e 11oC, mas era uma temperatura suportável, nada muito preocupante. O tempo é parecido com o de São Paulo no inverno: nublado, cinzento, com uma garoa que parece nunca parar ou então uma chuva fraca. Apesar de Seattle ser uma cidade grande, é diferente de uma cidade como São Paulo, por exemplo. Lá não há concentração como ocorre aqui. O comércio, as empresas e a população ficam distribuídos entre as várias cidades vizinhas. Por exemplo, em Seattle, não encontrei uma loja de eletrônicos. Elas ficam em cidades vizinhas. Como o hotel onde fiquei ficava no centro de Seattle, conheci algumas dessas cidades, como Tukwila (onde há um complexo comercial gigantesco), Renton e Bellevue de ônibus (se alguém for viajar para lá e quiser alguma dica sobre quais ônibus pegar, entre em contato).

Por falar em ônibus, o transporte público é excelente. Lá, nunca peguei um ônibus com pessoas em pé. Além disso, todos os pontos possuem as linhas que passam por eles e os horários que os ônibus saem dos terminais (que são cumpridos pontualmente). Se você quiser andar de ônibus somente no centro de Seattle, não é preciso pagar. Além disso, os preços das passagens são diferenciados de acordo com o horário: mais caro nos horários de pico e mais barato nos horários de menor movimento e finais de semana. Outra coisa que chama a atenção é que todos os ônibus são preparados para transportar pessoas com deficiências físicas e também há um suporte para bicicletas na parte dianteira.

Ainda no que se refere ao trânsito, os carros e os pedestres respeitam a sinalização. Mesmo se não houver carro, as pessoas não atravessam a rua enquanto o semáforo não abrir. As ruas são bastante largas e não há engarrafamento. Se houver pedestres querendo atravessar uma rua que não possui semáforo, os carros param e dão preferência aos pedestres. Aliás, esta cordialidade também é percebida nas ruas de Seattle. Se as pessoas percebem que estamos meio perdidos ou no ponto de ônibus tentando descobrir algo, elas nos abordam perguntando se precisamos de ajuda ou se queremos ir para algum lugar. Esse foi um comportamento que não esperava e que me surpreendeu. Acredito que isso deve acontecer porque há uma diversidade étnica e cultural em Seattle muito grande, com muitos orientais, mexicanos e pessoas de outros países. Outra curiosidade é que as lojas e os shoppings começam a fechar por volta das 8 horas da noite. Lá pelas 11 horas, as ruas estão praticamente desertas, sem carros e pessoas. Assim, Seattle é uma cidade cosmopolita, mas com características de cidade pequena.

Claro que como toda cidade grande, ela também tem seus problemas. Vi várias pessoas com pedaços de papelão (nos quais estava escrito que eram sem-tetos, desempregados, veteranos de guerra, etc) pedindo esmola nos semáforos e também nas ruas e shoppings.

Por ser a cidade sede da Starbucks, você encontra quase que uma em cada quarteirão. Acho engraçado como aqui a Starbucks é tratada como uma coisa de elite e lá é tão banal, sendo que nem um bar: em cada esquina você encontra um. Coisas de gente deslumbrada.

Claro que uma viagem a Seattle não seria completa se não visitasse o Space Needle, o cartão postal da cidade:

Space Needle

O Space Needle é uma torre da qual é possível observar toda a cidade (você pode ter uma idéia da visão acessando o site e visualizando as imagens capturadas por uma webcam). Lá em cima também funciona um restaurante. O Space Needle fica no Seattle Center, que é um centro com várias atrações. Para ir ao Seattle Center, utilizei o Monorail, que é uma espécie de mini-metrô por cima das ruas. Há muita coisa para se ver lá e que, infelizmente, não tive tempo, como o Science Fiction Museum and Hall of Fame e o Experience Music Project. Lá também fica o Key Arena, que é o ginásio do time de basquete da NBA Seattle SuperSonics, além de outras atrações (museus, centros de pesquisas científicas, teatros, etc).

Nos próximos posts pretendo escrever sobre como foi o Summit.

MVP Global Summit 2007: Prólogo

Hoje voltei de Seattle, onde estive durante uma semana para participar do evento 2007 MVP Global Summit, organizado pela Microsoft. Reencontrei muitos amigos e conheci pessoas que podem ser consideradas verdadeiros ícones da área de informática. Isso sem falar na experiência de conhecer um outro país e sua cultura.

Enquanto não escrevo sobre isso (pretendo fazê-lo nos próximos dias), vocês podem ler o blog do Leonardo Tolomelli, responsável pelo programa MVP no Brasil e América do Sul, que fez uma cobertura do evento.

Microsoft Regional Architecture Forum 2006

Nos dias 04 e 05 de abril, aconteceu em São Paulo o segundo Microsoft Regional Architecture Forum. Organizado pela equipe de Arquitetura da Microsoft Brasil, tivemos dois dias recheados de palestras sobre Arquitetura de TI, com grandes especialistas da área, como arquitetos de TI da própria Microsoft Brasil e Americana, de consultorias renomadas e MVPs.

As palestras foram divididas em três sessões gerais (abertas para todos os participantes) e nove sessões em grupos, chamadas de breakout sessions, que ocorriam simultaneamente em nove salas distintas e com participação limitada a um número pequeno de pessoas, para que se tornassem mais proveitosas, possibilitando discutir os vários assuntos com maior profundidade.

Tivemos as seguintes sessões gerais:

  • Enterprise Service Orientation Maturity Model: nesta palestra, Wolf Gilbert, consultor de TI e ex-Program Manager do Windows Product Group, abordou um tema em moda atualmente: SOA - Service Oriented Architecture. Ele apresentou um Modelo de Maturidade para Orientação a Serviços e os caminhos percorridos para se chegar a ele.
  • Visão para Fábrica de Software: nessa sessão, Mauro Regio, arquiteto de soluções do Architecture Strategy Team da Microsoft, mostrou o que se tem a ganhar ao se utilizar o conceito de industrialização no desenvolvimento de software. Um tema bastante polêmico...
  • Direção de Filmes e Arquitetura de TI: você pode estar se perguntando: "o que há de comum entre dirigir um filme e arquitetura de TI?". Também não via muito sentido antes de ver esta palestra, mas acredito que todos da platéia saíram de lá com uma visão totalmente modificada. Cao Hamburger, conceituado diretor de cinema, televisão e propaganda (dentre seus trabalhos destacam-se a séria Castelo Rá-Tim-Bum e, mais recentemente, a série Filhos do Carnaval) mostrou o processo de criação e produção de um filme e, acreditem em mim, há muito mais em comum com TI do que podemos imaginar.

Ricardo Oneda.

TechEd 2005 - Resumo do Segundo Dia

Continuando o resumo do TechEd 2005:

Segundo dia - 01 de Dezembro

Introdução ao Windows Communication Foundation
Na palestra apresentada por Leonardo Lima, MVP em Visual Basic, vimos o que é o Windows Comunnication Foundation - WCF (anteriormente conhecido como Indigo) e como esta nova camada de comunicação irá unificar as várias maneiras de se fazer chamadas remotas (DCOM, WebServices, Remoting, etc) de maneira com que a escolha de protocolo fique transparente para o desenvolvedor, proporcinando uma melhor utilização de uma Arquitetura Orientada a Serviços (SOA, em inglês).

SOA e a Visão da Microsoft
Mauro Sant'Anna, Regional Director e MVP em Segurança, falou sobre a evolução da tecnologia de chamadas remotas em cenários distribuídos, os problemas enfrentados na aplicação dos conceitos de Orientação a Objetos neste contexto e porque o SOA - Service Oriented Architecture - é uma abordagem melhor para estes casos.


Apresentação sobre SOA do Mauro Sant'Anna no TechEd 2005

Programando AJAX com ASP .NET
Marden Menezes, MVP em C#, e Rodrigo Kono, Microsoft Student Ambassador e líder do grupo de usuários DevGoiânia.NET, fizeram uma apresentação sobre um dos assuntos mais comentados na comunidade de desenvolvedores Web: AJAX, ou Asynchronous JavaScript and XML, um conceito que utiliza tecnologias que já existem há um certo tempo (JavaScript, XML, CSS, DOM) para tornar aplicações web mais ricas e amigáveis. Também foi mostrado um pequeno aperitivo do Atlas, um framework client-side da Microsoft que permitirá utilizar os conceitos do AJAX em aplicações ASP.NET sem a necessidade de se escrever milhares de linhas de código em JavaScript.

A Metodologia MSF Agile e o Visual Studio Team System
Nesta apresentação, Fábio Câmara mostrou a importância de se adotar uma metodologia dinâmica no ciclo de desenvolvimento de sistemas e como o Visual Studio Team System pode fornecer suporte a isto.

Composite UI Application Block
Marcelo Azuma, MVP de Arquitetura de Soluções, mostrou o que é o Composite UI Application Block - CAB - e como ele pode ser utilizado no desenvolvimento de aplicações SmartClient. Também foi dada uma pequena introdução ao Windows Workflow Foundation.

Ferramentas do Visual Studio Team Foundation para Desenvolvimento em Times
Na palestra de Renato Guimarães, MVP em C#, foi mostrado como o Visual Studio Team Foundation, em conjunto com as várias versões do Visual Studio 2005 Team System (Architect, Developer e Tester), ajudam na comunicação e colaboração da equipe de desenvolvimento através de ferramentas integradas para cada papel existente em um projeto de software.

Concluindo
O TechEd Brasil 2005 foi um evento que teve apresentações com ótimo nível técnico. Um ponto que poderia ter sido melhor foi o tempo de duração de cada palestra, já que uma hora é pouco tempo e acabava forçando o palestrante a se apressar em determinados pontos. Mas isso não diminuiu a qualidade do evento. Podemos concluir que, após o tão aguardado lançamento do Visual Studio 2005 e SQL Server 2005 em Novembro, as atenções agora se voltam para o Windows Vista e seus pilares: Windows Presentation Fundation, Windows Communication Foundation, WinFS e WinFX, nomes que ouviremos bastante no ano de 2006.


Mural com os nomes dos MVPs do Brasil na área das Comunidades do TechEd 2005

Além da parte técnica, também aproveitei o evento para conhecer pessoalmente amigos com os quais só havia mantido contato virtualmente, entre eles Israel Aéce e Ramon Durães - MVPs de ASP.NET, Marcelo Colla - MVP de SQL Server e Alfred Myers, cuja palestra não consegui assistir porque não encontrei a sala Frown  e rever outros como Leonardo Tolomelli - MVP Lead, Leonardo Lima e Alexandre Tarifa - MVPs de Visual Basic.

Ricardo Oneda.

TechEd 2005 - Resumo do Primeiro Dia

Nos dias 30 de Novembro e 01 de Dezembro, aconteceu em São Paulo o TechEd Brasil 2005. O maior evento de tecnologias Microsoft contou com 7 tracks, dividos entre o público desenvolvedor e de infra-estrutura. Abaixo, segue um pequeno resumo das palestras que tive a chance de conferir. Não vou entrar em detalhes, até porque todas as palestras foram gravadas e serão disponibilizadas para download futuramente.

Primeiro dia - 30 de Novembro

Sessões Gerais
A abertura do TechEd foi marcada com a apresentação de duas palestras comuns para os profissionais de desenvolvimento e de infra-estrutura. Na primeira delas, sobre o Windows Vista, Bjorn Rettig mostrou as principais inovações que o novo sistema operacional trará, como recursos de segurança (o usuário "padrão" do Vista não terá direitos de Administrador e, quando alguma operação necessitar deste nível de privilégio, o usuário terá que fornecer a senha do administrador) e melhorias na experiência do usário, como facilidades no mecanimos de busca e de classificação de documentos. Mas o que chamou mais a atenção de todos foram os novos recursos gráficos, com vários efeitos tridimensionais. Todo mundo ficou babando! Ele também disse que a nova versão do Windows está prevista para ser lançada no Natal de 2006.

Na segunda palestra das Sessões Gerais, Houman Pournasseh falou sobre o que deve ser considerado quando se desenvolve aplicativos que serão utilizados em diversos países, como a Microsoft lida com isso e quais as facilidades que o Visual Studio 2005 proporciona neste campo.

Introdução ao Windows Presentation Foundation
Nesta apresentação, Miguel Ferreira, Program Manager do Windows, deu uma pequena introdução ao Windows Presentation Foundation (WPF), anteriormente conhecido como Avalon. Foram mostrados alguns exemplos do que será possível fazer com esta nova API gráfica do Windows.


Palestra sobre "Windows Presentation Fundation" do Miguel Ferreira no TechEd Brasil 2005

 

Fundamentos de desenvolvimento para Windows Vista
Podendo ser considerada um complemento à palestra anterior, Fabio Galuppo mostrou um pouco do XAML (Extensible Application Markup Language), uma nova linguagem de marcação semelhante ao XML e que será a base do desenvolvimento de aplicações para o Windows Vista. Ela permitirá que o código fique separado do arquivo de interface, como o code-behind do ASP.NET. Uma versão do jogo Jawbraker foi "portado" para o Windows Vista e o código-fonte pode ser baixado no blog do Fabio. Após esta avalanche de informações, não era de se admirar a quantidade de pessoas interessadas que passavam pelas "ilhas" de Windows Vista distribuídas pelo Evento:


Ilha do Windows Vista

 

Desenvolvendo Código Seguro 
José Antonio das Neves Neto mostrou como deve ser o processo de desenvolvimento que leva em conta o aspecto da segurança, desde a concepção até a entrega do sistema. Foram dadas as recomendações de dois livros sobre o assunto:  Threat Modeling e Writing Secure Code.

Windows Mobile 5.0 & Visual Studio 2005 – a dupla infalível
Na última palestra do dia, Fernando Zandoná, Gerente de Soluções Móveis da Microsoft, mostrou as novas APIs do Windows Mobile 5.0 e as novidades do .NET Compact Framework 2.0. Como exemplo, foi desenvolvida uma aplicação que tirava uma foto (via código) e a enviava para um Web Service, que notificava a inclusão da foto via SMS. Mais detalhes no seu blog.

Ricardo Oneda.

TechEd Brasil 2005

Na próxima semana, entre os dias 29 de novembro e 01 de dezembro, acontecerá, em São Paulo, o TechEd Brasil 2005, que é o maior evento de tecnologia Microsoft. Nesta edição, as principais atrações são os lançamentos do Visual Studio 2005 e SQL Server 2005, além, é claro, de inúmeras palestras distribuídas por 7 salas - o problema será escolher qual ver.

Além de tudo isso, haverá também uma área destinada às comunidades, onde alguns MVPs (entre os quais, este que vos escreve) estarão presentes para conversar com os participantes do evento. Será uma ótima oportunidade para rever os amigos e para conhecer pessoalmente aqueles com os quais só temos contato "virtual". Se você for ao TechEd, não deixe de nos visitar!

Ricardo Oneda.

Rir para não chorar

Conforme prometi no meu último post, irei escrever sobre as palestras que ocorreram com o(s) palestrante(s) local(is) no VS 2005 Training Fest. Bem, posso dizer que a palestra foi um misto de bizarrice com decepção. Não estaria exagerando se dissesse que foi a pior palestra que já vi. Tudo isso por causa do nosso ilustre palestrante (cujo nome não irei citar).

Percebia-se claramente que ele não entendia nada do assunto (novidades do .NET 2.0) e, o pior, ele também não entendia nem do básico da versão 1.X. Para complicar ainda mais a situação, ele é MCP (!) e líder de uma célula acadêmica (!!). Fiquei imaginando o quanto de informações incorretas ele já não deve ter passado para as pessoas que têm contato com ele. Vejamos algumas das pérolas que ele disse e vejam se eu não tenho razão:

  • em um dos slides, era dito algo sobre AppDomain. O palestrante disse que o AppDomain é um componente para manipular informações de usuários da rede... será que ele pensou que tinha algo a ver com um domínio do Windows?
  • sobre Generics: ele mais confundiu que esclareceu. Falou tanta besteira que nem me lembro mais direito. Só lembro dele dizendo que os Generics já existiam nas versões anteriores do .NET mas não eram muito utilizados...
  • com relação ao ClickOnce foi hilário: explicando um dos slides ele disse que o ClickOnce (na verdade ele pronunciou errado e disse ClickOne) era o "um clique" e que os controles também suportavam duplo clique (!!!!). Depois, em outro slide que também citava o ClickOnce, ele já mudou de idéia e disse achar que tinha a ver com o NetMeeting (não me perguntem de onde ele tirou isso);
  • a última que eu me lembro é dele dizendo que o tipo de dados XML do DataSet também já existia em versões anteriores do .NET Framework. Bom, isso também não é verdade, pois só no .NET 2.0 poderemos ter uma coluna em um DataTable do tipo XML. Inclusive, também poderemos ter uma coluna do tipo XML no SQL Server 2005;

Eu não quero deixar a imagem de arrogante e nem de dono da verdade, mas o que me deixou mais assustado e indignado não foi o fato dele não saber quase nada (afinal, ninguém sabe tudo) mas sim o fato dele ser um profissional certificado e líder de uma célula acadêmica e falar tantas abobrinhas. Se a pessoa não sabe, não deve se prontificar a dar uma palestra sobre o assunto. Quando fiquei sabendo que ele também daria a segunda parte da palestra, resolvi ir embora, pois não estava a fim de perder meu tempo.

Ricardo Oneda.