MVP Global Summit 2012

by Ricardo Oneda 24. março 2012 16:49

Após 4 anos, finalmente voltei a participar de um MVP Global Summit, que é o encontro mundial de MVPs promovido pela Microsoft. Após ter participado em 2007 (sobre o qual você pode ler a primeira, segunda e terceira partes da série que escrevi) e em 2008, entre 28 de Fevereiro e 02 de Março de 2012, tive novamente a oportunidade de estar presente nesse evento que aproxima os MVPs do mundo inteiro com os times de produtos da Microsoft, de acordo com suas respectivas especialidades técnicas. Uma das diferenças desse ano em relação às outras vezes que participei foi que, ao invés de Seattle, a "base de operações" (local onde ficam os hotéis e onde acontecem várias palestras) do evento foi em Bellevue, que é uma cidade vizinha de Seattle e mais próxima de Redmond, onde fica o campus da Microsoft.  

Por falar em Redmond, infelizmente, nesse ano não houve nenhuma palestra sobre ASP.NET, que é minha especialidade como MVP, no campus da Microsoft. Digo "infelizmente" porque ir ao campus da Microsoft é uma atividade muito inspiradora, pois além de ser um lugar extremamente agradável e tranquilo, é possível sentir a atmosfera do lugar onde se criam produtos e tecnologias que irão influenciar boa parte do mundo. Mas nem por isso deixei de fazer uma visita ao local, em um dos poucos momentos livres que tive. Abaixo, você pode assistir a um pequeno vídeo que fiz no Microsoft Visitor Center, ou seja, o centro para visitantes da Microsoft:

Conhecendo o Microsoft Visitor Center - Redmond - 27 de fevereiro de 2012 from Ricardo Oneda on Vimeo.


Entre as várias oportunidades que eventos desse tipo proporcionam, uma das que vale mais a pena é poder rever os amigos e conhecer pessoas cujos contatos, muitas vezes, restringia-se ao mundo virtual. E isso se aplica tanto aos MVPs do Brasil quanto de outros países, e também a profissionais conhecidos no mundo Microsoft, como Scott Guthrie e Scott Hanselman.

 

Da esquerda para a direita, eu, Rodolpho Carmo, Scott Guthrie, Victor Cavalcante, Rodrigo Kono e Fernando Henrique

 

 

Outro destaque do evento foram os MVPs brasileiros. Devidamente "uniformizados" com o amarelo da seleção brasileira de futebol, não se pode negar que chamávamos a atenção, principalmente nas festas de abertura e fechamento do evento.

 

Sim, eu estou aí no meio!

 

 

Apesar de não ter sido minha primeira participação em um MVP Global Summit, posso dizer que foi uma ótima experiência. Como das outras vezes, não me canso de ficar impressionado com a organização do evento. A logística empregada para dar suporte a mais de 1.000 MPVs de várias partes do mundo, considerando hotéis, alimentação, transporte e o próprio evento em si não é para amadores. Os organizadores do evento estão de parabéns!

 

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Microsoft Web Camps no Brasil

by Ricardo Oneda 11. fevereiro 2011 01:18

Nos dias 18 e 19 de março, a Microsoft irá promover o evento Web Camps em São Paulo. Esse é um evento gratuito, que ocorre em várias cidades ao redor do mundo, e é dedicado a treinamentos voltados para tecnologias web, como ASP.NET MVC, jQuery, WebMatrix, etc. O treinamento será ministrado por Phil Haack, Program Manager da Microsoft, responsável por projetos legais como o ASP.NET MVC e NuGet.

Microsoft Web Camps

 

Algumas observações importantes: aparentemente, as vagas para o dia 19 já se esgotaram! Portanto, se você pretente ir ao evento e ainda não se inscreveu, corra pois só restam vagas para o dia 18. Além disso, as pessoas que pretendem participar do treinamento, devem levar um notebook. Mais informações no site do evento em http://webcamps.ms/upcoming-web-camps.aspx

Além disso, o material que é utilizado nesse treinamento está disponível para download ou então para consulta on-line. Aproveitem!

 

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Vídeos gratuitos de eventos da Microsoft para download

by Ricardo Oneda 9. dezembro 2010 01:10

Nas últimas semanas, aconteceram vários eventos da Microsoft no exterior. Como já virou tradição, os vídeos de todas as sessões desses eventos foram disponibilizados para download. Seguem abaixo mais informações de onde obter esses vídeos:

O Professional Developers Conference é o principal evento para desenvolvedores da Microsoft. Nesse ano, pela primeira vez, o evento aconteceu em Redmond, cidade vizinha de Seattle, na sede da Microsoft, em outubro passado. Os destaques foram Windows Phone 7, Windows Azure e uma amostra do que vem por aí nas novas versões do C# e Visual Basic. O evento também foi muito comentado por causa da polêmica envolvendo o Silverlight e o HTML 5. Os vídeos das sessões podem ser encontradas no site do evento. Para aqueles interessados em fazer o download de vários vídeos, foi desenvolvida uma aplicação em Silverlight que permite fazer a cópia em massa.

 

O Tech-Ed Europa aconteceu em novembro, em Berlim, na Alemanha. O evento contém sessões para desenvolvedores e também para profissionais de infra-estrutura. Apesar de não ter sido apresentada nenhuma grande novidade ou lançamento, vale a pena dar uma olhada nas várias sessões, pois sempre há assuntos interessantes abordados com qualidade.    

 

O Silverlight Firestarter foi um evento on-line de um dia inteiro, que aconteceu em 2 de dezembro. Nesse evento, foram mostradas várias novidades do Silverlight 5, que está previsto para 2011. Também serviu para colocar um fim de uma vez por todas nas dúvidas quanto ao futuro do Silverlight, que começaram a cirular no PDC 10. Além dos vídeos, também é possível fazer o download de alguns labs.

 

 

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PDC 09 – Dia 3

by Ricardo Oneda 30. novembro 2009 02:51

O terceiro e último dia do PDC 09, que aconteceu em 19/11, não teve keynote. Portanto, tivemos o dia inteiro com sessões. Aliás, todos os vídeos e apresentações (PPTs) estão disponíveis para download, gratuitamente, no site do PDC. É uma ótima oportunidade para aqueles não puderam ir fisicamente ao evento ou, para aqueles que foram, assistir a alguma sessão que não conseguiu ver.

Nesse dia, a maioria das sessões que acompanhei foi relacionada a assuntos de deployment de aplicações, testes e qualidade de software. Confesso que fiquei surpreso, positivamente, com o que estão preparando para o Visual Studio 2010. Atualmente, existem vários problemas que podem impactar a produtividade de um projeto de software: o deploy dos builds pode ser propenso a erros e demorar muito se for feito de forma manual, existe dificuldade de se testar a aplicação e os bugs são difíceis de serem reproduzidos.

O Visual Studio Team Lab Management 2010 permite fazer o deployment e executar testes automaticamente, em ambientes virtualizados de teste e homologação. Assim, é possível possuir N máquinas virtuais, cada uma contemplando uma determinada situação de teste, não sendo mais necessário montar os ambientes para cada caso. Além disso, ele gerencia esses ambientes virtuais de modo que, caso seja necessário, possa voltar para a situação inicial rapidamente. Depois do deploy, é tirado um snapshot com o estado em que o ambiente se encontra após as modificações. Se algum dos testes automatizados falhar na execução, é possível ter acesso ao snapshot e reproduzir o erro facilmente. Também é gravado um vídeo com os testes manuais que foram feitos, o que também facilita na reprodução de bugs, pois nesse caso é possível ver exatamente a situação que causou o problema.

Outra funcionalidade que será muito útil é o IntelliTrace. Hoje, é comum ter no meio do código de nossa aplicação, código para instrumentalizar a geração de logs e informações para que possamos rastrear problemas. O que o IntelliTrace faz é gerar essa instrumentalização automaticamente, pois ele grava todo o fluxo de execução da aplicação (por quais métodos ele entrou e saiu) e dados relativos ao programa (parâmetros passados e valores retornados). Com base nessas informações armazenadas, é possível carregar o Visual Studio 2010 exatamente com a mesma situação na qual o bug ocorreu, podendo realizar o debug a partir de então. Ou seja, é possível debugar uma situação que ocorreu no passado, e não somente o estado da aplicação que está sendo executada no momento.

 

Também foi mostrada uma funcionalidade do Visual Studio 2010, Test Impact Analysis, que faz a análise de impacto de testes. Funciona assim: quando uma mudança é feita no código, ela analisa quais os testes que deverão ser executados para garantir que a mudança não irá fazer com que a aplicação deixe de funcionar. Ou seja, ela aponta automaticamente quais testes serão impactos pela alteração do código. Assim, somente executam-se os testes que realmente importam, não gastando tempo com testes desnecessários e nem testando menos do que o suficiente para garantir que nenhum bug foi introduzido na alteração. Também é possível utilizar a função de Gated Checkin em conjunto, que só permite o checkin de código caso determinadas regras tenham sido cumpridas, como por exemplo, somente após a compilação do programa sem erros, se os testes automatizados terem sido executados com sucesso, entre outras que podem ser definidas.

Essas são só algumas das novidades do Visual Studio 2010, no que se refere ao gerenciamento do ciclo de vida da aplicação. Caso tenha ficado interessado, sugiro fortemente que assista às sessões do PDC sobre esse assunto. Como disse anteriormente, fiquei impressionado com as facilidades que serão oferecidas e permitirão ganhos de produtividade.

 

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PDC 09 - Dia 2

by Ricardo Oneda 20. novembro 2009 12:16

O segundo dia do PDC 09 começou com o keynote de Steven Sinofsky, presidente da divisão do Windows e Windows Live; Scott Guthrie, vice-presidente da plataforma de desenvolvimento .NET; e Kurt DelBene, vice-presidente sênior do grupo de produtividade de negócios do Office. O keynote também já está disponível no site do PDC.

Com relação ao Windows, não houve nenhuma grande divulgação em si. A apresentação de Sinofsky  ficou restrita a como a Microsoft conduziu o desenvolvimento do Windows 7, o que fez com que, até o momento, ele tenha sido muito bem sucedido. O que me chamou atenção foram alguns dados da telemetria coletados durante as versões CTPs e betas do Windows. São números impressionantes, que mostram como as pessoas estão utilizando o sistema, o que permite fornecer subsídios para eventuais mudanças no funcionamento de alguma característica. Para vocês terem uma idéia do nível de detalhe, eles sabem até a quantidade de cliques dados no botão “Iniciar” do Windows. Sugiro que vejam a gravação do vídeo para obter mais informações.

No Office, o principal anúncio foi a liberação, para o público em geral, da versão beta do Office 2010, que pode ser baixado gratuitamente. Também se falou muito sobre o Sharepoint e sua integração com o Visual Studio 2010, e foi possível perceber que esse é um produto que tem crescido muito em importância para a Microsoft.

 

Mas foi na apresentação de Scott Guthrie que foram feitas as divulgações mais impactantes. Se no primeiro dia o assunto dominante foi Windows Azure, podemos dizer que o Silverlight foi o tema do segundo dia. Apesar de só ter dois anos de vida, o Silverlight já se encontra instalado em 45% dos dispositivos conectados a Internet no mundo, segundo a Microsoft. A adoção tem crescido muito rapidamente com vários sites já fazendo uso do mesmo. O lançamento de novas versões também apresenta um ritmo impressionante, pois nesses dois anos partiu-se da versão 1 até o beta da versão 4, divulgado durante o PDC e cujo download já está liberado.

Entre as principais novidades do Silverlight 4, estão o suporte ao uso de webcam e microfone, suporte a impressão, edição de texto no formato Rich Text, acesso ao clipboard, menus de contexto acessados com o botão direito do mouse, exibição de HTML dentro de uma aplicação Silverlight e arrastar-e-soltar de arquivos locais diretamente para uma aplicação Silverlight. Agora também é possível compartilhar exatamente o mesmo assemblie .NET entre uma aplicação Silverlight 4.0 e uma aplicação .NET 4.0. Outra funcionalidade nova possível será executar uma aplicação Silverlight out-of-the-browser fora do contexto de segurança da sandbox, claro que desde que o usuário permita. E por fim, o Silverlight 4 terá suporte ao browser Chrome do Google. A versão final do Silverlight 4 está prevista para ser lançada em meados de 2010.

Abaixo, mais alguns links sobre como foi o segundo dia do PDC 09, segundo a visão de outros brasileiros presentes no evento:

Dia 2 do PDC 2009 – por Giovanni Bassi

pdc09: segundo dia do evento! – por Waldemir Cambiucci

 

 

 

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PDC 09 - Dia 1

by Ricardo Oneda 19. novembro 2009 03:35

Na terça-feira, 17/11, o PDC 09 começou oficialmente. O dia iniciou com os keynotes de Ray Ozzie, Chief Software Architect e substituto de Bill Gates na Microsoft, e Bob Muglia, presidente da divisão de Server and Tools (inclusive, já é possível assistir à gravação ou fazer o download do keynote no site do evento). Como não poderia ser diferente, o assunto principal foi Windows Azure e Cloud Computing, ou computação na nuvem. Definitivamente, esse é a grande tendência do momento (se é que restava alguma dúvida em relação a isso) já que não só a Microsoft, mas todas as grandes empresas de tecnologia possuem alguma iniciativa nesse campo, como Google, Amazon, IBM, etc.

Se dividirmos a história da informática em “eras”, estamos atualmente em seu quinto estágio. O primeiro durou até o fim dos anos 70 e era dominado pelos Mainframes. Nos anos 80 veio a segunda era, com a popularização dos PCs e o surgimento da arquitetura cliente-servidor. Nos anos 90, apareceu, para as massas, uma coisa chamada Internet, que mudaria a vida de todos, principalmente através da web. Na virada do século, veio o quarto estágio, no qual ficou estabelecido o conceito de serviços/SOA. Por fim, entra o estágio no qual estamos atualmente, representado pela nuvem, onde os serviços ficam disponíveis e a infra-estrutura é tratada como se fosse eletricidade, de forma transparente, fazendo com que até mesmo nos esqueçamos que ela existe.

Pode parecer algo ainda distante para muitos, mas já existem empresas implantando sistemas em produção e aproveitando-se das vantagens que a nuvem oferece. E durante o keynote, foram mostrados vários casos que já estão utilizando o Windows Azure, apesar dele só começar a ser comercializado em 2010. O principal benefício é ter uma infra-estrutura de TI dimensionada exatamente para as necessidades do negócio, nem mais e nem menos, pagando somente por que é utilizado. Assim, evita-se que haja uma infra-estrutura superdimensionada só para atender aumentos temporários de demanda, o que caracteriza desperdício, e também se evita a indisponibilidade do serviço caso ocorra um aumento de demanda não previsto. Foi mostrado o exemplo da empresa Kelley Blue Book, que comercializa carros. Eles possuíam dois datacenters, sendo que um deles ficava totalmente ocioso, funcionando como backup para alguma eventualidade. Com o Azure, esse tipo de custo foi eliminado. Além disso, antigamente, levavam 6 semanas para disponibilizar novo hardware para o site deles. Agora, aproveitando-se da capacidade elástica da nuvem, são necessários apenas 6 minutos para aumentar a capacidade de processamento. E quando a mesma não é mais necessária, volta-se a situação anterior rapidamente.

A nuvem do Azure

Esse tipo de infra-estrutura exigirá um novo modelo de gerenciamento e de aplicação, que são diferentes do que temos atualmente. Questões como escalabilidade, orientação a serviços, disponibilidade, elasticidade, entre outras, devem ser consideradas.

Também foram anunciados novos serviços e produtos, como o Microsoft Pinpoint, uma espécie de marketplace para profissionais e empresas de TI oferecerem seus produtos; o Microsoft Dallas, que dá acesso a conjuntos de dados, quaisquer que sejam eles, pagos ou não, para serem utilizados nas aplicações; e o Projeto Sydney, que fornecerá a conectividade entre a nuvem do Azure e o ambiente interno das empresas. Aliás, essa é uma característica muito importante para que o conceito de computação na nuvem decole. Na minha opinião, o futuro será formado por um ambiente misto, com parte da infra-estrutura e dados mantidos internamente na empresa e parte suportado por uma nuvem pública como o Azure.

Saindo do assunto Windows Azure, outra sessão que achei interessante e que vale alguns comentários foi sobre o futuro do ASP.NET. Em linhas gerais, o que estão avaliando para as próximas versões do ASP.NET são: utilização do pattern ActiveRecord para acesso a dados no ASP.NET MVC e WebForms; suporte a funcionalidades do HTML 5, como vídeo, drag and drop e armazenamento de dados offline; melhorias na manipulação de imagens; envio automático de e-mail para confirmação de cadastro em um site, útil para se certificar que o e-mail é válido; notificação sobre progresso de upload de arquivos; melhor suporte a CSS Sprites. Aliás, esse é um conceito interessante: com os CSS Sprites é possível, através de CSS,  agrupar vários arquivos de imagens e tratá-los como se fossem uma única imagem. A vantagem é que o browser só necessita de uma única conexão com o servidor para obter o arquivo, ao invés do que aconteceria caso essa técnica não fosse aplicada (seria necessária uma conexão para cada uma das imagens). Isso aumenta a velocidade com que os elementos da página são baixados, tornando a navegação mais ágil.

Abaixo, seguem links para posts sobre o primeiro dia do PDC, com mais informações sobre o que está acontecendo, escritos por outros brasileiros que também estão aqui em Los Angeles:

Logo mais escreverei sobre como foi o segundo dia do PDC 09. Houve muitas novidades sobre o Silverlight. Se você quiser saber o que está acontecendo no PDC 09 em tempo real, acompanhe-me pelo twitter.

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PDC 09 - Dia 0

by Ricardo Oneda 17. novembro 2009 03:07

Como escrevi no último post, estou em Los Angeles, para participar do PDC - Professional Developers Conference, que é um evento voltado para desenvolvedores e arquitetos de software, no qual são mostradas as tecnologias de longo prazo e tendências da plataforma de desenvolvimento da Microsoft.

Apesar do evento só começar oficialmente no dia 17, em 16/11 ocorreu o que foi chamada de “pré-conferência”, na qual foram dados workshops que ocuparam todo o dia, sobre vários assuntos. O workshop que assisti foi o Microsoft Technology Overview, apresentado por Michele Leroux Bustamante. Partiu-se do princípio de que há uma quantidade absurda de tecnologias a serem consideradas no desenvolvimento de software, fazendo com que muitas vezes não saibamos nem mesmo por onde começar. Pegue como exemplo as tecnologias de acesso a dados. No .NET Framework 1.X, devia-se escolher, basicamente, entre DataSets e DataReaders. No .NET Framework 2.0, foram introduzidos os DataSources. Já no .NET Framework 3.5, a grande atração foi o Linq To Sql. E agora, fala-se sobre o Entity Framework e o ADO. NET Data Services.  Esse é só um exemplo, sendo que muitos outros podem ser encontrados. O objetivo do workshop era equalizar o conhecimento de todas as tecnologias de desenvolvimento da Microsoft, apresentando a evolução das mesmas ao longo do tempo e algumas tendências.

Os pontos que achei interessante foram com relação às tendências para linguagens de programação na visão da Microsoft. O C# e o Visual Basic estão cada vez mais parecidos em termos de características, o que vai continuar acontecendo nas próximas versões. Ou seja, a linguagem que você escolhe para desenvolver é uma questão de gosto pessoal e deve ter pouca influência no resultado final. O que realmente importa é a plataforma sobre a qual a aplicação será executada, no caso, o .NET Framework. Outras apostas são programação declarativa, linguagens dinâmicas e programação funcional (C# e Visual Basic estão recebendo elementos de linguagens funcionais gradativamente, e o F#, uma linguagem totalmente funcional, será lançado com o Visual Studio 2010, em março do ano que vem). Outro destaque vai para computação paralela, ou seja, aproveitar da melhor forma os processadores multi-cores disponíveis atualmente no mercado, com a utilização de tecnologias e ferramentas que facilitem essa tarefa. 

Um ponto que foi reforçado durante todo o workshop foi a importância da consistência nos critérios para escolha das tecnologias a serem utilizar nos projetos. Windows Forms ou WPF? WPF ou Silverlight? Silverlight ou ASP.NET? WebForms ou MVC? Linq to Sql ou Entity Framework? Não importa qual tecnologia seja escolhida, desde que o processo de escolha seja consistente, criterioso, consciente, com base em uma sólida arquitetura e de acordo com as reais necessidades da aplicação. Caso contrário, haverá um apanhado de tecnologias e produtos cuja integração não será fácil.

Esse é um breve resumo do que foi falado, com o que eu considerei como principais pontos, mas muitos outros assuntos foram abordados, como por exemplo, acesso a dados, desenvolvimento de aplicações Windows, desenvolvimento Web e, como não poderia deixar de faltar, cloud computing e Windows Azure. Como escrevi no início, todas as tecnologias de desenvolvimento da Microsoft foram apresentadas. Como esse é um assunto extenso, o workshop, em alguns momentos, acabou ficando genérico e superficial. Além disso, para quem já tinha alguma noção dessas tecnologias, ficou um pouco cansativo, mas acredito que foi proveitoso para aqueles que precisavam se atualizar no que hoje é considerado o estado da arte tecnológico do mundo Microsoft.

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O PDC 09 vai começar

by Ricardo Oneda 15. novembro 2009 13:20

PDC 09

O PDC - Professional Developers Conference, é o evento da Microsoft voltado para desenvolvedores e arquitetos de software, no qual são mostradas as tecnologias da plataforma de desenvolvimento da Microsoft. Nesse ano, o evento vai começar oficialmente no dia 17/11 em Los Angeles, nos EUA. Se você me acompanha pelo twitter, já deve saber que, graças a uma oportunidade no trabalho, já estou em Los Angeles para acompanhar o evento pessoalmente pela primeira vez.

A expectativa é alta, pois normalmente são feitos grandes anúncios no PDC. Foi assim quando a Microsoft anunciou o .NET Framework no PDC de 2000, e o Windows Azure em 2008, só para ficar em alguns exemplos.

Irei fazer uma cobertura ao vivo pelo twitter, escrevendo sobre as principais novidades que aparecerem por lá. Além disso, pretendo escrever um resumo sobre cada dia de evento aqui no blog. Por falar nisso, vocês devem ter notado que o ritmo de atualizações aqui do blog está devagar. Ultimamente, tenho dado preferência ao twitter, onde estou sendo mais participativo. Portanto, se você quiser ficar por dentro do que vai rolar no PDC, acompanhe o blog ou minha conta no twitter.

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MVP Global Summit 2008

by Ricardo Oneda 30. abril 2008 19:39

Entre os dias 14 e 18 de abril, tive a chance de participar do meu segundo MVP Global Summit, em Seattle e em Redmond, cidade onde fica o campus da Microsoft (você pode saber como foi o primeiro, no ano passado, lendo a primeira, segunda e terceira partes da série que escrevi aqui no blog). O principal objetivo desse evento é aproximar os MVPs do mundo todo com os times responsáveis pelos produtos da Microsoft e, a partir daí, poder influenciar no rumo que eles tomam, baseando-se nas necessidades que encontramos no dia-a-dia, e dar feedback diretamente para quem é responsável pelos produtos.

O evento desse ano teve duas principais novidades. A primeira foi a possibilidade dos MVPs participarem das sessões de áreas diferentes da sua especialidade. Por exemplo, um MVP em ASP.NET, neste Summit, pode assistir sessões de C#, VB.NET ou SQL Server, por exemplo. Isso foi muito bom, pois dificilmente alguém trabalha somente com uma determinada tecnologia e não tem interesse em outras. Assim, cada um pode montar sua agenda de acordo com seus interesses.

A outra novidade foram as sessões do tipo Open Space, coordenadas pelos próprios MVPs e que aconteceram no primeiro dia. Open Space é uma metodologia de condução de reuniões e eventos que, diferentemente de uma apresentação tradicional, não possui um roteiro pré-definido e nem muitas regras. Também não existe a figura do palestrante que fica lá na frente falando enquanto a platéia só ouve. Existe somente o host, que é o responsável por iniciar o debate e agir como um facilitador, mas a sessão não fica centralizada nele. Em uma sessão Open Space, a participação das pessoas é fundamental e todos que quiserem podem dar suas opiniões, tornando a discussão muito mais rica e interativa. No Brasil, este tipo de evento parece não ser muito aplicado, mas pelo que acompanho em vários blogs, nos EUA parece ser bastante difundido. Nunca havia participado de um evento desse tipo, mas tive a oportunidade de fazê-lo, tanto como participante quanto como host de uma das sessões, e posso dizer que a experiência foi bastante interessante.

Nos segundo e terceiro dias do evento, os MVPs foram para o campus da Microsoft em Redmond, onde participamos das sessões técnicas. Devido a um termo de sigilo, os MVPs não podem divulgar detalhes do que foi abordado lá, mas falando de modo geral, se no ano passado o foco estava no LINQ, neste ano falou-se muito em Silverlight. Isso não significa que as aplicações web tradicionais (HTML + JavaScript) não tenham mais futuro, tanto é que também foram abordados o que se pretende fazer nas próximas versões do ASP.NET AJAX e do ASP.NET MVC Framework.

Uma das partes mais legais de um evento como esse é a possibilidade de ver e conhecer pessoalmente verdadeiros ícones da área de TI. No ano passado foram Bill Gates, S. Somasegar, Anders Hejlsberg e Scott Guthrie. Neste ano, pude conhecer Scott Hanselman, um dos blogueiros mais famosos da área de desenvolvimento, e Phil Haack. Atualmente, ambos são os responsáveis pelo ASP.NET MVC Framework.

Ricardo Oneda e Scott Hanselman

 

Neste ano, não teve Bill Gates, mas houve um keynote de Ray Ozzie, que é o substituto de Bill Gates como Chief Software Architect e, entre outros projetos, foi um dos responsáveis pelo Lotus Notes. A transcrição do que foi dito pode ser lido aqui.

Ray Ozzie

 

Para fechar o evento, o keynote de Steve Ballmer, CEO da Microsoft, com direito a piadinha sobre a compra do Yahoo pela Microsoft e tudo mais. A transcrição também está disponível para leitura.

Steve Ballmer 

 

Além do evento em si, aproveitei a viagem para fazer alguns passeios que não consegui no ano passado. Dessa vez, consegui ir a um jogo da NBA, entre o time da casa, o Seattle SuperSonics e o Dallas Mavericks, com a vitória dos Sonics por 99 a 95, num jogo emocionante decidido nos minutos finais. Aliás, não é só um jogo, mas sim, um verdadeiro show de entretenimento, do qual o jogo é só uma parte. O curioso é que este pode ter sido o último jogo do time em Seattle, já que seu novo dono pretende mudá-lo para Ocklahoma, o que os torcedores e a cidade não querem deixar, naturalmente.

Key Arena

 

Também pude ir ao Experience Music Project, uma espécie de museu dedicado à música e onde você também pode tocar vários instrumentos, e ao Science Fiction Museum, o museu que conta a história e evolução da ficção científica, com réplicas de vários personagens de filmes do gênero. Gostei bastante, pois são assuntos que me interessam.

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Tech-Ed Brasil 2007

by Ricardo Oneda 9. dezembro 2007 19:27

Neste ano, infelizmente, não pude ir a todos os dias do Tech-Ed Brasil (mas já foi melhor que o ano passado, quando não estive presente em nenhum dia). Só pude comparecer na sexta-feira, dia 07 de dezembro, último dia do evento. A seguir, um breve resumo do que assisti:

Deep Dive no ASP.NET: nessa apresentação, Israel Aéce mostrou algumas funcionalidades mais avançadas que estão disponíveis desde o ASP.NET 2.0 e que quase não são abordadas em palestras do assunto (e que poucas pessoas conhecem). Destaque para o Client-Side Callbacks, páginas assíncronas (que apesar de não apresentar diferenças para o usuário final, pode melhorar a performance do lado servidor da aplicação), Control Adapters (que permitem customizar a renderização gerada pelos controles do ASP.NET, semelhante ao CSS Control Adapters), Virtual Path Providers (um mecanismo para armazenar os arquivos e conteúdo de uma aplicação ASP.NET em um repositório diferente do sistema de arquivos, como por exemplo, em um banco de dados) e Substitution Cache (define uma região dentro da área armazenada em cache que deve ser sempre atualizada).

Programando com Microsoft Windows Communication Foundation: não gostei muito desta palestra. Foram apresentados alguns conceitos básicos do WCF e SOA, e como desenvolver um serviço nessa plataforma. O problema é que muito código estava em slides e programação mesmo vimos pouca, apesar do título da palestra. Além disso, parece que essa apresentação era um tipo de segunda parte de uma outra palestra feita na quinta-feira, portanto, eu estava me sentindo um pouco perdido.

Silverlight - Por uma web mais rica: Cezar Guimarães nos deu uma pequena amostra do que já é possível fazer com o Silverlight 1.0 no desenvolvimento de Rich Internet Applications - RIA. Nessa versão, o foco está em multimídia e javascript, muito javascript. Agora as atenções passam a se voltar para a versão 2.0 (antigamente chamada de 1.1), que vai permitir a execução de código .NET no browser do usuário e está prevista para ser lançada em 2008.

ASP.NET AJAX - Otimizando e Estendendo: o objetivo de Fernando Cerqueira foi mostrar os cuidados que devem ser tomados quando desenvolvemos aplicações AJAX no ASP.NET. Não basta simplesmente colocar um UpdatePanel na página e jogar todos os controles dentro dele, afinal, mesmo usando AJAX, as requisições ao servidor continuam sendo feitas por "debaixo dos panos". Assim, o uso de vários UpdatePanels e, em um cenário mais avançado, restringir o tráfego somente aos dados utilizando o formato JSON pode contribuir significativamente para diminuir a quantidade de bytes trocada entre o servidor web e o browser. Para quem não conhece, a ferramenta utilizada para mostrar o que é trafegado entre o browser e o servidor web é o Web Development Helper.

Gostaria de ter assistido a outras paletras, como Internet Information Services 7 para Desenvolvedores e ADO.NET Entity Framework, mas como elas aconteceram na quinta-feira, não foi possível. De qualquer maneira, foi um bom evento, de grande porte, como tem acontecido com os últimos Tech-Eds, no qual, além de poder aprender um pouco mais, podemos reencontrar os amigos.

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