Google compra Amazon.com

O Google e a Amazon.com se fundiram. Combinando a tecnologia de buscas do Google e o mecanismo de recomendação social da Amazon, as duas companhias criaram o Googlezon, um serviço que permite a personalização total e automática de conteúdos, notícias e propagandas para os seus usuários. O Google pretende também combinar os recursos do Blogger, do GMail e do Google News - mais o sistema de recomendação da Amazon - para criar o Google Grid, uma plataforma universal que serve para os usuários armazenarem e compartilharem informações. Tudo isso faz parte do projeto EPIC - Evolving Personalized Information Construct, um sistema próprio de categorização que filtra e divulga as notícias. Usuários de todo o mundo poderão contribuir com novas notícias e dados, sendo recompensados com uma pequena fatia da receita de publicidade do Google, dependendo da popularidade da contribuição.

Não precisa ficar preocupado. Nada do que você leu no parágrafo anterior aconteceu. Ainda. Mas é o que pode acontecer em um futuro bem próximo, entre os anos de 2008 e 2014, pelo menos segundo um vídeo criado por dois jornalistas norte-americanos. Nesse vídeo, o Google se torna tão poderoso que a mídia e os veículos de comunicação como conhecemos hoje não existiem mais. É claro que tudo isso não passa de especulação (será?), na maioria das vezes sensacionalista, mas é interessante notar como uma empresa de tecnologia consegue atrair tanto a atenção. Além do mais, o vídeo é bem interessante e dá a sensação de que estamos fazendo uma viagem no tempo.

Ricardo Oneda.

O primeiro bug de computador


Bug
, em inglês, quer dizer inseto. Então, por que o termo "bug" define algum erro ou falha em programas de computador? Segundo a Marinha dos EUA, o termo se originou em 1945 porque foi encontrado um inseto, mais especificamente uma mariposa, dentro de um computador chamado Mark II, da universidade de Harvard. É importante lembrar que, naquela época, computadores eram equipamentos gigantescos, que ocupavam várias salas, e às vezes, vários andares de um prédio. Foi neste episódio também que surgiu o termo "debug", para se referir ao processo de depurar um programa e encontrar seu problema.

Entretanto, pesquisando no Wikipedia, descobri que o termo "bug" já havia sido utilizado por Thomas Edison em 1896, para descrever defeitos em sistemas mecânicos. Agora, se ele também encontrou um inseto, eu já não sei.

Veja abaixo uma imagem do bichinho, da década de 40 do século passado, que gerou toda esta história (clique na imagem para ampliar):

Ricardo Oneda

Primeiras impressões sobre o novo TheSpoke

A migração para a nova versão do TheSpoke pode ser comparada com a passagem do furacão Katrina (coincidentemente, ambos os eventos ocorreram no mesmo dia): tudo ficou confuso, instável e gerou protestos. Felizmente, no nosso caso, não houve conseqüências trágicas como as provocadas pelo furacão, mas pelo que andei lendo em alguns blogs, tanto de brasileiros quando de pessoas de outros países,  o pessoal não ficou muito satisfeito com o novo TheSpoke. Acredito que essa migração gerou mais insatisfação do que a migração dos fóruns do MSDN Brasil para o esquema de Newsgroups.

Alguns recursos interessantes da versão anterior não foram mantidos:

  • o MySpace (agora se chama MyGallery, mas não aceita todos os tipos de arquivo - somente figuras)
  • contador de visitas
  • o editor de posts era mais rico (por exemplo, incluir uma figura em um post era mais fácil - agora, temos que fazer na raça em HTML)
  • lista de blogs que eu assino
  • a utilização do PassPort para autenticação (essa eu realmente não entendi, justo agora que o MSDN Brasil e TechNet Brasil adotaram este sistema)

Além disso, não foram migrados:

  • os arquivo que eu tinha no MySpace
  • a lista dos assinantes do meu blog
  • a lista dos blogs que eu assinava

Os comentários dos posts da versão anterior foram mantidos, mas a classificação dos posts não. Além do mais, reativar os comentários dos posts antigos dá uma trabalheira danada. Isso já poderia ter sido feito de forma automática. Mas a pior de todas as mudanças foram as alterações do endereço do blog e do feed RSS! Haja paciência para atualizar os endereços dos feeds no leitor de RSS! 

Uma opção que eu esperava ter disponível era a possibilidade de mudar o skin do meu blog. Isso não foi implementado, mas se você editar o seu perfil, irá perceber um campo chamado Tema, que por enquanto só tem a opção default. Talvez seja um indício de que possa ser implantado um dia.

Espero que essas mudanças não causem uma debandada das pessoas que costumavam ter seus blogs aqui, apesar de já termos algumas baixas e de outros estarem pensando em mudar.

Ricardo Oneda.

O poder do Google

Já não é de hoje que o Google posssui a melhor e mais utilizada ferramenta de busca da Internet, quer seja por sua simplicidade ou por sua indiscutível qualidade. O fato é que o Google é muito mais que um simples sistema de buscas, oferecendo uma série de outros serviços (alguns em fase Beta): Froogle (sistema de buscas de produtos em lojas virtuais), Google News (sistema de buscas de notícias), Google Groups (grupos de discussão), tradução de textos entre várias línguas, blogs, Google Desktop (software que faz pesquisa em documentos do seu computador), barra de ferramentas para o browser, Picasa (software de busca e edição de imagens em seu computador), Gmail (primeiro sistema de e-mail gratuito a oferecer grande espaço de armazenamento), Orkut, etc. Já se fala até que o Google estaria desenvolvendo seu próprio browser para concorrer com o Internet Explorer e o Firefox.

Um outro serviço que me chamou atenção foi o Google Maps, que fornece mapas de localização. A novidade é que agora você pode ver o resultado através de fotos de satélite. Por exemplo, eu entrei no site, cliquei no link Satellite no canto superior direito da página e digitei "são bernardo do campo, br" no campo de busca. Como resultado veio uma imagem de satélite da cidade, onde pude dar zoom e achar minha casa, conforme imagem abaixo!



Já tem muita gente reclamando que o Google está tentando se tornar um tipo de Microsoft da Internet, no sentido de que sua onipresença poderia significar o monopólio de muitos serviços vitais para a Internet. A verdade é que o Google é uma empresa muito inovadora, pois explora nichos que outras empresas ou nunca exploraram ou o fizeram de forma tímida, e o seu ritmo de crescimento surpreende (e assusta).

Para saber mais sobre os novos serviços que o Google anda pesquisando, visite o Google Labs. Leia também duas matérias que foram publicadas na Folha de S. Paulo de hoje (somente para assinantes UOL): Google abre no país neste ano, diz fundador e Por dentro do Gooooooooooooooooogle.

Atualizado em 27/06:
Mais uma do Google. Vejam: Google confirma criação de sistema de pagamento

Ricardo Oneda.

A insanidade das atualizações tecnológicas

Estava lendo o blog do Dennes Torres e um dos seus posts era sobre a utilidade da OOP, no qual era citado um site que criticava a OOP. Pois bem, estava eu lendo os artigos deste site quando encontrei um que me fez refletir bastante. O artigo Has I.T. Gone To Pot? discute sobre todo o auê que é feito em torno de novas tecnologias como sendo as salvações para todos nossos problemas e traça um pararelo entre a indústria da tecnologia e a da moda (!).

Isso me fez pensar em quantas vezes não abraçamos uma determinada tendência sem ao menos nos perguntarmos o porquê de estarmos fazendo aquilo e se realmente precisamos dela. Agora mesmo estamos vivendo um destes momentos: há uma grande expectativa sobre o lançamento da versão 2.0 do .NET Framework. Ele ainda está na fase Beta, mas já existem muitos artigos e sites sobre o assunto. Todo mundo fala e quer entender um pouco mais sobre ele (inclusive eu!). Mas, será que isso é correto? Será que ele é tão inovador assim? Será que valerá a pena gastarmos nosso escasso tempo (e dinheiro) tentando aprender suas novas funcionalidades e deixar para trás tudo que aprendemos até agora? E como convecer a empresa a trocar do Visual Studio .NET 2003 para o 2005, sendo que ele foi adquirido há apenas dois anos e já não irá atender as expectativas, pois o novo Framework exige esta nova versão do ambiente de desenvolvimento (este é outro ponto que eu acho terrível: ter que trocar de IDE em tão curto espaço de tempo - pior ainda foi quando houve a mudança do 2002 para 2003: 1 anos apenas!)?

Outro exemplo foi o lançamento do SmartPhone MPx220. Com exceção dos aficionados por tecnologia, não vejo motivos para uma pessoa normal comprá-lo: é muito caro; há limitações de conforto; não existe "A" aplicação que todo mundo usa e que faz as pessoas quererem um; enfim, é um equipamento para um segmento muito específico, como por exemplo, algum executivo que necessite estar conectado 24h por dia (e que precise acessar seus e-mails a qualquer momento e de qualquer lugar, por exemplo) ou alguém da área de vendas. Fora destes segmentos, o equipamento não passa de um brinquedo de luxo. Entretanto, o que se viu por aí foi um verdadeiro hype em torno dele, como se todo mundo fosse jogar fora o celular antigo e comprá-lo. É lógico que o marketing pesado da Microsoft foi um fator que influenciou, mas o que me espantou foi a facilidade com que as pessoas vestiram a camisa e gente que nunca havia ouvido falar em SmartPhones passou a desejá-lo como um sonho de consumo e a falar maravilhas dele.

Estes são apenas alguns exemplos, mas serve para ilustrar o que acontece com várias tecnologias. O que eu vejo por aí, e aqui mesmo no The Spoke, é que muitas pessoas vão no embalo, sem nem ao menos se questionar "por que?".

Não estou dizendo que tenhamos que ser luditas e nos negar a utilizar novas tecnologias, mas sim que devemos utilizá-las de forma consciente, e não porque está na moda; assim, não deixaremos que nos empurre qualquer coisa goela abaixo.

Ricardo Oneda.