Lançado ASP.NET AJAX 1.0

A Microsoft lançou a versão final do ASP.NET AJAX, conhecido anteriormente pelo codinome Atlas, que é o framework para técnicas AJAX em .NET.

O legal é que o código-fonte da implementação do ASP.NET AJAX também foi disponibilizado para download.

Por fim, mas não menos importante, temos a participação direta de um brasileiro no ASP.NET AJAX Control Toolkit, que é um conjunto de controles já prontos que utilizam técnicas AJAX. Trata-se do MVP Fernando Cerqueira, que participou no desenvolvimento do toolkit. Parabéns!

Webcasts sobre segurança com AJAX

Para os desenvolvedores web preocupados com segurança (todos deveriam estar preocupados), começará esta semana uma série de webcasts sobre aspectos de segurança na utilização de AJAX, com ênfase maior no ASP.NET AJAX, conhecido anteriormente como Atlas.

Apesar de toda a badalação em torno dessa "nova" técnica, poucos têm se preocupado com as novas brechas que esse tipo de desenvolvimento pode introduzir, caso não sejam tomados alguns cuidados. Sugiro a inscrição.

Presente de Natal: material de estudo grátis

A Microsoft disponibilizou capítulos de alguns livros para download. Entre os temas, encontram-se ASP.NET AJAX e segurança em desenvolvimento de aplicações ASP.NET. Além disso, também é possível se inscrever, gratuitamente, em alguns cursos de E-Learning, como ASP.NET AJAX e ADO.NET 2.0.

Para completar, o MSDN Brasil lançou a segunda fase do programa Net Proctetor, que visa difundir o aprendizado de segurança no desenvolvimento de software. A Academia Net Protector funcionará como o programa Desenvolvedor 5 Estrelas mas, ao invés de acumular estrelas, serão acumulados escudos, até no máximo 4, que indicam o nível de conhecimento adquirido. O material também está disponível para download.

Aplicações web ricas e interativas somente com AJAX? Reveja seus conceitos com o WPF/E

Se você acha que uma melhor experiência do usuário e interatividade em aplicações ASP.NET, ou uma aplicação web qualquer, só são plenamente atingidas com o uso de técnicas AJAX, então é porque você não conhece o WPF/E. Isso é até natural, já que o CTP - Community Technology Preview - acabou de ser lançado no dia 04/12 Laughing

O ASP.NET AJAX, que ainda nem teve sua versão final lançada - está no beta 1, foi só o começo e já adquire ares de coisa do passado. O WPF/E - sigla para Windows Presentation Foundation Everywhere - é o codinome da tecnologia Microsoft para o desenvolvimento de aplicações web ricas e interativas, através do uso de vetores gráficos, animações e outros recursos multimídia. Como seu nome indica, ele é um subconjunto do WPF, tecnologia responsável pela parte de User Interface - UI - no .NET 3.0/Windows Vista, e utiliza o XAML (eXtensible Application Markup Language) como linguagem de definição de interface (uma espécie de HTML turbinado).

Para utilizar uma aplicação que faz uso do WPF/E, é necessário instalar um plug-in (cujo tamanho é de aproximadamente 1 MB) para que o browser consiga interpretar o conteúdo XAML. Mas não pense que a utilização do WPF/E ficará restrita aos usuários do Windows ou do Internet Explorer. Já existe uma versão do plug-in para Macintosh, e também suporte aos browsers Firefox e Safari. Ainda não há uma versão do plug-in para Linux, mas levando-se em conta o anúncio do acordo entre Novell e Microsoft para promover a integração entre as duas plataformas, feito há algumas semanas, não será surpresa se ela for anunciada no futuro.

A notícia é boa também para os desenvolvedores, já que, através de HTML e JavaScript, será possível acessar e manipular o conteúdo WPF/E. Além disso, ele também se integrará totalmente com a arquitetura do ASP.NET (inclusive fazendo uso do ASP.NET AJAX, mas sendo possível a utilização de qualquer outro framework AJAX), reaproveitando os conhecimentos anteriormente adquiridos pelos desenvolvedores, além da integração com as ferramentas Visual Studio (e linguagens já conhecidas como C# e VB.NET) e, no caso dos designers, o Expression Studio, para a criação de código XAML.

Muitos já estão chamando o WPF/E de "Flash Killer", uma alusão ao fato de que essa nova tecnologia é um concorrente direto do Flash, da Macromedia/Adobe. A grande vantagem, a meu ver, é a integração com tecnologias já existentes, o que não obriga o desenvolvedor a aprender uma arquitetura ou linguagem totalmente nova, como acontece com o Flash. Seguem alguns links úteis para se aprofundar no assunto:

Announcing the release of the first "WPF/E" CTP

Getting Started with "WPF/E" (Code Name)

"WPF/E" (Code Name) Architecture Overview

"WPF/E" Downloads

"WPF/E" FAQ

Documentação e White Papers

ASP.NET AJAX Beta 1

O Atl...herrr... ASP.NET AJAX teve sua versão Beta 1 lançada pela Microsoft na última semana. Entre as várias novidades do Beta 1, as que mais chamaram minha atenção foram:

  • divisão de código javascript em arquivos, para que o browser faça o download somente do que realmente é necessário;
  • suporte total ao browser Safari;
  • melhorias no suporte a depuração (debug) de código javascript através do Visual Studio 2005, permitindo que sejam geradas duas versões de código javascript : uma em modo Debug e outra em modo Release (chamada de Retail), mais compacta e otimizada;

Para saber mais sobre as principais novidades, leia o anúncio.

Se você já vinha desenvolvendo aplicações utilizando alguma das versões CTP do Atlas (como era conhecido anteriormente o ASP.NET AJAX), então sugiro fortemente que leia os seguintes documentos:

Ricardo Oneda.

Nome oficial do Atlas revelado

Acabou de ser revelado o nome oficial que o Atlas terá. Atlas é o codinome pelo qual é conhecida a implementação da Microsoft para técnicas AJAX. Serão vários nomes, de acordo com o módulo:

  • a biblioteca javascript que roda nos browsers será chamada de Microsoft AJAX Library;
  • a parte que roda no servidor será o ASP.NET 2.0 AJAX Extensions;
  • já o Atlas Control Toolkit foi batizado de ASP.NET AJAX Control Toolkit;

No anúncio, também foi descrito um Roadmap para o lançamento da versão 1.0 do Atlas, que será totalmente compatível com o Visual Studio 2005.

Ricardo Oneda.

XMLHttpRequest agora é padrão

O W3C, órgão responsável pelo estabelecimento de padrões da Internet, publicou um draft com a especificação do objeto XMLHttpRequest, que é uma peça fundamental da técnica AJAX. Isso significa o primeiro passo para que o objeto XMLHttpRequest se torne um padrão reconhecido. Assim, os fabricantes de browsers passam a contar com um documento que os auxiliam na implementação do mesmo, diminuindo as chances de ocorrer problemas de incompatibilidade entre os browsers.

Apesar de praticamente todos os browsers mais modernos implementarem esse objeto, há pequenas diferenças na forma que o fazem, principalmente porque o IE, até a versão 6, utilizava um componente ActiveX. A partir da versão 7 do IE, este objeto passa a ser nativo, o que garante maior padronização.

Ricardo Oneda. 

A supervalorização do AJAX

Se você não esteve em Marte no último ano, então já deve ter ouvido falar sobre AJAX (Asynchronous JavaScript and XML), que também atende pelos nomes de Remote Scripting ou Script Callback, uma técnica de desenvolvimento de aplicações Web que permite, basicamente, que uma página faça requisições ao servidor Web via JavaScript, sem a necessidade de atualizar a página inteira, o que pode tornar uma aplicação web mais rica, rápida, interativa e dinâmica para o usuário, deixando-a mais parecida com uma aplicação desktop, o que proporciona uma melhor usabilidade.

Mas qual o segredo do AJAX? Bem, não há segredo algum. Ele utiliza tecnologias que já estão por aí há um bom tempo, como JavaScript, DHTML, XML e XMLHttpRequest, responsável pelo envio e recebimento de dados do servidor. Na verdade, nem o uso de XMLHttpRequest é necessário, já que poderíamos obter um resultado parecido utilizando-se iframes. Como se vê, são tecnologias que qualquer desenvolvedor web que se preze conhece (ou pelo menos deveria conhecer). Assim, AJAX é mais uma arquitetura do que uma novidade.

Então, por que tanta badalação em torno desta sigla? Ao meu ver, são dois os principais motivos: o primeiro é que agora todos os browsers mais recentes (IE, FireFox, Netscape, Opera, Konqueror, Safari, etc) de todas plataformas (Windows, Unix, Mac, etc) suportam a utilização do objeto XMLHttpRequest, que originalmente foi criado pela Microsoft como um componente ActiveX e que, antigamente, era exclusivo do IE. Aliás, a Microsoft anunciou recentemente que, a partir do IE 7.0, o objeto XMLHttpRequest será exposto como um objeto de script nativo, ou seja, não será mais um controle ActiveX, o que tornará o IE mais compatível com os outros browsers. O segundo motivo é a utilização maciça que o Google vem fazendo em seus produtos (como o Google Maps, GMail e Google Suggest, entre outros), que deu uma visibilidade grande para a técnica.

O grande problema que vejo quando há muito hype em torno de alguma tecnologia nova é que a coisa foge do controle e logo começa a aparecer muita besteira sobre o assunto. Com o AJAX não poderia ser diferente e já se vê por aí o efeito negativo da superexposição. Um exemplo disso é a matéria publicada neste mês na Info Exame (sobre a qual já escrevi minha opinião em outro post), que tem o Google como matéria de capa, e cujo o título é "AJAX dá dinheiro?". A conclusão da matéria é que o AJAX ainda não é uma mina de dinheiro, mas é possível ganhar, em média, entre e 20% e 25% a mais ou, segundo um funcionário de uma consultoria, o profissional que domina o AJAX pode até mesmo dobrar seu salário! Além disso, 2006 deve deixar o mercado aquecido para os conhecedores do AJAX. E lá se vão as ovelhinhas aprender a última moda...

Percebam aí que há uma combinação explosiva: um assunto da moda, uma publicação cuja credibilidade é duvidosa, pessoas desinformadas e pronto! A besteira está feita! Será que alguém realmente acredita que o fato de "saber" AJAX (que utiliza tecnologias que um desenvolvedor web já domina há um bom tempo) irá trazer milhares de propostas de emprego e rios de dinheiro? E as empresas que procuram por especialistas em AJAX, será que realmente sabem o que essa sigla significa e sabem o que querem ou somente estão seguindo um modismo e depois de algum tempo irão perceber o quanto foram ignorantes? E as consultorias, ao invés de ajudarem seus clientes a entender o que tudo isso significa, não estariam interessadas na ignorância dos mesmos para que assim consigam "vender" mais consultores e ganhar mais dinheiro? Tudo termina da seguinte maneira: a empresa finge que sabe o que quer e se sente moderna por "estar utilizando" uma tecnologia da moda e o profissional finge que conhece e todos vivem felizes... e assim caminha a humanidade.

Não estou criticando o AJAX, e acho que o mesmo tem o seu valor e muitas das idéias que ele traz, de fato, irão contribuir para melhorar a experiência do usuário em relação às aplicações web. O que me deixa preocupado é quantidade de pessoas que não sabem o que falam.

Ricardo Oneda.