Economia e software livre

Você já deve ter se perguntado por que grandes corporações como IBM apóiam tanto as iniciativas open-source, já que elas não vão ganhar dinheiro com a venda deste tipo de software. Será porque essas corporações ficaram boazinhas e perceberam que lucro não é a coisa mais importante? Ou porque querem possibilitar que as pessoas de países mais pobres tenham acesso à tecnologia? Ou então, talvez, elas tenham percebido as virtudes por trás dos princípios que regem o mundo do software livre? Na verdade, pode ser que elas tenham se unido com a comunidade open-source com um objetivo nobre: enfrentar a personificação do mal na terra, ou seja, a Microsoft?

Claro que as razões não são nenhuma dessas. Apesar de não ganharem dinheiro diretamente com a venda de software, elas acabam ganhando em serviços e outras atividades. Isso é um consenso, mas, até outro dia, nunca havia lido nada que expusesse isso de forma tão clara e didática. O mais interessante é que o texto utiliza teorias econômicas (básicas) para explicar esse fenômeno, e mostra um alto grau de racionalidade por trás dessas decisões (bem, nem tão racional assim, como fica claro no caso da Sun). Recomendo a leitura do texto para quem tem interesse no assunto.

Novidades do Silverlight

No evento MIX, que ocorreu na semana passada em Las Vegas, o grande destaque foram os anúncios envolvendo o Silverlight. Além da versão beta do Silverlight 1.0 ter sido anunciada, a principal novidade foi o lançamento da versão alpha do Silverlight 1.1, que tem suporte à código gerencido. Isso mesmo: será possível rodar código C# ou VB.NET em vários browsers (IE, Firefox e Safari) e em várias plataformas (Windows e Mac OS). Antes, o Silverlight estava restrito a JavaScript e XAML. Isso será possível porque um "mini" .NET Framework fará parte do plug-in do Silverlight a ser instalado no browser, cujo tamanho é de aproximadamente 4 MB (o tamanho da versão 1.0 do Silverlight é de aproximadamente 1 MB). Para vocês terem uma idéia de como o Silverlight 1.1 se encaixa na plataforma Microsoft, dêem uma olhada neste poster (obrigado ao Israel pela dica).

Muita documentação já está disponível no site oficial do Silverlight. Além disso, quem não pode ir a Las Vegas, pode fazer como eu: assistir às gravações das sessões apresentadas no MIX.

Para descontrair um pouco, também foi publicada uma lista dos nomes que a Microsoft considerou quando o Silverlight ainda se chamada WPF/E. Entre as opções estava o nome Microsoft Light New User Experience, ou seja, LINUX. Claro que não passa de brincadeira, mas achei bem engraçado.

Por falar em Linux, apesar da Microsoft não disponibilizar uma versão do plug-in para este sistema, Miguel de Icaza, responsável pelo projeto Mono, se comprometeu a desenvolver uma versão do Silverlight para Linux até o final do ano. Isso seria fantástico: rodar código .NET em browsers no Linux.