MVP Global Summit 2007 Parte 3: Últimos dias

Os dois últimos dias do Summit ocorreram no campus da Microsoft, em Redmond, cidade vizinha de Seattle. Lá, os MVPs participaram das sessões técnicas com times de produtos de suas respectivas áreas. No meu caso, assisti às palestras relativas ao ASP.NET, já que sou MVP desta competência.

Campus da Microsoft

Antes de continuar, gostaria de lembrar que, devido a um termo de sigilo, os MVPs não podem divulgar detalhes do conteúdo das apresentações. Isso acontece porque muitas das informações ainda não são de conhecimento público. Assim, não poderei fornecer informações mais aprofundadas sobre os assuntos abordados.

Em linhas gerais, foram mostradas as principais novidades que teremos na próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, no que se refere ao desenvolvimento de aplicações web, e sua maior integração com JavaScript. Como o mantra “aplicações web ricas e interativas” tem ultimamente dado o tom na onda da Web 2.0, também foi mostrado o que estão planejando para o ASP.NET AJAX e o WPF/E.

Além disso, também foram mostrados alguns projetos que a Microsoft está desenvolvendo e outras novidades que ainda nem estão totalmente definidas, além de colher as opiniões dos MVPs sobre os atuais e futuros produtos. Esse é um dos aspectos mais interessantes do evento: a possibilidade de influenciar em alguma decisão sobre determinada tecnologia.

Claro que os MVPs não poderiam perder a oportunidade de ter os seus momentos de tietagem, e comigo não foi diferente Tongue out . Um desses momentos foi quando tive a chance de tirar uma foto com Scott Guthrie, General Manager da plataforma .NET, já que sou leitor assíduo de seu blog e de quem assisti duas apresentações:

Ricardo Oneda e Scott Guthrie

Outra oportunidade que tive foi de conhecer pessoalmente Anders Hejlsberg. Esse dinamarquês é uma espécie de lenda viva do mundo da programação e são grandes as chances de você já ter utilizado alguma linguagem em cuja criação ele esteve envolvido. Ele criou o Turbo Pascal (que depois foi licenciado para a Borland), foi arquiteto chefe do Delphi e projetista chefe do C#, além de ter contribuído para a concepção do .NET Framework:

Anders Hejlsberg e Ricardo Oneda

Aqui chega ao final a minha série de posts sobre o MVP Global Summit 2007. Foi uma experiência única ter participado de um evento de tal tamanho e procurei aproveitar ao máximo. Espero que tenham gostado!

MVP Global Summit 2007 Parte 2: O começo

O MVP Summit começou oficialmente na segunda-feira, dia 12 de março. Neste dia, os MVPs foram ao Washington State Convention & Trade Center, no centro de Seattle, para fazer o registro no evento e visitar uma exposição que a Microsoft montou com stands de seus principais grupos de produtos e serviços. Esse dia era só o aquecimento para o próximo, quando o evento começaria de fato.

Na terça-feira, aconteceu a apresentação, que para muitos, era a mais aguardada do evento: o discurso de abertura de William H. Gates, também conhecido como Bill Gates. Após o discurso, que durou aproximadamente 40 minutos (e cujo conteúdo pode ser lido aqui), foi aberta uma sessão de perguntas e respostas. O curioso é que o pessoal não se intimidava e fazia algumas perguntas que deixavam Bill Gates na saia-justa, como por exemplo, quando foi questionado o porquê dele ter dito que o Mac OS X, sistema operacional do Macintosh da Apple, era inseguro. Mais informações sobre a participação de Bill Gates no evento podem ser lidas nesta reportagem.

Bill Gates

Durante o dia, tivemos sessões executivas, como a do S. Somasegar, vice-presidente da divisão de desenvolvimento da Microsoft, que falou sobre a próxima versão do Visual Studio, cujo codinome é Orcas, e sessões de plataformas, como a do Anders Hejlsberg, que falou sobre .NET LINQ (Language Integrated Query), que visa facilitar a manipulação de coleções de dados através do uso de queries (no estilo do Transact SQL) na própria linguagem de programação, como C# e VB.NET.

Para fechar o dia, tivemos uma festa no Museu da Aviação, próximo a uma das fábricas da Boeing na região de Seattle.

No próximo post contarei como foram os dois últimos dias do Summit.

MVP Global Summit 2007 Parte 1: Conhecendo Seattle

Entre os dias 12 e 15 de março, ocorreu o MVP Global Summit de 2007 em Seattle. Esse é um evento realizado pela Microsoft a cada ano, aproximadamente, e para o qual todos os MVPs do mundo são convidados a participar. Neste evento, os MVPs, de acordo com as competências (ASP.NET, Visual C#, Visual Basic, SQL Server, Windows, etc), participam de atividades e sessões técnicas com os times dos produtos da Microsoft, nas quais são mostradas as novidades que estão sendo preparadas e são colhidas opiniões sobre alterações que foram ou serão feitas.

Antes de falar do evento propriamente dito, vou comentar sobre minhas impressões de Seattle. Como não sou de ferro, resolvi chegar 3 dias antes para que tivesse tempo para passear e conhecer melhor a região, já que durante os dias do evento não há tempo para praticamente mais nada. A minha principal preocupação era com relação à temperatura, afinal, estaria perto da fronteira do Canadá (a aproximadamente 3 horas de Vancouver, de carro) e próximo do Alasca, no extremo noroeste dos Estados Unidos. Durante o tempo que fiquei lá, a temperatura oscilou entre 3oC e 11oC, mas era uma temperatura suportável, nada muito preocupante. O tempo é parecido com o de São Paulo no inverno: nublado, cinzento, com uma garoa que parece nunca parar ou então uma chuva fraca. Apesar de Seattle ser uma cidade grande, é diferente de uma cidade como São Paulo, por exemplo. Lá não há concentração como ocorre aqui. O comércio, as empresas e a população ficam distribuídos entre as várias cidades vizinhas. Por exemplo, em Seattle, não encontrei uma loja de eletrônicos. Elas ficam em cidades vizinhas. Como o hotel onde fiquei ficava no centro de Seattle, conheci algumas dessas cidades, como Tukwila (onde há um complexo comercial gigantesco), Renton e Bellevue de ônibus (se alguém for viajar para lá e quiser alguma dica sobre quais ônibus pegar, entre em contato).

Por falar em ônibus, o transporte público é excelente. Lá, nunca peguei um ônibus com pessoas em pé. Além disso, todos os pontos possuem as linhas que passam por eles e os horários que os ônibus saem dos terminais (que são cumpridos pontualmente). Se você quiser andar de ônibus somente no centro de Seattle, não é preciso pagar. Além disso, os preços das passagens são diferenciados de acordo com o horário: mais caro nos horários de pico e mais barato nos horários de menor movimento e finais de semana. Outra coisa que chama a atenção é que todos os ônibus são preparados para transportar pessoas com deficiências físicas e também há um suporte para bicicletas na parte dianteira.

Ainda no que se refere ao trânsito, os carros e os pedestres respeitam a sinalização. Mesmo se não houver carro, as pessoas não atravessam a rua enquanto o semáforo não abrir. As ruas são bastante largas e não há engarrafamento. Se houver pedestres querendo atravessar uma rua que não possui semáforo, os carros param e dão preferência aos pedestres. Aliás, esta cordialidade também é percebida nas ruas de Seattle. Se as pessoas percebem que estamos meio perdidos ou no ponto de ônibus tentando descobrir algo, elas nos abordam perguntando se precisamos de ajuda ou se queremos ir para algum lugar. Esse foi um comportamento que não esperava e que me surpreendeu. Acredito que isso deve acontecer porque há uma diversidade étnica e cultural em Seattle muito grande, com muitos orientais, mexicanos e pessoas de outros países. Outra curiosidade é que as lojas e os shoppings começam a fechar por volta das 8 horas da noite. Lá pelas 11 horas, as ruas estão praticamente desertas, sem carros e pessoas. Assim, Seattle é uma cidade cosmopolita, mas com características de cidade pequena.

Claro que como toda cidade grande, ela também tem seus problemas. Vi várias pessoas com pedaços de papelão (nos quais estava escrito que eram sem-tetos, desempregados, veteranos de guerra, etc) pedindo esmola nos semáforos e também nas ruas e shoppings.

Por ser a cidade sede da Starbucks, você encontra quase que uma em cada quarteirão. Acho engraçado como aqui a Starbucks é tratada como uma coisa de elite e lá é tão banal, sendo que nem um bar: em cada esquina você encontra um. Coisas de gente deslumbrada.

Claro que uma viagem a Seattle não seria completa se não visitasse o Space Needle, o cartão postal da cidade:

Space Needle

O Space Needle é uma torre da qual é possível observar toda a cidade (você pode ter uma idéia da visão acessando o site e visualizando as imagens capturadas por uma webcam). Lá em cima também funciona um restaurante. O Space Needle fica no Seattle Center, que é um centro com várias atrações. Para ir ao Seattle Center, utilizei o Monorail, que é uma espécie de mini-metrô por cima das ruas. Há muita coisa para se ver lá e que, infelizmente, não tive tempo, como o Science Fiction Museum and Hall of Fame e o Experience Music Project. Lá também fica o Key Arena, que é o ginásio do time de basquete da NBA Seattle SuperSonics, além de outras atrações (museus, centros de pesquisas científicas, teatros, etc).

Nos próximos posts pretendo escrever sobre como foi o Summit.

MVP Global Summit 2007: Prólogo

Hoje voltei de Seattle, onde estive durante uma semana para participar do evento 2007 MVP Global Summit, organizado pela Microsoft. Reencontrei muitos amigos e conheci pessoas que podem ser consideradas verdadeiros ícones da área de informática. Isso sem falar na experiência de conhecer um outro país e sua cultura.

Enquanto não escrevo sobre isso (pretendo fazê-lo nos próximos dias), vocês podem ler o blog do Leonardo Tolomelli, responsável pelo programa MVP no Brasil e América do Sul, que fez uma cobertura do evento.

Descobrindo quando o usuário sai de uma aplicação ASP.NET

Às vezes nos deparamos com a necessidade de realizar algum processamento ou executar algum código quando o usuário deixa uma aplicação web. Isso acontece nas seguintes situações:

  • o usuário deixa de utilizar a aplicação por um determinado período de tempo
  • o usuário acessa um outro site, deixando o site da nossa aplicação
  • o usuário fecha o browser

Escrevi uma série de artigos que mostra como podemos detectar a ocorrência das situações descritas acima. Para isso, mostro algumas técnicas, como o uso do evento Session_End do ASP.NET e o evento onunload do JavaScript em conjunto com requisições AJAX:

Descobrindo quando o usuário sai de uma aplicação ASP.NET - Parte 1

Descobrindo quando o usuário sai de uma aplicação ASP.NET - Parte 2

Descobrindo quando o usuário sai de uma aplicação ASP.NET - Parte 3

Aproveito para comunicar que, a partir destes, pretendo publicar os próximos artigos no site da comunidade ASPNETI.

Comentários, críticas e sugestões são sempre bem-vindos!

Blog spam

Como se já não bastasse o spam que recebemos diariamente em nossos e-mails, quem tem um blog tem outra preocupação: Blog Spam. Ele se manifesta através de comentários que não têm nenhuma relação com o assunto do post.

Meu blog tem sido vítima deste tipo de propaganda indesejada e tive que tomar algumas atitudes para evitar esse tipo de coisa. Para vocês terem idéia, um dos posts do meu blog chegou a atingir a fantástica marca de 500 comentários, oferecendo de Viagra a cassinos on-line!

Felizmente, o Community Server, que é a plataforma de blog que utilizo, possui um filtro anti-spam que, aparentemente, tem funcionado. Como ainda estou ajustando essa configuração, então é possível que algum comentário válido seja classificado como spam. Assim, peço paciência enquanto faço os ajustes necessários para evitar este tipo de incômodo.