Dica: Configurando o IIS para reconhecer aplicações ASP.NET

Quando o .NET Framework é instalado, são configurados mapeamentos entre as extensões de arquivos (.aspx, .ascx, etc) e o filtro ISAPI do ASP.NET para que o IIS - Internet Information Service, o servidor Web da Microsoft - execute corretamente este tipo de aplicação. Se no momento da instalação do .NET Framework o IIS não tiver sido instalado ou, se por algum motivo, o IIS tiver que ser reinstalado, esses mapeamentos não serão criados e ocorrerão problemas como mensagens de erro no momento da criação de uma nova aplicação ASP.NET no Visual Studio .NET ou a não visualização de controles (textbox, radio buttons, etc.) de páginas no browser.

Para resolver este problema, basta executar a ferramenta de linha de comando aspnet_regiis.exe, também conhecida como ASP.NET IIS Registration Tool. Abra uma janela de linha de comando, digite a linha abaixo e tecle ENTER:

"%windir%\Microsoft.NET\Framework\version\aspnet_regiis.exe" -i

onde:

  • %windir% é o diretório onde foi instalado o Windows;
  • version é o número da versão do .NET Framework instalado em seu computador;
  • -i é o argumento que indica à ferramenta que os mapeamentos para o IIS devem ser criados para a versão corrente do .NET Framework;

Para saber sobre as demais opções de parâmetros desta ferramenta, execute o seguinte comando:

"%windir%\Microsoft.NET\Framework\version\aspnet_regiis.exe" -?

Ricardo Oneda.

Barra de ferramentas anti-phishing scam

No meu último post comentei que a próxima versão do IE virá com funcionalidades de combate a phishing scams, entre outras novidades.

Phishing scam é o nome dado à técnica de tentar enganar o usuário através da disponibilização de um site clone de um site verdadeiro. Assim, a pessoa pensa estar acessando o site de uma determinada empresa mas na verdade está acessando um site falso praticamente igual ao original. Nos últimos tempos, ficou extremamente comum recebermos e-mails que se passam por originais e induzem os usuários a acessarem estes sites falsos. O usuário desatento então fornece os dados que o site solicita como números de cartão de crédito, senhas de banco, etc e que na verdade são enviados ao fraudador.

Para aqueles que não querem esperar até a próxima versão do IE para ficarem um pouco mais seguros, a Netcraft, famosa por suas estatísticas de web sites, como sistemas operacionais utilizados na Internet entre outros serviços, disponibilizou uma barra de ferramentas anti-phishing scam para o IE, parecida com a barra de ferramentas do Google e outras similares.



As URLs dos sites falsos são armazenadas nos servidores da Netcraft e o interessante é que as pessoas podem alimentar esta base, fazendo com que quanto mais pessoas utilizarem esta ferramenta, maior a probabilidade do site ser identificado como falso. Quando se tenta acessar um site suspeito da lista, um alerta é emitido.



É uma idéia bem interessante!

Ricardo Oneda.

Firefox não é uma ameaça ao IE...ainda

Na semana passada, a Microsoft anunciou o lançamento de uma nova versão do browser Internet Explorer (IE) - versão 7 - ainda neste ano. Esta notícia deixou a maioria supresa, já que a própria Microsoft havia anunciado no ano passado que uma nova versão de seu browser só seria lançada juntamente com o Windows Longhorn, que está previsto para ser lançado em 2006 ou 2007. O que teria motivado esta decisão? Muitos diriam que é o Firefox, o browser alternativo que tem aumentado sua participação no mercado. Apesar da Microsoft negar e dizer que a razão desta decisão é melhorar a segurança do IE (através de mecanismos de combate a spywares e a phishing scams), não se pode negar que o Firefox também é um dos motivos, afinal, ficar um ou dois anos sem uma atualização significativa pode significar a morte do IE.

Quando o Firefox foi lançado, muito se comentou sobre ele e várias pessoas apostaram que a guerra dos browsers iria recomeçar, como ocorreu entre o IE e o Netscape no início da Internet comercial, lá pelos anos de 1997/1998, afinal a situação era semelhante, porém inversa: naquela época, o Netscape Navigator era o browser padrão da Internet, utilizado por 95% dos usuários. Entretanto, não foi na versão 1.0 do IE que os papéis se inverteram. Começou na versão 3.0 e a consolidação da virada foi com a versão 4.0. 

Mas por que o IE conseguiu esta virada? Primeiro, porque ele incorporou várias funcionalidades proprietárias do Netscape afim de que os sites da Internet de então funcionassem corretamente nos dois browsers (para quem não sabe, o JavaScript é uma criação da Netscape e não tem nada a ver com o Java da Sun; além disso, o JavaScript não é padrão do W3C e foi incorporado ao IE apesar da Microsoft ter sua própria linguagem de script, o VBScript; ou seja, a Microsoft não forçou a utilização do VBScript e sim adaptou seu produto para que rodasse client-scripts feitos nesta linguagem). Em segundo lugar, porque o IE trouxe algumas novidades (entre elas, a integração profunda com o Windows) que conquistaram muitos fãs. E por último, porque a versão 4.0 do Netscape (o Netscape Communicator) era muito pesado e não tinha nenhuma inovação.

O principal fator que faz com que o Firefox não seja uma ameaça real para o IE hoje é que ele não é compatível com características exclusivas do IE. Isso faz com que sites não funcionem em outros browsers que não o da Microsoft e duvido que o pessoal do Firefox convença as empresas a mudarem seus sites com argumentos de que o Firefox segue os padrões à risca do W3C (não sei até que ponto isto é verdade) e o IE não. O mais sensato é o Firefox utilizar a mesma estratégia que a Microsoft utilizou para derrubar o Netscape, ou seja, incorporar as funcionalidades do IE.

Mesmo que isso acontecesse, para que o Firefox passasse a dominar o mercado, a Microsoft teria que dar um tiro no próprio pé e lançar uma versão tão ruim do seu browser que justificasse a migração para o concorrente ou então deixar o IE sem um upgrade significativo. Isso sim eu acho difícil de acontecer, como já podemos ver na notícia acima.

De qualquer maneira, a concorrência é boa, pois força as empresas a lançarem produtos cada vez melhores e os beneficiados somos nós.

Ricardo Oneda.

Dica: Upload de arquivos grandes no ASP.NET

O ASP.NET limita o tamanho de arquivos para upload em até 4096 KB (ou 4 MB). Para aumentar este limite, devemos incluir o elemento <httpRuntime> da seguinte maneira no arquivo web.config da aplicação:

<configuration>
   <system.web>
      <httpRuntime  maxRequestLength="8192"/>
       ...


O valor do atributo maxRequestLength indica o tamanho máximo do arquivo em KB. Caso se deseje alterar este valor para todas as aplicações do servidor, o parâmetro deverá ser alterado no arquivo machine.config

Ricardo Oneda.

Novos produtos na loja do MSDN Brasil - finalmente!

Se vocês costumam freqüentar o MSDN Brasil, provavelmente vocês devem saber da existência de uma loja na qual é possível trocar seus pontos acumulados por alguns produtos. Pois bem, já fazia um bom tempo que a loja não era atualizada e os freqüentadores do site faziam muitas críticas por causa disso, mas hoje entrei no Fórum do MSDN Brasil e vi um post do Lúcio que dava a boa notícia: a loja foi finalmente atualizada.

Nela vocês poderão trocar seus pontos por livros como o Writing Secure Code Second Edition (obrigatório para quem quer desenvolver software de forma segura) e outros livros da MS Press para Certificação, além de softwares como o VB.NET e C# Standard, Visual Studio .NET 2005 Beta 1 e SQL Server 2005 Beta 2. O endereço da loja é http://www.msdn.com.br/Secure/LojaFid/Default.aspx

Corram enquanto durarem os estoques...hehehe

Ricardo Oneda.

Certificação: vale a pena em 2005?

Com o lançamento da versão 2.0 do .NET Framework (codinome Whidbey) previsto para a metade deste ano, muitos devem estar se perguntando se vale a pena fazer os exames de certificação de desenvolvimento agora ou esperar mais um pouco.

Apesar da Microsoft ainda não ter se pronunciado como que a nova versão do .NET Framework será tratada em suas certificações MCAD e MCSD.NET, tudo leva a crer que serão desenvolvidas novas provas específicas para esta nova versão. Certo mesmo, como o Alfred escreveu em seu blog recentemente, é que as provas da Microsoft estão em processo de mudança para tentar barrar os "profissionais" que obtém a certificação sem saber nada e talvez as provas da nova versão do .NET já sejam neste novo estilo.

Além disso, como a versão final do .NET só será lançada provavelmente em julho, até que as novas provas sejam disponibilizadas e tenha-se tempo hábil para estudar esta nova tecnologia, somente seria possível fazer as provas lá pelo final do ano em uma estimativa bastante otimista (estou considerando uma pessoa normal, e não aqueles que já reviraram as versões Beta de cabo-a-rabo Tongue out ).

Assim, vejo duas possibilidades: se a pessoa está dependendo de uma ou duas provas para conseguir a certificação, o melhor é terminar o que já começou; agora, se a pessoa ainda nem iniciou os estudos, o ideal é aguardar e já fazer as novas provas, pois senão corre-se o risco de seu certificado ficar obsoleto muito rapidamente (se bem que o que faz o que determina a competência da pessoa não é um pedaço de papel).

Ricardo Oneda.

Material de estudo para as provas de Certificação

Todos os que já fizeram ou se informaram sobre fazer alguma prova de Certificação da Microsoft perceberam que a quantidade de assuntos exigidos é enorme. A não ser que a pessoa trabalhe com todas as tecnologias envolvidas no material da prova, tendo assim bastante experiência e prática (o que é praticamente impossível), ela terá que recorrer a algum material de apoio para aprender o que não sabe e consolidar o conhecimento que já possui. Vou apresentar um pequeno guia que utilizei quando estava estudando para as provas e que também poderá ajudá-lo nesta tarefa. O foco aqui serão as certificações de desenvolvimento, que atualmente são a MCAD e a MCSD.NET, mas muitas das dicas também podem ser aproveitadas em parte ou totalmente em certificações como a MCSE ou MCDBA. Vamos às dicas:

1) Conteúdo das provas: o processo para obter cada certificação é composto por um conjunto de provas e cada prova testa um conjunto de conhecimentos pré-definidos. Nas páginas de requisitos de cada certificação, são disponibilizados links para os Preparation Guides de cada prova, onde são mostrados quais os conhecimentos exigidos:

2) Cursos: apesar dos cursos do MOC - Microsoft Official Curriculum geralmente serem bons, sozinhos não são suficientes para uma boa preparação para as provas, pois eles não são desenvolvidos com este objetivo. Isso é facilmente constatado nos Preparation Guides das provas citados no item 1), onde pode-se notar que muitos assuntos não fazem parte de nenhum curso do MOC. Além disso, o contrário também ocorre, ou seja, assuntos que são dados nos cursos mas não fazem parte dos conhecimentos testados nas provas. Por isso, não caia na armadilha de achar que para fazer a prova de certificação é obrigatório fazer um curso da Microsoft ou pior, achar que, somente com os cursos, você estará preparado para passar no exame. Os cursos do MOC devem ser encarados como uma entre as várias ferramenta disponíveis no seu plano de estudo, mas não a única.

3) Livros: uma fonte de estudo muito utilizada são os livros voltados para Certificação. A própria Microsoft produz livros voltados para suas provas através da sua editora, Microsoft Press. Entretanto, vejo muitas críticas a estes livros da Microsoft. Como não os li, não posso opinar sobre eles. Livros que eu recomendo são os do autor Amit Kalani, da editora Que. São bem didáticos, cobrem todos os assuntos das provas, possuem muitos exercícios práticos e ao final de cada capítulo, existem testes para verificar o nível de aprendizado. Além disso, os livros dele também vêm com um CD, no qual há um simulado do exame de certificação. Entretanto, é bom ressaltar que o nível de dificuldade deste simulado é inferior ao da prova real. Além de tudo isso, esses livros são mais baratos que os da MS Press Smile
Um ponto negativo é que só existem livros do autor Amit Kalani para as provas de certificação em C#. Para os profissionais de VB.NET, a mesma editora Que possui outros livros de outro autor, que se forem do mesmo nível dos livros do Amit Kalani, então são excelentes. Já os livros da Microsoft cobrem as duas linguagens: C# e VB.NET. Todos os livros estão em inglês, o que é ótimo, pois assim já é possível estudar no idioma das provas, se ambientando para o exame.
Para achar os livros, sugiro que vá ao site da Amazon.com e procure por MCAD ou MCSD. Outra dica é, no próprio site da Amazon.com, ler os comentários das pessoas que compraram os livros e ver o grau de satisfação com o produto.

4) Internet: como não poderia deixar de ser, a Internet é uma fonte que também deve ser utilizada para o estudo. Abaixo, seguem alguns links com material muito bom e gratuito:

Espero que este guia seja útil a todos,

Ricardo Oneda.

A insanidade das atualizações tecnológicas

Estava lendo o blog do Dennes Torres e um dos seus posts era sobre a utilidade da OOP, no qual era citado um site que criticava a OOP. Pois bem, estava eu lendo os artigos deste site quando encontrei um que me fez refletir bastante. O artigo Has I.T. Gone To Pot? discute sobre todo o auê que é feito em torno de novas tecnologias como sendo as salvações para todos nossos problemas e traça um pararelo entre a indústria da tecnologia e a da moda (!).

Isso me fez pensar em quantas vezes não abraçamos uma determinada tendência sem ao menos nos perguntarmos o porquê de estarmos fazendo aquilo e se realmente precisamos dela. Agora mesmo estamos vivendo um destes momentos: há uma grande expectativa sobre o lançamento da versão 2.0 do .NET Framework. Ele ainda está na fase Beta, mas já existem muitos artigos e sites sobre o assunto. Todo mundo fala e quer entender um pouco mais sobre ele (inclusive eu!). Mas, será que isso é correto? Será que ele é tão inovador assim? Será que valerá a pena gastarmos nosso escasso tempo (e dinheiro) tentando aprender suas novas funcionalidades e deixar para trás tudo que aprendemos até agora? E como convecer a empresa a trocar do Visual Studio .NET 2003 para o 2005, sendo que ele foi adquirido há apenas dois anos e já não irá atender as expectativas, pois o novo Framework exige esta nova versão do ambiente de desenvolvimento (este é outro ponto que eu acho terrível: ter que trocar de IDE em tão curto espaço de tempo - pior ainda foi quando houve a mudança do 2002 para 2003: 1 anos apenas!)?

Outro exemplo foi o lançamento do SmartPhone MPx220. Com exceção dos aficionados por tecnologia, não vejo motivos para uma pessoa normal comprá-lo: é muito caro; há limitações de conforto; não existe "A" aplicação que todo mundo usa e que faz as pessoas quererem um; enfim, é um equipamento para um segmento muito específico, como por exemplo, algum executivo que necessite estar conectado 24h por dia (e que precise acessar seus e-mails a qualquer momento e de qualquer lugar, por exemplo) ou alguém da área de vendas. Fora destes segmentos, o equipamento não passa de um brinquedo de luxo. Entretanto, o que se viu por aí foi um verdadeiro hype em torno dele, como se todo mundo fosse jogar fora o celular antigo e comprá-lo. É lógico que o marketing pesado da Microsoft foi um fator que influenciou, mas o que me espantou foi a facilidade com que as pessoas vestiram a camisa e gente que nunca havia ouvido falar em SmartPhones passou a desejá-lo como um sonho de consumo e a falar maravilhas dele.

Estes são apenas alguns exemplos, mas serve para ilustrar o que acontece com várias tecnologias. O que eu vejo por aí, e aqui mesmo no The Spoke, é que muitas pessoas vão no embalo, sem nem ao menos se questionar "por que?".

Não estou dizendo que tenhamos que ser luditas e nos negar a utilizar novas tecnologias, mas sim que devemos utilizá-las de forma consciente, e não porque está na moda; assim, não deixaremos que nos empurre qualquer coisa goela abaixo.

Ricardo Oneda.

Porquê a Info não é uma boa revista

Continuando o assunto do meu post anterior, como prometido, vou falar um pouco sobre a revista Info Exame.

Apesar de ter sido a primeira revista de informática que comprei (no longínquo ano de 1993, quando ela ainda se chamava Informática Exame), a Info Exame é uma revista que perdeu o meu respeito conforme o tempo passou. Não acho que podemos considerá-la uma revista de informática. Talvez uma revista de negócios seja uma melhor definição, mas ainda assim não seria uma boa definição. Talvez seja esta indefinição que torne a Info uma revista tão sem sal. Acho que ela seria melhor definida como uma revista genérica, assim como outras publicações da editora Abril, como a Veja e a Você S/A: as matérias são superficiais (talvez por serem escritas por jornalistas e não por profissionais da área); você sempre tem a impressão de que já viu ou ouviu falar o que é publicado, ou seja, nada é novidade; muitas reportagens passam a impressão de que foram encomendadas; quantidade excessiva de propaganda; sempre tentam te vender algo que será a solução de todos os problemas da área de TI; isso sem falar na total ausência de artigos técnicos e voltados para a área de desenvolvimento.

Outra coisa irritante são as matérias de capa. Vocês já perceberam que elas se alternam freqüentemente? Reparem que em todos os anos, sem exceção, sempre são escritas matérias sobre: 100 (ou 50) programas freewares e sharewares (ou utilitários) que não podemos deixar de ter, 100 (ou 50) melhores sites da Internet, 100 (ou 50) dicas de segurança para evitar que nossos computadores sejam invadidos por hackers malvados ou vírus ou spam ou..., como "turbinar" o PC (ou guia de upgrade), como conseguir o emprego dos seus sonhos, e toda aquela baboseira de sempre. E isso pode ser confirmado no próprio site dela: vejam as edições de 2004, 2003 e 2002, por exemplo.

Lembro-me de que há uns 7 ou 8 anos a Info começou a publicar alguns artigos da Dr. Dobb's Journal, uma revista americana voltada para desenvolvimento. Pela primeira vez vi artigos de qualidade e fiquei entusiasmado. Infelizmente, a coluna só foi publicada durante uns 4 meses. Uma pena mesmo.

Ricardo Oneda.

Revistas de informática no Brasil

Até algum tempo atrás, a oferta de revistas voltadas para a área de desenvolvimento com conteúdo técnico de qualidade era praticamente inexistente no Brasil. Entretanto, isso tem mudado. Talvez ainda estejamos longe do ideal, mas não podemos desconsiderar que a quantidade de publicações tem aumentado nos últimos anos. Vejamos:

  • MSDN Magazine: para quem acompanha o mundo Microsoft, esta revista é leitura obrigatória. Possui artigos sobre vários assuntos, principalmente sobre as tecnologias .NET. O ponto negativo fica por conta do pequeno número de artigos de autores nacionais: os poucos que são publicados geralmente não estão entre os melhores. Será que não temos gente capacitada para escrever mais artigos e de melhor qualidade? Em compensação, os artigos de autores internacionais são excelentes, apesar de problemas de tradução para o português serem freqüentes e, às vezes, tenho a impressão de que alguma parte do texto foi retirada para caber no espaço da revista. Além disso, a revista publica a coluna do Mauro Sant'Anna, o que sem dúvida é uma atração, pois ele é uma das pessoas que mais entendem de tecnologia no Brasil e tem opiniões bastante interessantes; 
     
  • Java Magazine: esta revista me surpreendeu! Ao contrário de sua irmã MSDN Magazine, todos os artigos são de de autores nacionais, e com a qualidade excelente. Além disso, os temas abordados vão desde assuntos voltados para iniciantes até temas mais avançados; 
     
  • Web Mobile: a mais nova publicação da área de desenvolvimento é voltada para os dispositivos móveis. Apesar da mobilidade ser a principal nova onda segundo os gurus de plantão, é difícil acreditar que tenha um campo tão amplo aqui no Brasil. Talvez por este mercado ainda estar em formação é que a periodicidade da revista seja bimestral. No primeiro número, encontra-se de tudo um pouco: J2ME, Smart Devices Applications para Pocket PC (agora Windows Mobile), ASP.NET Web Mobile Applications, etc;

É claro que estas são as publicações que acompanho, mas não as únicas. Não podemos nos esquecer de outras revistas como Fórum Access, SQL Magazine, Clube Delphi e Mundo Java. Enfim, hoje no Brasil, existem várias opções para o desenvolvedor, não importa em que ramo atua ou com qual tecnologia trabalha. Isso é bem diferente de quando a nossa "única" opção era a Info Exame ou então importar a MSDN Magazine gringa. Por falar em Info, gostaria de escrever alguns comentários sobre a mesma, mas fica para o próximo post.

Dica 1: algumas matérias da MSDN Magazine tupiniquim estão disponíveis na íntegra em http://www.microsoft.com/brasil/msdn/msdnmagazine/default.mspx

Dica 2: o conteúdo completo das edições anteriores da MSDN Magazine Americana estão disponíveis para download em formato HTML Help em http://msdn.microsoft.com/msdnmag/. Assim, como estamos em fevereiro de 2005, estão disponíveis as edições de janeiro de 2005 e anterioras. Para acessar as edições anteriores, vá ao menu Back Issue Archive do lado esquerdo da página e divirta-se Smile

Ricardo Oneda.