O fim definitivo do theSpoke.net

O theSpoke.net andava abandonado já há um bom tempo, mas parece que agora ele acabou definitivamente. Ao acessar o site, você é redirecionado para a página do programa para estudantes da Microsoft. É uma pena, pois os donos de blogs não foram avisados (eu pelo menos não fui) e havia bastante material de qualidade lá.

Como a maioria que acompanha este blog deve saber, tive um blog no theSpoke.net até aproximadamente uns 3 anos atrás, quando a decadência já era visível e houve uma debandada de lá. Por um desses lances de sorte (ou seria premonição), nos últimos dias, através de uma ferramenta desenvolvida pelo Francisco, MVP de Visual Basic, efetuei o backup de todo conteúdo que eu havia publicado lá, em virtude de algumas novidades que estou preparando para as próximas semanas. Pelo menos não perdi o material e pretendo disponibilizá-lo novamente em breve.

Ricardo Oneda.

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Ricardo Oneda agora também no Twitter

Tentei resistir, mas acabei me rendendo à rede social mais hypada do momento, e criei o meu perfil no Twitter. Quando ouvi falar do Twitter pela primeira vez, encarei com desconfiança. Achei uma mistura de inutilidade com egocentrismo, afinal, segundo o jargão do site, você possui "seguidores" que são atualizados com o que você está fazendo no momento. Com o tempo, comecei a perceber que, assim como os blogs se transformaram em muito mais do que simples diários na web, o Twitter também estava se transformando em algo mais poderoso do que simples relatos sobre suas atividades mundanas.

Ultimamente, comecei a notar que em vários momentos me peguei tendo pensamentos, idéias e tendo acesso a informações que gostaria de compartilhar, mas que não renderiam um post no blog, por serem assuntos curtos, rápidos e diretos, perfeitos para um ambiente de microblogging como o Twitter. Como também não tenho tido tempo para atualizar o blog com a freqüência que gostaria, o Twitter será a ferramenta utilizada para ser minha "voz" na web, deixando para o blog as análises e textos mais elaborados.

Assim, convido todos vocês a me acompanharem no Twitter em http://twitter.com/roneda 

Ricardo Oneda.

 

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Nova versão do Fórum do MSDN Brasil

Apesar dos fóruns do MSDN Brasil terem sido atualizados recentemente, uma nova versão foi lançada no último final de semana. Dessa vez, as alterações foram mais sutis. O design foi levemente alterado, ficando visualmente mais bonito, além de mais leve para carregar. Agora, todos os atalhos relativos à sua participação ficam agrupados no lado direito das páginas, facilitando o acesso às informações.

As configurações de preferências para o fórum também ganharam alguns itens novos, juntamente com a página de perfil dos usuários. A lista de usuários que mais participam dos fóruns agora leva em conta a participação dos mesmos nos últimos 30 dias, além de serem exibidas as quantidades de respostas de cada usuário (na versão anterior, que entrou no ar no início de fevereiro, parecia que o ranking era formado de acordo com o histórico de participações desde o início de suas atividades).

A caixa de edição para resposta aparece acoplada à pergunta que está sendo respondida. Ficou melhor do que no modelo anterior, no qual o editor aparecia em um bloco "flutuante". Além disso, ao realizar alguma operação que exija comunicação com o servidor, há um indicador de processamento enquanto a requisição AJAX é executada. Anteriormente, não havia essa indicação e a pessoa poderia ficar em dúvida sobre o que estava acontecendo.

Uma característica que senti falta foi com relação a inclusão de blocos de código nas threads, que agora não permite mais numerar as linhas de código. Um ponto de melhoria que havia citado no lançamento da versão anterior foi o fato dos fóruns não estarem agrupados em assuntos. Isso havia sido corrigido  na versão anterior do fórum, logo após a publicação do post aqui no blog. Na nova versão, estão lá os principais assuntos, com seus respectivos fóruns, tudo agrupado, facilitando o uso.

Em linhas gerais, notei que houve melhorias, pois esses pequenos detalhes acabam fazendo a diferença. O que mais chamou atenção foi o fato da migração ter ocorrido ao mesmo tempo da migração dos fóruns do MSDN americano. Que isso se mantenha assim, pois antigamente meses se passavam até a versão tupiniquim ser atualizada para as versões mais novas. Parece que agora todos fazem parte da mesma plataforma, compartilhando assim as mesmas funcionalidades.

Ricardo Oneda.

 

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ASP.NET MVC Framework 1.0 e eBook grátis

Outro anúncio feito no MIX 2009 foi o lançamento da versão final do ASP.NET MVC Framework, após mais de um ano de versões CTPs, betas e Release Candidates (o download pode ser feito aqui). Eu já escrevi aqui sobre o MVC Framework algumas vezes, inclusive um artigo explicando em detalhes o seu funcionamento. Apesar de ser antigo e estar desatualizado - afinal, foi escrito com base na primeira versão pública do framework, os principais conceitos estão todos lá. Eu, particularmente, gosto bastante da abordagem do ASP.NET MVC. Minha principal crítica ao modelo web forms é que ele tenta abstrair (ou esconder) dos desenvolvedores muitos aspectos essenciais para o entendimento de uma aplicação web, tudo em nome de um possível ganho de produtividade. Pode funcionar muito bem para aplicações mais padronizadas e simples, mas a medida que se necessita de algo mais sofisticado, o nível de complexidade aumenta, fazendo com que se tenha que mergulhar em detalhes da plataforma que nem sempre são claros. Já no modelo MVC, é possível ter um controle maior sobre como as coisas funcionam, além de exigir um maior entendimento de como funciona uma aplicação web. 

Se você quiser se aprofundar no ASP.NET MVC Framework, além dos artigos que indiquei acima, também sugiro fazer o download gratuito do eBook escrito por Scott Guthrie. Na realidade, esse eBook é o primeiro capítulo do livro Professional ASP.NET MVC 1.0, que ainda vai ser lançado e, além de ScottGu, também tem como seus autores feras como Rob Conery, Scott Hanselman e Phil Haack. Considerando que o livro vai ter 400 páginas, e o primeiro capítulo, disponível gratuito, tem praticamente 200, metade você pode ler de graça!

Professional ASP.NET MVC Framework 1.0

Ricardo Oneda.

 

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Internet Explorer 8 lançado

 

Nesta semana, nos Estados Unidos, está acontecendo o evento MIX 2009, voltado para tecnologias Web da Microsoft. Aliás, as apresentações podem ser acompanhadas através do site http://live.visitmix.com/. Dentre a enxurrada de lançamentos que está ocorrendo, a versão final do Internet Explorer 8 foi anunciada e já está disponível para download.

Caso não saiba o que o IE 8 tem de novo, você pode assistir ao screencast que gravei ou então ler o post sobre a versão beta 2. Após instalar o IE 8, sugiro também que passe no site http://ieaddons.com/, no qual é possível encontrar vários add-ons, accelerators e web slices que estendem as funcionalidades do browser.

Ricardo Oneda.

 

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Novo Fórum do MSDN Brasil

Na semana que passou, foi lançada a versão 3.0 dos fóruns de discussão do MSDN Brasil (e também do TechNet Brasil). Essa versão já estava valendo nos fóruns americanos há alguns meses, mas só agora chegou ao Brasil. Com um visual mais moderno e agradável, o fórum ganhou ares de rede social, um conceito muito em voga com o advento da Web 2.0. Agora, os participantes do fórum podem indicar uma imagem ou uma foto como avatar para representá-los, além de uma breve descrição que faz parte do perfil de cada um.

Por falar em perfil, o mesmo centraliza todas as atividades do usuário, contendo dados de participação no fórum, contribuições no MSDN Wiki e lista de links que fazem parte do Social Bookmarking, uma espécie de favoritos do seu browser, só que compartilhado com a Internet, muito parecido com o Delicious, para quem conhece. Confesso que exploro muito pouco esta funcionalidade, que está disponível desde o ano passado, mas pretendo começar a trabalhar melhor com ela.

Sobre o fórum propriamente dito, gostei do que vi, mesmo pelos poucos dias que usei. As novidades que mais me agradaram são a possibilidade de visualizar o conteúdo de uma thread e respondê-la sem que se tenha que deixar a página principal do fórum, formatar e colorir eventuais exemplos de códigos (HTML, CSS, Javascript, C#, VB.NET, SQL, PHP, Delphi e até Python) e também classificar os posts com tags.

Existem alguns pontos que podem ser melhorados. Um deles, para mim o principal, é que os links para os fóruns dos vários assuntos ficam listados na página principal sem nenhum critério de agrupamento, nem mesmo por ordem alfabética. No fórum antigo, havia um critério que agrupava os vários fóruns por assunto e que permitia chegar ao destino de forma mais rápida. No fórum novo, temos que caçar o assunto na página, o que é meio confuso. Outro ponto é que nessa versão não estão mais disponíveis os emoticons, aquelas imagens que permitem expressar as emoções que se quer passar ao escrever algo. Claro que podemos utilizar os caracteres do teclado para formar os emoticons, mas acredito que o uso de imagens, como era no fórum anterior, é mais interessante, ainda mais quando se quer enfatizar tanto o aspecto social do fórum.

Sugiro que visitem o novo fórum do MSDN Brasil e vejam o que acha!

Ricardo Oneda.

 

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Semana do Visual Studio 2010 e .NET Framework 4.0 no Channel 9

O Channel 9, site de vídeos da Microsoft, está promovendo uma semana dedicada ao Visual Studio 2010 e .NET Framework 4.0. Em setembro, eles já haviam dedicado uma semana ao Visual Studio Team System 2010. Além desses recursos, caso você esteja interessado em saber em primeira mão o que vem por aí, também já está disponível o Training Kit do Visual Studio 2010, com apresentações, hands-ons e demos.

Ricardo Oneda.

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Novidades do PDC 2008

O PDC 2008 aconteceu no final de outubro. Não estive lá, mas tentei acompanhar o evento a distância, principalmente lendo blogs e sites de notícias. Os vídeos das apresentações também estão disponíveis gratuitamente para download, mas confesso que ainda não consegui assiti-los. Segue um pequeno resumo daquilo que li - não espere nada muito detalhado; os comentários a seguir são baseados na primeira impressão que tive sobre os principais assuntos abordados:

Windows Azure: foi o grande lançamento e assunto do evento (eu achava que seria o Windows 7). Foi definido como o sistema operacional da Microsoft para a computação em nuvem. Percebi que essa definição causou muita confusão. É bom deixar claro alguns pontos: o Windows Azure não vai ser a próxima versão do Windows e nem estará disponível para ser comprado e instalado em casa ou nas empresas. Além disso, não substituirá a instalação do Windows ou algum outro sistema operacional nos computadores. A melhor definição que li sobre o Windows Azure foi a do blog Negócio de Risco, da Microsoft Brasil:

"Nos últimos dois anos a Microsoft trabalhou para montar um super-computador, formado por centenas de milhares de CPUs operando conjuntamente e conectados a terabytes de memória e petabytes de armazenamento. Esta estrutura toda está fisicamente espalhados por quase uma dezena de datacenters mas opera como uma única e gigantesca máquina, talvez a maior existente no mundo. O Windows Azure é o sistema operacional que roda nesta máquina.

Em termos conceituais o Windows Azure faz as mesmas funções que qualquer outro sistema operacional. Ele gerencia a alocação dos recursos da máquina, intermedia o acesso ao hardware, oferece aos desenvolvedores uma plataforma que permita a eles escrever aplicações para a máquina, gerentia a comunicação entre as aplicações, cuida da interface com o usuário,  etc. A diferença fundamental entre o Windows Azure e os outros Windows é que ele não roda no seu PC e sim no super-computador da Microsoft." 

 

 

 

Resumidamente, o Windows Azure é o sistema operacional que controlará uma espécie de serviço de hosting a ser oferecido pela Microsoft. Teoricamente faz sentido que essa infra-estrutura não fique com a empresa que contrata esse tipo serviço. As empresas estão preocupadas com seus negócios, e não com parafernálias técnicas. Entretanto, na prática, não sei se as coisas funcionam assim. Há ainda pontos importantes a serem analisados, principalmente os referentes à disponibilidade, privacidade e segurança.

Windows 7: acabou sendo ofuscado pelo Windows Azure e também porque não trouxe nada de revolucionário (aliás, como já era previsto). A Microsoft adotou a política de fazer melhorias no que já se tem ao invés de entupir o sistema operacional com funcionalidades que muitas vezes nem são utilizadas - e que podem causar mais dor de cabeça do que benefícios. Os avanços do Windows 7 parecem ter se concentrados em campos como usabilidade, diminuição do tempo de boot e número de serviços carregados por padrão, redução no consumo de memória, melhorias no consumo de baterias de notebook, além de suporte a multi-touch. Como podem notar, foram focados aspectos básicos, o que, na minha opinião, está corretíssimo. Na maior parte das vezes, menos é mais. Segundo relatos, o sistema parece estar mais leve, tanto que será possível instalá-lo em netbooks, aqueles computadores ultra-portáteis, móveis e de baixo custo que se tornaram a coqueluche do momento e que basicamente são utilizados para acesso a Internet e escrita de textos (o que, para muita gente, é mais do que suficiente). Outra novidade é que arquivos do tipo VHD (Virtual Hard Disk) serão reconhecidos automaticamente, ou seja, não será necessário instalar o Virtual PC para rodar máquinas virtuais. A primeira versão beta do Windows 7 será lançada em dezembro de 2008 ou janeiro de 2009. A versão final está prevista para início de 2010, mas muitos já comentam que poderá ser antecipada para o final de 2009, já que final de ano é uma época em que muitos computadores são vendidos e o novo sistema operacional poderia ser um estímulo para aumentar as vendas (ainda mais em tempos de crise).

Web Office: sim, depois de muito tempo e especulação, a Microsoft finalmente apresentou uma primeira versão do Office para a web. Com ela, será possível utilizar uma versão mais enxuta do Word, Excel, PowerPoint e OneNote através de qualquer browser. Resta saber qual será o modelo de negócios a ser adotado, pois a Microsoft não vai querer canibalizar a suíte Office, que é a maior fonte de receitas da empresa juntamente com o Windows.

Visual Studio 2010 e .NET 4.0: durante o evento, foi liberada a versão CTP do Visual Studio 2010 e .NET Framework 4.0. Entre as novidades, está o maior suporte ao desenvolvimento de aplicações para aproveitar a arquitetura multicore dos computadores atuais - Parallel Computing. Um ponto que me chamou a atenção é que algumas funcionalidades do Visual Studio 2010 serão feitas com WPF (se eu não me engano, o WPF também será utilizado em alguns lugares do Widows 7). Acho que o fato da própria Microsoft começar a utilizar essa tecnologia em seus produtos (já não era tempo!) pode ajudar a aumentar a adoção da mesma pelo mercado, já que este terá mais confiança em apostar em algo novo.

 

 

 

O que mais me impressiona, e até certo ponto me deixa um pouco frustrado, é que nem acabamos de digerir completamente as novidades do Visual Studio 2008 (e não se esqueçam do Service Pack 1), e uma nova versão já está no horizonte. Eu mesmo já escrevi sobre isso algumas vezes, e percebo que outras pessoas também têm a mesma sensação. Vejam um exemplo de desabafo:

"I think we will be lusting our breaths for a long time with the .NET technologies, it's just a few weeks since the .NET 3.5 SP1 release and here they are announcing the 4.0 version. Although, it is a good thing to have more and more technologies that makes your life easier, but I think that we will spend the rest of our life just learning the .NET technologies without having the chance to use it." 

Pois é, tenho a mesma sensação de que ficaremos loucos se tentarmos estudar tudo o que está sendo lançado. E tenho a impressão de que a velocidade tende a aumentar...

Ricardo Oneda.

 

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Silverlight 2 e ASP.NET MVC Framework Beta

A semana que passou foi de lançamentos:

  • Silverlight 2: a versão que permite o desenvolvimento de aplicações RIA e a execução de código gerenciado no browser foi oficialmente lançada. Além de ser possível programar em C#, VB.NET ou outra linguagem .NET, o mais interessante é a possibilidade de rodar a mesma aplicação em browsers e plataformas distintas. Ou seja, não é obrigatório o uso do Internet Explorer e nem do Windows! Para desenvolver aplicações com o Silverlight 2, é necessário o Visual Studio 2008 ou o Visual Web Developer 2008 Express com SP1, que é gratuito. Mais informações de como proceder, podem ser encontradas no site oficial do Silverlight. A maior novidade, entretanto, foi o anúncio de que agora também é possível desenvolver aplicações Silverlight 2 com o Eclipse, que é uma IDE (equivalente ao Visual Studio) open-source, muito utilizada pela comunidade Java. Visitem o site Eclipse tools for Silverlight para conhecer melhor o projeto.
  • ASP.NET MVC Beta: até semana passada, as versões do ASP.NET MVC Framework ainda eram previews. Nessa semana, foi lançada a primeira versão beta. Nela, já foram incluídas as bibliotes do jQuery, como havia sido prometido. Para desenvolver aplicações com o ASP.NET MVC Framework, também é preciso o Visual Studio 2008 ou o gratuito Visual Web Developer 2008 Express com SP1. Aproveito para reforçar um alerta: li em alguns lugares que o ASP.NET MVC Framework seria um substituto do modelo WebForms. Nada mais incorreto! Já escrevi e disse isso várias vezes, mas vale a pena repetir: o modelo WebForms continuará existindo e evoluindo. O ASP.NET MVC Framework será uma alternativa, mas sua adoção não será obrigatória. Scott Hanselman, um dos envolvidos no projeto, disse no MVP Global Summit e também já escreveu em seu blog que acredita que o novo modelo será utilizado em 5% dos sites feitos em ASP.NET, ou seja, a própria Microsoft sabe que o MVC Framework será um produto mais específico e voltado para aqueles que não gostam ou não querem as facilidades do modelo WebForms e que procuram maior controle e testabilidade em suas aplicações web.

Ricardo Oneda.

 

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Windows 7

Enquanto aqui no Brasil o pessoal aguarda o Tech-Ed, que acontece nessa semana em São Paulo, nos EUA a expectativa é pelo Professional Developers Conference - PDC 2008, que acontecerá em Los Angeles no final de outubro. O PDC é um evento diferente do Tech-Ed no sentido de que não possui uma periodicidade definida (o último ocorreu em 2005) e é voltado para tecnologias que a Microsoft planeja lançar no futuro.

Nessa edição, a grande atração será, sem dúvida, o Windows 7, o substituto do Windows Vista, que será mostrado oficialmente pela primeira vez. Quem participar do evento receberá, inclusive, uma versão pré-beta do novo sistema operacional (além de um HD USB de 160 GB com o conteúdo de todas as palestras!).

O Windows 7 está cercado de um certo mistério. Ao contrário do Windows Vista, a Microsoft tem sido mais cautelosa na divulgação de informações a respeito dessa nova versão, para evitar erros cometidos no passado e a formação de falsas expectativas. O pouco que sabemos é que será baseado no Windows Vista (ou seja, compatibilidade total) e rodará no mesmo hardware suportado por este. A idéia é que a migração do Vista para o Windows 7 seja a mais tranqüila possível. Outras informações estão sendo divulgadas aos poucos (e superficialmente) no blog criado para o novo sistema operacional, Engineering Windows 7. Versões preliminares começaram a ser distribuídas há algum tempo para poucas pessoas selecionadas avaliarem. Imagens das telas dessa nova versão acabaram vazando para a Internet e o que podemos perceber é uma semelhança muito grande com o Vista e algumas pequenas novidades, como a interface do tipo Ribbon do Office 2007 aplicada no Wordpad e Paint, e uma calculadora repaginada. Claro que deve haver muitas outras novidades, mas teremos que aguardar até o final do mês para descobrir.

Ricardo Oneda.

 

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Ainda jQuery e ASP.NET

No meu último post, escrevi sobre o jQuery passar a fazer parte do ASP.NET. Relendo-o agora, percebi que talvez não tenha sido claro o suficiente e achei que valeria a pena explicar quais os benefícios desse movimento por parte da Microsoft. O que importa não é que o jQuery poderá ser usado com o ASP.NET - isso já era possível antes, e não somente para o jQuery, mas também para outras bibliotecas javascript. A grande diferença é que agora ele fará parte do ASP.NET e do Visual Studio, e isso significa que a Microsoft dará suporte a ele na abertura de chamados de seus clientes. Isso é importante, pois é uma empresa dando suporte a um projeto open-source. Vocês devem conhecer, ou pelo menos ter ouvido falar, de casos de empresas que hesitam em adotar projetos open-source em seus projetos por falta de suporte oficial, com medo de serem deixadas na mão em caso de problemas. Os mais puristas e defensores do código aberto poderiam argumentar que não há falta de suporte, pois existe uma comunidade por trás do projeto, sempre disposta a ajudar quem precisasse. O fato é que as empresas não costumam acreditar nesse tipo de ideologia (não estou dizendo que seja certo ou errado, só estou fazendo uma constatação).

Nesse tipo de situação, havia duas alternativas: aguardar a Microsoft desenvolver um projeto equivalente à alternativa open-source, para utilizar algo que poderia ser chamado de oficial, ou então assumir os riscos e utilizá-lo mesmo sem o suporte (claro, a empresa também poderia escolher não usar o projeto ou então desenvolver uma solução proprietária). Supondo que a primeira alternativa seja a escolhida e que a Microsoft efetivamente lançasse um produto equivalente ao projento open-source, o mesmo poderia deixar de existir, pois as empresas poderiam preferir a solução oficial (vejam o que aconteceu com os projetos de AJAX para ASP.NET quando a Microsoft lançou o ASP.NET AJAX). Para as empresas clientes da Microsoft, essa seria a situação ideal, pois contariam com um produto oficial e com suporte garantido. Já para a comunidade open-source, esse seria mais um passo da Microsoft para dominar o mundo, que estaria usando sua força e poder para varrer seus concorrentes do mapa. Difícil agradar a todos...

Assim, ao adotar o jQuery como parte de sua plataforma, a Microsoft admite usar um produto de boa qualidade mesmo que não tenha sido desenvolvido por ela, fazendo com ele não deixe de existir e nem deixe de ser open-source (outras plataformas não-Microsoft continuarão a usufruir de seus benefícios, afinal, o jQuery não foi vendido). Além disso, as empresas clientes da Microsoft ganham confiança na solução, pois sabem a quem recorrer se encontrarem algum problema.

Ricardo Oneda.

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jQuery e ASP.NET

Não sei quanto a vocês, mas para mim, uma das coisas mais chatas que existem é escrever código javascript para rodar em páginas web. Pode ser que esse trauma tenha surgido quanto tive meus primeiros contatos com o desenvolvimento de aplicações web, nos primórdios da Internet. Eram vários os problemas: faltava um ambiente de desenvolvimento decente (Notepad na cabeça), havia dificuldades em debugar o código, muitos dos códigos não funcionavam da maneira esperada em todos os browsers, isso sem falar na complexidade em se fazer coisas que deveriam ser simples, o que acarretava em falta de produtividade.

Muita coisa mudou de lá para cá: o Visual Studio melhorou muito o suporte a javascript (além disso, surgiram outros editores como o Aptana Studio), o processo de debug foi facilitado (inclusive, no Internet Explorer 8 será possível debugar código javascript; isso sem falar no Firebug, uma extensão para Firefox que já existe há muito tempo e é uma mão na roda para os desenvolvedores web) e até a interoperabilidade entre os browsers melhorou (um pouco, mas melhorou). Mesmo com essa evolução, até hoje, eu sinto calafrios quando ouço falar em fazer algo muito complexo em javascript.

Nos últimos tempos, com a onda da Web 2.0 e do AJAX, surgiram muitas bibliotecas para facilitar e aumentar a produtividade no desenvolvimento de código javascript. Entre as mais famosas, posso citar o Dojo, Prototype, Ext JS, Script.aculo.us, Yahoo! UI Library e jQuery. A grande vantagem do uso dessas bibliotecas é que elas abstraem muitos aspectos de baixo nível (como por exemplo, fazer um tratamento específico para determinada versão de browser), permitindo que nosso foco esteja na resolução do problema e não em detalhes que não deveriam consumir nosso tempo.

Assim, é com bons olhos que vejo o anúncio da Microsoft em adotar o jQuery, que é open-source, no ASP.NET. Para quê reinventar a roda quando já há uma biblioteca elogiada e consagrada? Meu palpite é que o principal beneficiado dessa integração seja o ASP.NET MVC Framework, pois nesse modelo, o desenvolvedor tem muito mais contato com HTML/HTTP e o uso de javascript é mais explícito e intensivo, o que normalmente não ocorre com o modelo WebForms. Isso não quer dizer que quem desenvolve utilizando WebForms não poderá se beneficiar, afinal de contas, apesar de nesse modelo de desenvolvimento o ASP.NET fazer o trabalho sujo pelo desenvolvedor, o resultado final gerado ainda é HTML e muitas coisas só são possíveis com javascript.

Ricardo Oneda.

 

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A história da Internet - a guerra dos browsers

Com o lançamento das versões beta do Internet Explorer 8 e do Google Chrome, além, é claro, do Firefox 3, muitos já vislumbram uma nova edição da guerra dos browsers, que ocorreu primeiramente entre IE e Nestacape Navigator. O Discovery Channel fez um documentário dividido em várias partes que conta sobre a história da Internet e, coincidentemente, o primeiro episódio é justamente sobre a guerra dos browsers. Você pode ver a versão dublada em português abaixo ou no site da Discovery Brasil (se quiser, também pode acessar o site americano da Discovery)

O único ponto falho, na minha opinião, é que explicaram o derrocada da Netscape como sendo fruto única e exclusivamente do domínio que a Microsoft tinha através do Windows. O mais correto seria contar também que a versão 4 do Nestcape era muito ruim e o IE 4 era muito superior, como eu já disse há um bom tempo. De qualquer maneira, é um ótimo documentário que retrata bem a época e as transformações que a Internet trouxe, com todos os impactos, interesses e guerra de egos que aconteceram.

Ricardo Oneda.

 

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Google Chrome: definitivamente, a Mozilla deve ficar preocupada

Dois dias após ter publicado aqui no blog um post sobre o Internet Explorer 8 e o porquê dele ser uma ameça ao Firefox, hoje fui atingido por uma notícia bombástica, pelo menos para mim, que foi o anúncio do Google Chrome, o browser do Google, que também encontra-se em beta. A estratégia de divulgação usada pelo Google foi bem interessante, utilizando uma história em quadrinhos para demonstrar as características de seu novo produto. O formato ficou muito bom e o conteúdo foi explicado de forma bem didática. Recomendo fortemente sua leitura, se você quiser saber mais detalhes de como funciona o novo browser.

Instalei o novo browser e naveguei por alguns sites. Ele é bem rápido e tem uma interface bem limpa, o que é uma característica do Google, que procura oferecer somente aquilo que é extritamente necessário. Se você espera encontrar grandes novidades, poderá se decepcionar. Muitas das funcionalidades, como filtro anti-phishing, isolamento das tabs fazendo com que em caso de problemas os mesmos não afetem todo o browser, e maior privacidade através de navegação sem rastros, ou já existiam no Firefox ou vão existir no Internet Explorer 8. Novidade mesmo são as miniaturas das páginas mais acessadas que são mostradas quando uma nova tab é aberta, uma espécie de task manager do browser que permite gerenciar as tabs e plug-ins que estão sendo executados no momento e um novo engine javascript que promete aumentar a velocidade em que os códigos nessa linguagem são executados. Enfim, como o Daniel comentou no último post, nada radicalmente novo...

E como fica o Firefox? Afinal, não podemos nos esquecer que a página inicial padrão do Firefox é o site do Google e parecia haver um bom relacionamento entre ambos. Por que, ao invés de criar um novo browser, o Google simplesmente não contribuiu diretamente com melhorias para o Firefox? Oficialmente, o respeito e a pareceria vão continuar. Entretanto, analisando a situação, vejo que o Firefox pode ser o maior prejudicado nessa história toda, pois as pessoas mais propensas a adotarem o Chrome serão aquelas que já utilizam algum browser alternativo, que na maior parte das vezes é o Firefox. Quanto ao IE, talvez perca mais um pouco de participação de mercado, mas não acredito que seja uma perda a ponto de colocar em risco sua hegemonia. Mas isso só o tempo dirá. Como o próprio pessoal do Google disse, essa versão do browser ainda está muito longe de estar terminada e claro que o Google não pode ser subestimado.

Ricardo Oneda.

 

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Internet Explorer 8 Beta 2: porque a Mozilla deve ficar preocupada

No último dia 27/08, a versão beta 2 do Internet Explorer 8 foi lançada. Se no beta 1 o público-alvo eram os desenvolvedores (assista ao OnedaCast sobre o Internet Explorer 8 Beta 1), no beta 2 o foco é direcionado para os usuários finais. São muitas as novidades, algumas simples, mas muito úteis. Arrisco a dizer que agora o Firefox poderá enfrentar uma situação a qual não está acostumado nos últimos anos, que é perder participação de mercado. Os destaques são:

  • tabs agrupadas por cores;
  • se alguma página causar um erro muito grave, somente a tab em que o erro ocorreu será afetada, ou seja, as outras tabs continuam abertas e funcionando;
  • mais facilidades em reabrir tabs fechadas anteriormente ou até uma sessão inteira do browser;
  • barra de endereços mais inteligente ao digitarmos a URL;
  • busca incremental na página, que vai destacando as palavras a medida que se digita, como já existia no Firefox (até que enfim!);
  • busca visual;
  • as Activities passaram a se chamar Accelerators;
  • botão de compatibilidade, que permite a um site não adaptado para os padrões de compatibilidade do IE 8 ser visto como no IE 7. Esse modo de compatibilidade funciona somente para os sites marcados como tal, e não para qualquer site visitado, como acontecia no beta 1. Além disso, não é mais necessário fechar e abrir o browser para a alteração ser efetivada;
  • Privacidade: duas novas funcionalidades permitem melhor controle sobre os rastros que deixamos no computador quando navegamos pela internet. O InPrivate Browsing faz com que nenhuma informação dos sites visitados fique armazenada: não são criadas entradas no histórico e o cache e cookies são apagados quando o browser é fechado. É como se fosse criada uma espécie de máquina virtual para o browser, que deixa de existir quando fechamos o navegador. Já o InPrivate Blocking atua quando visitamos um site que utiliza algum recurso de outros sites, impedindo que informações sejam transferidas para esses sites. Isso é muito utilizado em sites de anúncios, que podem rastrear nossos comportamentos na web e construir um perfil detalhado de cada um baseado no histórico de visitas.
  • SmartScreen Filter: uma evolução do Phishing Filter, protengendo os usuários também de sites conhecidos por distribuir malwares;
  • filtro anti-XSS - Cross-Site Scripting: o browser identifica um ataque desse tipo e evita que o mesmo aconteça. Assim, mesmo que a aplicação rodando no servidor seja vulnerável, o usuário não é afetado;

A Microsoft praticamente foi obrigada a lançar o IE 7, já que estava perdendo espaço para o Firefox e fazia muitos anos que não atualizava seu browser. Assim, as novidades já não eram tão novas assim, pois muitas das funcionalidades do IE 7, como navegação por tabs e caixa de busca integrada à janela do browser, já eram realidades há muito tempo para o Firefox. Agora, a situação é diferente. A Microsoft parece que aprendeu com os erros passados (principalmente em não deixar muito tempo transcorrer entre uma versão e outra) e trouxe uma série de novas funcionalidades úteis e que podem fazer com que o Firefox tenha que correr atrás para também implementar em seu browser.

Lembro que por se tratar de uma versão beta, não é recomedado instalá-la em um computador usado no dia-a-dia, pois problemas e incompatibilidades podem surgir. Até o lançamento da versão final, provavelmente até o final do ano, não está prevista a inclusão de nenhuma outra novidade, ou seja, até lá só serão feitas correções de bugs.

Ricardo Oneda.

 

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